abr 09
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Mais sobre teletransporte quântico e emaranhamento: O que Einstein tem a ver com isso?
Mas uma vez o estudante e pesquisador W.B. Cardoso dá uma contribuição importante para o tecnosapiens escrevendo outro artigo sobre o teletransporte quântico, um tema que é demasiadamente complexo. Esse artigo visa dar uma introdução histórica sobre um experimento mental que demonstra que o resultado de uma medição realizada em uma parte de um sistema quântico, pode ter um efeito instantâneo no resultado de uma medição realizada em outra parte, independentemente da distância que separa as duas partes, o famoso Paradoxo EPR. Então, para aquele que ainda não o conhece, apresento a você Wesley Bueno Cardoso aluno de Doutorado no Instituto de Física da Universidade Federal de Goiás. Há bastante tempo o autor estuda o Teletransporte quântico e possui vários trabalhos publicados em revistas internacionais e entre eles destaco dois sobre o assunto abordado aqui:“Accuracy of a teleported trapped field state inside a single bimodal cavity”, “Teleportation of entangled states without Bell-state measurement”. Para maiores informações sobre o autor acesse seu currículo http://lattes.cnpq.br/6845416823133684, ou entre em contato pelo e-mail wesleybcardoso@gmail.com .
Segue o artigo!
Olá prezado leitor. Recentemente publiquei aqui um pequeno resumo com o título: o que é o teletransporte quântico? Esse nome que parece ao mesmo tempo chamar a atenção e até impressionar alguns entusiastas e também amedrontar alguns devido ao uso do termo “quântico”. Nesse novo trabalho chamo a atenção de vocês leitores para um fato muito interessante que deu inicio ao desenvolvimento do que hoje conhecemos como teletransporte quântico. Afinal o que Einstein tem a ver com isso? Esse Físico brilhante parece ter dado contribuição em todas as áreas da Física…
Albert Einstein foi um físico alemão radicado nos Estados Unidos mais conhecido por desenvolver a teoria da relatividade. Ganhou o Prêmio Nobel da Física de 1921 pela correta explicação do efeito fotoelétrico. O seu trabalho teórico possibilitou o desenvolvimento da energia atômica, apesar de não prever tal possibilidade. (Mais sobre Einstein veja aqui: http://pt.wikipedia.org/wiki/Einstein)
Foto de Albert Einstein em 1947.
Em 1935, junto com Boris Podolsky e Natan Rosen, ele publicou um trabalho no Physical Review, uma das revistas mais conceituadas na área de Física até hoje, onde eles afirmavam que a descrição da mecânica quântica (estudo da natureza do mundo microscópico) estaria incompleta. Através dos questionamentos colocados nesse artigo surgiu o que hoje conhecemos como estado emaranhado, isto é, por exemplo, duas partículas podem ter seus estados quânticos* entrelaçados de forma que o conhecimento do estado de uma dessas partículas levaria ao conhecimento da outra. Ainda em 1935 Niels Borh publica um artigo explicando que a mecânica quântica estava completa, isto é, que descrevia a realidade física de sistemas quânticos, usando os mesmos questionamentos de Einstein, Podolsky e Rosen do artigo anterior. Esta nova interpretação tornou-se útil e hoje já vem sendo usada em vários experimentos que necessitam de estados emaranhados, tais como, a computação quântica, a informação quântica, o próprio teletransporte quântico ao qual estamos tratando, dentre outros.
Portanto, mesmo com seu questionamento contrário à completeza da mecânica quântica, Einstein também contribuiu para o que hoje conhecemos como teletransporte de estados quânticos.
Em breve estaremos abordando um novo tópico sobre computação e computadores quânticos.
*Um estado quântico pode ser, por exemplo, o nível energético de uma partícula, tal como o elétron em um átomo, ou a sua posição com relação a um certo ponto de referência.
REFERÊNCIAS:
[1] A. Einstein, B. Podolsky e N. Rosen, Phys. Rev. 47, p.777 (1935): http://prola.aps.org/pdf/PR/v47/i10/p777_1.
[2] N. Bohr, Phys. Rev. 48, 696 (1935): http://prola.aps.org/pdf/PR/v48/i8/p696_1
[3] Sobre computador quântico veja: http://pt.wikipedia.org/wiki/Computador_qu%C3%A2ntico