Tecnologia por Claudinei Caetano

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Como estudante da área de tecnologia que sou, vou fazer uma breve reflexão sobre a situação brasileira no âmbito da tecnologia da microeletrônica. Talvez este seja o melhor momento para discutir essas questões, visto que no início deste mês, aconteceu no Brasil, em Foz do Iguaçu, a principal conferência mundial sobre Spintrônica (eletrônica baseada no giro do elétron), esta conferência só aconteceu aqui graças ao grande empenho de uma minoria de pesquisadores brasileiros. Nesta conferência, PAPS-V, estavam presentes os principais nomes desta área tecnológica, inclusive o ganhador do último Prêmio Nobel de Física (2007), Albert Fert. Foram discutidos os mais diversos temas envolvendo Spintrônica, desde fundamentação (que está mais preocupada com a parte do formalismo científico) até um tema não menos importante, a aplicabilidade destas novas tecnologias.

Atualmente estamos vivendo um período de grandes transformações na forma de pensar e agir (achando certo ou errado, hoje não é possível pensar um mundo sem computadores, comunicação digital, aparelhos eletrônicos etc) e essas mudanças são, às vezes, forçadas pela Nova Era, a Era Digital. Portanto, há a necessidade de atualizar-se continuamente, e o cenário nesta área muda muito rápido, isso eleva muito os gastos de uma nação. E quando o país é um grande consumidor de tecnologias e não fabrica nenhum tipo de material tecnológico, este gasto é ainda muito mais elevado. Porém uma saída para essa questão seria, sem sombra de dúvida, fabricar tecnologias de ponta, pois assim ao invés do alto consumo de tecnologia ser uma despesa seria, na verdade, uma grande receita para o país.

Por volta da década de 60 para se montar uma indústria de semicondutores o custo era de aproximadamente 500 milhões de dólares. O Brasil teve essa oportunidade, porém decidiu não investir nessa área. Hoje o país faz uma espécie de “escambo” com os países que investiram em fábricas de materiais semicondutores. Ele troca centenas de navios de grãos por um container de chips. Graças às politicas do final do século passado hoje somos escravos daqueles que fabricam e ditam as regras tecnológicas…

Hoje o Brasil passa por uma situação muito semelhante àquela da década de 60, existem várias tecnologias emergentes tal como a tecnologia Genética, Spintrônica, Fármacos e outras. O Governo se posiciona de forma tímida diante desta questão, não investe em qualificação de pessoas e muito menos em laboratórios de pesquisa, tem uma política de financiamentos de pesquisa absurda (onde os professores são os responsáveis pela pesquisa no país) e as tecnologias produzidas nas universidades, na maior parte, não são repassadas para a industria (mercado). Isso pode levar o país a uma futura dependência de novas drogas e continuará sendo apenas um gigante consumidor de tecnologias e o grande celeiro do futuro. Enquanto isso, nós brasileiros, compraremos tecnologias fora de linha a custo de alimentos de primeira linha.

Sites relacionados:

Eletrônica on-line,

Folha online

Inovação tecnológica

Até o próximo

Claudinei Caetano de Souza

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5 Comentários sobre "Tecnologia por Claudinei Caetano"

  • Paulo E. R. Weber says:
  • Simone Souza says:
  • Raphael says:
  • Milrian Mendes says:
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