Redes sociais: a quem pertence a informação?

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A rede social Facebook (um orkut-like famoso fora do Brasil) recentemente fez alterações em seus termos de serviço (aquele papo com termos legais, que só advogados entendem), e iniciou uma grande discussão na web. Tudo começou quando um blog resolveu trazer aos olhos do público o que significava na prática toda aquela baboseira que a grande maioria dos usuários aceita sem ler.

Tradução: Sinto muito Leonard. Eu estou no Facebook, você está no MySpace (Meu espaço)...esse relacionamento não está mais funcionando pra mim.

Tradução: Sinto muito Leonard. Eu estou no Facebook, você está no MySpace (Meu espaço)...esse relacionamento não está mais funcionando pra mim.

A quem pertence a informação publicada em perfis das redes sociais? Pertence ao usuário, ou ao site? Essa dúvida vem sendo levantada, motivos não faltam. Nos termos antigos, havia um ponto dizendo que a partir do momento em que o usuário remove seu perfil do site, os termos de serviço não se aplicam mais. Após a atualização, este ponto foi removido e na nova escrita, mesmo após deletar seu perfil, o site poderá manter as informações salvas, e os termos continuam valendo.

Com mais de 175 milhões de usuários, era de se esperar alguma movimentação. Muitos estão condenando os novos termos de serviço, criando comunidades e debatendo. Enquanto isso o Facebook declarou em seu blog que a filosofia de que o usuário controla e mantém suas informações continua intacta, mas não explica a linguagem utilizada nos termos.

Tendo em vista o objetivo por trás destas grandes redes sociais, lanço novamente a pergunta: a quem pertence a informação? Ao usuário, ao site, ou a quem pagar melhor?

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