jan 09
20
Backup, freak!
Eu tenho uma confissão a fazer. Provavelmente, mesmo aqueles que me conhecem há muito tempo talvez não saibam… Pausa para você pensar em uma perversão. Pronto? Bem, eu só queria dizer que sou compulsivo por backups. Agora você pode sentir-se culpado por ter pensado aquelas coisas sobre mim.
Como já disse anteriormente, passo praticamente todo meu tempo procrastinando trabalhando no Ubuntu. A manutenção do sistema é muito mais simples se comparado a um sistema Windows: nada de atualizar antivírus, antispyware, escanear os arquivos à procura de pragas, limpar registro e afins. Basta realizar os updates na medida que eles aparecem e… os backups! Não se esqueça dos backups!

Ele não faz backups!
Mesmo sendo um sistema bastante estável, o Ubuntu e nenhum outro sistema operacional é a prova de falhas de hardware, catástrofes e usuários-que-acham-que-sabem-o-que-estão-fazendo-mas-na-verdade-são-umas-bestas-manuseando-teclados. Entre as prováveis causas, que podem-lhe fazer bater a cabeça na parede e se perguntar “por que eu não tenho um maldito backup”, a mais comum é o famoso HD queimado. Ou dependendo do seu parentesco com os equinos, dar um comando rm -rf * dentro do diretório errado.
Para prevenir-se dos casos de catástrofes ambientais, roubos em residências e congêneres é recomendável ter backups on-line, mas isso fica para outro artigo. E caso você seja acometido pela Lei de Murphy e perca tanto os backups locais quanto os on-line, sugiro que fale com o Claudinei, ele conhece uma mandinga porreta para você benzer-se.
Como diria o filósofo inglês, vamos por partes. Primeiro, qual mídia utilizar para guardar backups? Esqueçam CD/DVD/Bluray. Apesar do baixo custo por GB, o tempo para gravar uma mídia e a vida útil da mesma, cerca de 1 ano em condições realistas, não as tornam candidatas ideais. Creio eu que a melhor solução de backup para uso doméstico, em termos de confiabilidade e custo/GB, são discos rígidos, AKA HD, externos, de preferência conectados a interfaces de rápida transferência como eSATA, FireWire, USB 3.0 ou no mínimo USB 2.0. Desejo o uso de USB 1.1 ou 1.0 só para masoquistas e desafetos.
Sabendo onde guardar seus preciosos dados a questão é: “Onde eu guardo a minha coleção de músicas baixadas ilegalmente copiadas dos meus CD’s”. Bem, pesquisei algumas soluções para o Ubuntu e encontrei o Time Vault. Ô programinha da usabilidade ruim! Não entendi a maneira como os backups são feitos, não parece copiar pastas recursivamente ou seguir links simbólicos. Se estas características existem, não funcionaram comigo.
No momento estou testando outra solução disponível para o Ubuntu, o sbackup e, como diz a loira que foi jogada do alto de um prédio, até agora está tudo ok. Interface simples, fácil de configurar e restaurar os backups. Se algo sair errado eu atualizo aqui.
No entanto a ferramenta em que eu mais confio é um pequeno bash script, para lá de simplório, que realiza apenas um cp -ur (cópia dos arquivos mais recentemente modificados, de forma recursiva) das pastas que eu quero. É simples e tem funcionado comigo, já que atualmente trabalho em um único computador. Se tivesse que manter cópias atualizadas de mais de um computador as coisas poderiam complicar: gravar os arquivos de um computador para o HD externo, do HD externo para o outro computador… isso sempre que editar ou salvar alguma coisa. Eu iria aprontar uma confusão dos diabos. }:-)
Em outra oportunidade falarei das possibilidades de backups on-line usando serviços gratuitos como o Skydrive e o Box.net. Esse último com a possibilidade de montar sua pasta como uma pasta de rede. Mas como disse, isso é outra história…
P.S.: Sugestões de formas de backups locais, especialmente aplicativos no Ubuntu são bem-vindas (com ou sem hífen? ).
