Quantum Dots: o futuro dos displays ?
Olá, caros leitores. Após um grande período “fora do ar”, eu volto a publicar um artigo, agora como membro do TecnoSapiens. Espero que gostem!
Há alguns anos (mais precisamente em 2006, ano de copa do mundo) vimos uma verdadeira guerra entre televisores de plasma e LCD, gigantescos, para as adolescentes verem em detalhe o Kaká, ou então nós, vibrantes torcedores brasileiros observamos com grande minúcia a arrumada de meia do Roberto Carlos. Bom, mas o foco neste artigo é outro.
Os displays de LCD já haviam ganho o mercado da informática, e acabaram ganhando também o mundo dos televisores, com incansáveis discussões de durabilidade, tempo de resposta, cores, ângulos de visão e etc. Mas e então ? Os LCD’s irão dominar o mundo ? Ou quase isso, pois a Google iria comprá-los antes. Que seriam os sucessores dos displays de LCD ?
Uma das mais promissoras tecnologias na opto-eletrônica do futuro são os Quantum Dots. Também conhecidos como átomos artificiais, os QDots são estruturas quasi-zero dimensionais, ou seja, elétrons são confinados em direções por materiais semicondutores de diferentes propriedades, formando assim uma ilha onde os elétrons ficam “presos”. Este confinamento, associado às propriedades dos semicondutores, permitem que os Quantum Dots possuam uma certa ajustabilidade de suas propriedades óticas e eletrônicas, sendo então alvo de uma ampla gama de aplicações (da computação quântica até o estudo de tumores).
Dominando tais características de um QD, foi possível construir LED’s de quantum dots, os quais possuem tamanhos minúsculos e emitem comprimentos de onda bem definidos. Dessa forma, existe um interesse muito grande no uso dos QD-LED’s para a construção de displays.
Com seu tamanho reduzido, cada QD-LED seria praticamente responsável por um pixel, o que permitiria altíssimas resoluções. Além disso, displays de Quantum Dots seriam extremamente eficientes, já que é possível escolher a faixa de emissão dos mesmos, permitindo então que um display emitisse apenas radiação (luz) visível, o que não ocorre com os displays de LCD e plasma.
Por mais promissora que tal tecnologia pareça, ainda existe um longo caminho até que você seja capaz de colocar uma tela dessas na parede trabalhada de sua casa. A produção em larga escala de QD-LED’s e a integração dos mesmos em circuitos ainda não atingiu o nível industrial. Mesmo assim, fiquem atentos, pois hoje em dia um longo caminho não significa um tempo longo. Quem sabe até a próxima copa do mundo não apareça alguma surpresa por aí?
4 Comentários »
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Grande Weslley!
Parabéns pelo artigo! Foi uma escolha excelente,abordar esse tema.
O artigo ficou bem informativo e de fácil leitura, porém sem perder a essência da informação científica. Achei legal os links que você direcionou sobre Computação Quântica e o estudo de tumores usando quantum dots.
Até mais.
Claudinei Caetano de Souza.
Excelente tema, Weslley! Mas você diria que os nanotubos de carbono podem competir com os pontos quânticos como futuro das telas de computador/TV?
Olá Paulo!
Os nanotubos já são estudados há algum tempo e também seriam aplicações com grande potencial nesta área. Entretanto, existe um grande passo a ser dado com os nanotubos: integrá-los com a eletrônica. Até onde eu sei, existe ainda grande dificuldade nessa parte, o que já está mais avançado nos Quantum Dots.
Espero eu que apareçam displays de nanotubos, afinal, quanto mais tecnologia existir, a descobertas de novas tecnologias fica mais fácil.
Até!
Olá Paulo
Displays de nanotubos propriamente dito pode ser que demore um pouco, mas de outros polímeros já existem alguns protótipos. E “logo-logo” eles vão para o mercado. Essas telas de polimeros são bem promissoras, mas esse tipo de coisa só dá para falar depois de testar.
Até mais.
Claudinei Caetano de Souza.