set 08
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Tempo, tempo, tempo mano velho…
Ei, você!! Responda rápido: o que é o tempo?
Pergunta difícil não é mesmo? É… mesmo tendo feito um curso de Física não consigo pensar em uma boa resposta para ela. Como disse Santo Agostinho, que além de santo foi um grande filósofo:
Se ninguém me perguntar eu sei, porém, se quiser explicar a quem me perguntar, já não sei.
Independente do que seja o tempo, é importante saber que neste mundo, há tempo para tudo:
Debaixo do céu há momento para tudo, e tempo certo para cada coisa:
Tempo para nascer e tempo para morrer. Tempo para plantar e tempo para arrancar a planta. Tempo para matar e tempo para construir. Tempo para chorar e tempo para rir. Tempo para gemer e tempo para bailar. Tempo para atirar pedras e tempo para recolher pedras. Tempo para abraçar e tempo para se separar. Tempo para guardar e tempo para jogar fora. Tempo para rasgar e tempo para costurar. Tempo para calar e tempo para odiar. Tempo para a guerra e tempo para a paz. (Eclesiastes 3, v.1-8).
Após este breve momento de reflexão, e sabendo que definir o que é o tempo não se constitui em uma tarefa simples, vou me concentrar em um aspecto mais prático: a medição do tempo.
Atualmente a medição do tempo (ou melhor dizendo, a medição de intervalos de tempo) pode ser feita desde um muito curto a um muito longo. Podemos, por meio das mais diversas técnicas e fazendo uso de tecnologias sofisticadas, medir intervalos de tempo que vão desde 1 picossegundo (um trilionésimo de segundo) – o menor período que pode ser medido com exatidão, até o impensável intervalo de tempo que corresponde à idade provável do universo (desde o Big Bang): de 10 a 15 bilhões de anos.
Entretanto, como a humanidade mediu o tempo ao longo de sua história? Quais as técnicas, a ciência e as tecnologias utilizadas?
Com o objetivo de tentar responder a estas questões escreverei uma série especial de artigos. Ficou interessado? (espero que sim). Então, anote na sua agenda:
Estréia: terça-feira, 16 de setembro de 2008.
