fev 09
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Usar Fortran ? Por quê ?
O Fortran (FORmula TRANslator) surgiu na década de 50, e veio evoluindo desde então. Nos primórdios de sua existência a programação era feita em cartões perfurados, e os programas eram executados em máquinas monoprogramadas executavam apenas um job por vez). Com o tempo, a linguagem evoluiu juntamente com os computadores que foram surgindo.
Entretanto, nesse meio tempo, outras linguagens surgiram. Após o grande sucesso da linguagem C e derivadas, fica no ar a pergunta: é preciso usar o Fortran ?
Um dos fatores responsáveis por essa indagação é ausência de ponteiros em Fortran, assim como a diferente forma de alocação de dados na memória. Em C, uma matriz é alocada da seguinte forma: os elementos de uma mesma linha são alocados sequencialmente na memória. Já no Fortran, os elementos de uma mesma coluna são alocados consecutivamente. Entretanto, poucas pessoas sabem dos bons atributos do veterano Fortran. É uma das poucas linguagens que possuem paralelismo em sua definição. Em apenas uma linha é possível realizar o produto elemento a elemento de duas matrizes, assim como soma e outras operações, sem uso de bibliotecas auxiliares. Além disso, devido ao seu grande uso pela comunidade científica, o Fortran é bastante otimizado para a computação de alto-desempenho, como o HPF (High Performance Fortran), uma extensão do Fortran otimizada para arquiteturas potentes e bibliotecas de otimização. Além disso, o Fortran é compatível com protocolos de comunicação para multiprocessamento (MPI, OpenMP e outros), permitindo obter desempenhos fantásticos em programas com grande volume de dados processados. Em programas que envolvem basicamente operações com matrizes, o Fortran é fenomenal!
Evidentemente, outras linguagens possuem grande desempenho, otimizações e bibliotecas auxiliares para resolver todo tipo de problema. Mas não podemos deixar o quase “sessentão” Fortran de lado devido a sua idade. Por mais que seja um “idoso”, está melhor que muita linguagem de 20 anos por aí.