dez
04
2008

Uns nascem, outros morrem. E as pilhas?

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Olá pessoal!

Hoje, quando completo 23 anos de idade, trago um artigo a respeito de um importante figura que completa neste dia 210 anos de aniversário de sua morte: Luigi Galvani.

Luigi Galvani foi médico e lecionava Anatomia na Universidade de Bolonha, Itália. Dentre seus estudos, destaca-se a descoberta de que músculos e células nervosas eram capazes de produzir eletricidade. Por esse motivo, tal eletricidade ficou conhecida como eletricidade galvânica. Galvani mais tarde demonstrou que esta eletricidade tem origem em reações químicas.

Luigi Galvani, com seu belo penteado de época

Você leitor deve estar se perguntando: o que um médico teria a ver com Tecnologia? E eu respondo: bastante!

As pesquisas e conseqüentes descobertas feitas por Galvani levaram à criação da primeira bateria elétrica, mas não por ele. Foi seu contemporâneo, Alessandro Volta, o responsável pela invenção. E vejam só quantos avanços desde então. Falemos portanto um pouco sobre o funcionamento de baterias elétricas!

Vamos utilizar como exemplo uma pilha comum, como a que vai naquele MP3 Player xing-ling que seu amigo importou do Paraguai. Basicamente a pilha é um gerador químico, que transforma energia química (energia resultante de reações chamadas de eletroquímicas) em energia elétrica.

Numa pilha temos marcados dois terminais: um positivo (+) e outro negativo (-). Esta se trata de um aparato onde ocorrem reações de oxirredução (deixemos a explicação Química para a próxima oportunidade) que produzem um acúmulo de elétrons, sendo estes agrupados no terminal negativo. Ao colocar a pilha em um aparelho, na prática você está ligando o terminal negativo ao terminal positivo, iniciando as reações químicas e o fluxo de elétrons. E é esse fluxo ordenado de elétrons, também conhecido como corrente elétrica, que permite que você ouça Martinho da Vila cantando Disritmia, embora seja a pior música dele.

Portanto, parabéns ao Galvani (e ao Volta), e parabéns para mim! :)

Se quiser saber mais:
http://casa.hsw.uol.com.br/baterias.htm

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Written by Raphael Carvalho in: Ciência, História |

2 Comentários »

  • Diogo disse:

    Ué, mas medicina tem tudo a ver com tecnologia, as técnicas médicas em sua maioria fazem parte do que chamamos “tecnologia”. Engraçado, esse negócio de eletricidade só começou a fazer mais sentido pra mim depois que eu aprendi Hidráulica (posso escrever sobre isso um dia desses).

  • Certamente Diogo, pensando mais amplamente, tem tudo a ver. E até imagino porque faz mais sentido para você agora, mas aguardo seu artigo para comentar!

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