Tecnologia por Rodrigo Claudino Diogo

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Segundo o Aurélio, que normalmente é chamado de pai-dos-burros – apesar de não ser um Equus asinus, a palavra tecnologia é um substantivo feminino, relativo ao conjunto de conhecimentos, especialmente princípios científicos, que se aplicam a um determinado ramo de atividade. Outro significado possível é a totalidade desses conhecimentos.

Parece simples, direto e fácil, não é mesmo?

Mas, quem se atrever a tentar descrever o que é tecnologia vai se deparar com uma tarefa complicada e sujeita a críticas. E foi justamente por este tema controverso que nós, do TecnoSapiens, resolvemos iniciar nosso blog.


Apesar de ser o foco deste artigo, não consigo falar (ou seria escrever?) sobre tecnologia sem antes tratar de duas outras palavrinhas igualmente complicadas: a técnica e a ciência. Compreendo que a técnica se refira aos conhecimentos aplicados e às habilidades humanas de uma maneira geral. Por exemplo, há a técnica de dar nó nos cadarços, a técnica do pompoarismo, a técnica da fórmula de Bhaskara para se resolver equações de segundo grau, entre outras tantas. Já a ciência, seria o conhecimento em sua forma mais “pura”, elaborado a partir de um sofisticado e rigoroso (talvez nem tanto) procedimento metodológico e não necessariamente voltado a aplicações práticas. Alguns exemplos de ciência, ou conhecimento científico: a teoria da relatividade geral, a química quântica etc..

Estas três xifópagas são nossas companheiras desde o início da civilização humana e, apesar do que as linhas anteriores possam dar a entender, delimitar onde termina a ciência e se inicia a tecnologia e a técnica (ou vice-versa) é quase impossível, mas é muito didático. Mas, deixemos de lado o didático e as digressões não essenciais e voltemos a tratar da mais famosa das irmãs: a tecnologia.

Imaginar a vida sem a tecnologia, seja ela nova, antiga, da comunicação, da informação, da alienação ou da exploração, me dá arrepios. A maioria das atividades que desempenhamos no dia-a-dia está repleta de tecnologias e é dependente delas. Há muito tempo o galo foi substituído pelos despertadores à corda, que foram substituídos pelos despertadores digitais e que serão substituídos, quem sabe, por implantes cerebrais que acionarão o mecanismo do despertar (eu uso o sistema de alarme/compromisso do meu celular). Ir ao banco, escrever um texto, dirigir um carro, falar ao telefone celular, assistir televisão, praticamente tudo depende de um artefato tecnológico para funcionar. Já pensou se a Internet deixasse de existir?

Meu Deus, a Interne não existe mais!!!

Meu Deus, a Internet não existe mais!!!

Alguns diriam que hoje, viver sem tecnologia não seria possível. E eu te pergunto amigo leitor (me desculpe a intimidade), algum dia foi possível viver sem tecnologia?

Talvez quando ela ainda não tenha sido “inventada”.

Desde quando resolvemos descer das árvores, passamos a dominar o fogo (obrigado Prometeu), inventamos a pedra lascada e a metalurgia, temos nossa existência atrelada à tecnologia (e suas irmãs) de tal maneira que é inconcebível imaginar outra forma de civilização que não tenha uma relação tão íntima com a tecnologia.

Desde os primórdios da civilização estabelecemos uma relação de dependência para com a tecnologia que íamos desenvolvendo. Inicialmente, dependíamos da tecnologia para nos alimentar melhor, para nos aquecer. Depois para subjugarmos outros povos, para termos melhores condições de vida, combater doenças, melhorar o rendimento no trabalho. Hoje, além destas finalidades, e de permitir um mundo cada vez mais globalizado, interconectado, assíncrono e de distâncias curtas, a tecnologia é, ao mesmo tempo, nossa serva e nossa senhora.

Tecnologia é isso. Algo de difícil definição, mas do qual nossa civilização sempre dependeu (para o bem ou para o mal).

Esta relação é tal que talvez tenhamos que mudar a designação de nossa espécie: de Homo sapiens sapiens para Homo tecno sapiens. Ou você acha que algum dia seremos um Homo moralis?

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15 Comentários sobre "Tecnologia por Rodrigo Claudino Diogo"

  • Claudinei says:
  • Simone Souza says:
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  • Paulo E. R. Weber says:
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