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	<title>TecnoSapiens &#187; Diogo</title>
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	<description>De pedras lascadas a mentes afiadas</description>
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		<title>Sobre o Tempo &#8211; 2ª Parte</title>
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		<pubDate>Fri, 28 Aug 2009 18:28:23 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Muito bem, pessoal, para completar o post que eu havia começado, estou publicando a segunda (e última) parte do texto. As questões colocadas são: quais são as idéias de tempo difundidas hoje em dia e como as novas rotinas e  tecnologias tem modificado nossas sensações e nossas relações com o tempo. Tempo moderno = &#8220;não-tempo&#8221;? [...]


Leia também:<ol><li><a href='http://www.tecnosapiens.com.br/2009/08/sobre-o-tempo-1%c2%aa-parte/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Sobre o Tempo &#8211; 1ª Parte'>Sobre o Tempo &#8211; 1ª Parte</a></li>
<li><a href='http://www.tecnosapiens.com.br/2008/09/tempo-tempo-tempo-mano-velho/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Tempo, tempo, tempo mano velho&#8230;'>Tempo, tempo, tempo mano velho&#8230;</a></li>
<li><a href='http://www.tecnosapiens.com.br/2008/09/um-pouco-sobre-cerveja-agricultura-e-antropologia/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Um pouco sobre cerveja, agricultura e antropologia'>Um pouco sobre cerveja, agricultura e antropologia</a></li>
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<p>Muito bem, pessoal, para completar o post que eu havia começado, estou publicando a segunda (e última) parte do texto. As questões colocadas são: quais são as idéias de tempo difundidas hoje em dia e como as novas rotinas e  tecnologias tem modificado nossas sensações e nossas relações com o tempo.</p>
<p><span id="more-1720"></span></p>
<p>Tempo moderno = &#8220;não-tempo&#8221;?</p>
<p>O que temos hoje? O ritmo de vida se manteve vinculado à produção, de certa forma, mas a afirmação e defesa do trabalho se expandem para outras funções e se amplia em relação às classes. Não é apenas o trabalhador ligado à produção de bens, mas também a pequena burguesia e elite, nas figuras do executivo, do gerente, do profissional liberal, etc.</p>
<p>A própria produção se modificou, o trabalho se modificou e as atenções começaram a se voltar para o consumo. As atividades de serviços se expandiram e criaram um valor econômico sem precedentes. O tempo “livre”, tão condenado no início da Revolução Industrial, se tornou um produto, produto a ser vendido e consumido. A defesa do trabalho se transforma na defesa do trabalho e do consumo.</p>
<p>Existe hoje uma condição até então inédita. Alguns elementos contribuem para tal. Primeiramente, a criação de rotinas de trabalho em horários cada vez menos síncronos entre si, a criação de rotinas de consumo para suprir as demandas desse trabalho e conseqüente criação de novas rotinas de trabalho para suprir esse consumo. Em grandes centros urbanos, encontram-se situações de rotinas invertidas em relação ao convencional e prestação de muitos serviços 24h.</p>
<p>Em segundo, temos um fenômeno que age no mesmo sentido, que tem atingido principalmente as classes mais ricas, mas se difunde pela sociedade em geral. Tratam-se das tecnologias de informação, principalmente aquelas ligadas à Internet. A informação e a comunicação não exigem mediações concretas com o Mundo, não exigem um tempo e um espaço necessários para obtê-las. O tempo é o instantâneo e ao mesmo tempo é o perene, não se ganha nem se perde nada com seu correr; a todo tempo, sem distinção de período, em quaisquer condições externas, é possível se relacionar com o Mundo e com as pessoas. É como um “não-tempo” e um “não-espaço”.</p>
<p>É possível ver as relações entre essas idéias de tempo, e é de se notar que apesar de em alguns casos, em que uma idéia tenta sobrepujar outra, estas se mantém paralelamente na sociedade e muitas vezes se mesclam. Talvez, mais importante que a existência desses vários “tempos” seja entender onde e em que época cada um destes se apresentem mais fortemente, fazendo recortes sociais, econômicos, étnicos e culturais, e buscar as razões para tal.</p>

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<p>Leia também:<ol><li><a href='http://www.tecnosapiens.com.br/2009/08/sobre-o-tempo-1%c2%aa-parte/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Sobre o Tempo &#8211; 1ª Parte'>Sobre o Tempo &#8211; 1ª Parte</a></li>
<li><a href='http://www.tecnosapiens.com.br/2008/09/tempo-tempo-tempo-mano-velho/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Tempo, tempo, tempo mano velho&#8230;'>Tempo, tempo, tempo mano velho&#8230;</a></li>
<li><a href='http://www.tecnosapiens.com.br/2008/09/um-pouco-sobre-cerveja-agricultura-e-antropologia/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Um pouco sobre cerveja, agricultura e antropologia'>Um pouco sobre cerveja, agricultura e antropologia</a></li>
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		<title>Sobre o Tempo &#8211; 1ª Parte</title>
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		<pubDate>Tue, 11 Aug 2009 04:38:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diogo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Bom, esse post é baseado num trabalho feito para a disciplina &#8220;Estudos Sociais&#8221; do curso de Arquitetura e Urbanismo da USP São Carlos. As questões do tempo está intimamente relacionada com as discussões sobre tecnologia. O que é o desenvolvimento tecnológico se não uma maneira de tentar modificar a relação do &#8220;homem&#8221; com o seus [...]


Leia também:<ol><li><a href='http://www.tecnosapiens.com.br/2009/08/sobre-o-tempo-2%c2%aa-parte/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Sobre o Tempo &#8211; 2ª Parte'>Sobre o Tempo &#8211; 2ª Parte</a></li>
<li><a href='http://www.tecnosapiens.com.br/2008/09/tempo-tempo-tempo-mano-velho/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Tempo, tempo, tempo mano velho&#8230;'>Tempo, tempo, tempo mano velho&#8230;</a></li>
<li><a href='http://www.tecnosapiens.com.br/2008/09/um-pouco-sobre-cerveja-agricultura-e-antropologia/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Um pouco sobre cerveja, agricultura e antropologia'>Um pouco sobre cerveja, agricultura e antropologia</a></li>
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			<content:encoded><![CDATA[<img style='float: left; margin-right: 10px; border: none;' src='http://www.gravatar.com/avatar.php?gravatar_id=69942bf6bb62432779a78f0691ae81ee&amp;default=http://www.tecnosapiens.com.br/images/defgravatar.gif' alt='No Gravatar' width=60 height=60/>
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<p>Bom, esse <em>post</em> é baseado num trabalho feito para a disciplina &#8220;Estudos Sociais&#8221; do curso de Arquitetura e Urbanismo da USP São Carlos. As questões do tempo está intimamente relacionada com as discussões sobre tecnologia. O que é o desenvolvimento tecnológico se não uma maneira de tentar modificar a relação do &#8220;homem&#8221; com o seus &#8220;tempos&#8221;? Esse texto foi inspirado no texto “Tempo, disciplina de trabalho e capitalismo industrial”, presente no livro &#8220;Costumes em Comum&#8221;, de E. P. Thompson. Leiam, reflitam e comentem!</p>
<p><span id="more-1687"></span></p>
<p>- <em><strong>Do &#8220;início&#8221; à Revolução Industrial</strong></em></p>
<p>Pode-se  dizer que houve processos de transformação das idéias de tempo e  das relações do homem com estas. Com um princípio associado principalmente  ao tempo “natural”, ou seja, os ritmos das atividades humanas são  fortemente influenciados pelos ciclos naturais. Esse tempo “natural”  sempre teve bastante influência nas atividades agrícolas, e atividades  de sub-existência de populações com baixo nível tecnológico. Através  de processos de divisão social do trabalho e conseqüente divisão  entre cidade e campo, pôde ser construída uma outra idéia de tempo,  um tempo urbano. Este estava ligado às atividades do homem na cidade,  sem uma influência tão forte dos ciclos naturais. Sua influência  cresce com a fortificação das cidades como forma de organização  da ocupação territorial, principalmente a partir do fim da Idade Média.</p>
<p>É  de se questionar se esse novo tempo urbano pode ser considerado um tempo  “humano”. É claro que uma noção do tempo e um ritmo de vida só  podem estar ligados ao próprio homem, mas a idéia de um ritmo que  não estava diretamente relacionada a algo extrínseco ao homem era  algo possível apenas num ambiente não-natural, distante disto.</p>
<p>É possível afirmar que o ritmo urbano era mais “humano” no  sentido que estava vinculado àquilo que era considerado mais “humano”  à época, a própria cidade. Através da cidade, o homem parecia estar  menos voltado para as atividades de sub-existência e podia, dessa forma,  estabelecer outras relações com o Mundo, que, nesse caso, é a cidade  habitada pelo homem. São criadas rotinas, rituais e vivências que  possuem essencialmente a cidade como palco, que provavelmente não seriam  possíveis em outro contexto, uma cultura urbana é criada.</p>
<p>A  idéia de tempo que vem sido construída nesse ambiente urbano, com  maior impulso a partir da Revolução Industrial, é do tempo mecanizado,  tempo abstrato defendido como “puro”, tido como certo, sem conteúdo  ideológico ou político. Esse tempo se associa à produção nos moldes  capitalistas, ao salário e ao lucro. As ideologias do capitalismo reforçam  o uso do tempo para o trabalho, no caso das massas trabalhadoras. O  trabalhador se torna refém desse tempo, pois perde totalmente o controle  sobre este. Essa concepção se contrapõe não só ao tempo “natural”,  tido como rural de baixo nível tecnológico, mas também a vários  elementos da cultura gerada pela urbanidade, tidos como contraproducentes.</p>
<p>E hoje, quais as formas de entender o tempo que temos vindo à tona? Essa é uma discussão para o próximo <em>post.</em> Virá em breve.</p>

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<p>Leia também:<ol><li><a href='http://www.tecnosapiens.com.br/2009/08/sobre-o-tempo-2%c2%aa-parte/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Sobre o Tempo &#8211; 2ª Parte'>Sobre o Tempo &#8211; 2ª Parte</a></li>
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		<title>Internet e Sociedade: mudanças no modo como o homem se relaciona com seu entorno. + TIRINHA</title>
		<link>http://www.tecnosapiens.com.br/2009/04/internet-e-sociedade-mudancas-no-modo-como-o-homem-se-relaciona-com-seu-entorno/</link>
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		<pubDate>Thu, 16 Apr 2009 14:20:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diogo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Apontamentos e questionamentos sobre o assunto. Não é de hoje (mas hoje com mais clareza) que se percebe que a utilização da Internet tem modificado os termos que tem se dado as relações entre as pessoas. Além de modificar, eu diria que ela tem também potencializado alguns comportamentos. Muito tem se falado que nos últimos [...]


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<li><a href='http://www.tecnosapiens.com.br/2009/08/sobre-o-tempo-2%c2%aa-parte/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Sobre o Tempo &#8211; 2ª Parte'>Sobre o Tempo &#8211; 2ª Parte</a></li>
</ol>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<img style='float: left; margin-right: 10px; border: none;' src='http://www.gravatar.com/avatar.php?gravatar_id=69942bf6bb62432779a78f0691ae81ee&amp;default=http://www.tecnosapiens.com.br/images/defgravatar.gif' alt='No Gravatar' width=60 height=60/>
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<p><em>Apontamentos e questionamentos sobre o assunto.</em></p>
<p>Não é de hoje (mas hoje com mais clareza) que se percebe que a utilização da Internet tem modificado os termos que tem se dado as relações entre as pessoas. Além de modificar, eu diria que ela tem também potencializado alguns comportamentos.</p>
<p>Muito tem se falado que nos últimos tempos tem havido uma enorme valorização do indivíduo, no sentido de colocar quase todos os aspectos da relação deste com o entorno sob um enfoque individual. Percebo como esse sendo um processo real e notável nas várias esferas da vida humana. Os motivos e conseqüências disso talvez não caibam neste texto, mas é um processo que considero ruim para o ser humano e repudio completamente.</p>
<p>Será que finalmente encontramos as ferramentas que se ajustam perfeitamente às necessidades de comunicação e relacionamento do estágio atual de nossa sociedade?</p>
<p><span id="more-1581"></span></p>
<p><span style="background-color: #ffffff;">Num Mundo cada vez mais formatado para a individualidade, com a extinção de espaços coletivos e quem sabe da própria idéia de construção coletiva da sociedade (o que eu penso ser impossível), temos uma ferramenta que permite a nossa individualidade chegar a níveis nunca antes alcançados. No chamado &#8220;mundo virtual&#8221;, o indivíduo pode ser quase qualquer coisa (pode criar quase qualquer imagem que queira).</span></p>
<p>Numa sociedade que preza essencialmente a imagem e o superficial, esse modo de se relacionar vem ao encontro dessa ideologia. Na Internet, essa imagem é a mais manipulável possível, o modo como nos apresentamos a esse &#8220;mundo virtual&#8221; é quase que totalmente criável e modificável.</p>
<p>De que modos nos relacionamos e nos comunicamos pela Internet? Algumas repostas que vêm à cabeça: E-mail, mensageiros instantâneos, redes sociais, fóruns, grupos de E-mails, blogues e afins, páginas pessoas e várias outras variações desses elementos. Em relação a estes, alguns questionamentos &#8211; Que tipos de relações se consegue ter por estes meios? &#8211; Que tipos de relações usualmente se mantém por estes meios? &#8211; Será que essas relações estão substituindo outras? &#8211; Como isso está atingindo as pessoas?</p>
<p>Perguntas complexas, mas necessárias para entender a Internet como fenômeno social, pretendo abordá-los casualmente no futuro. Vimos, portanto, que a Internet tanto reforça e reproduz anseios que a vida contemporânea produz, quanto cria novos modos de entender o Mundo e se relacionar com ele. Isso está na sua utilização e na sua própria estrutura, que não está isenta de direcionamentos ideológicos. A análise dessas coisas parece ser pauta importantíssima nos estudos sociológicos e antropológicos atuais, uma vez que, cada vez mais, estão ocorrendo mudanças e essas mudanças estão mais rápidas. A tendências é que se tornem tão rápidas quanto a velocidade da Internet.</p>
<p>Agora, uma tirinha sobre o tema, de André Dahmer, autor das ótimas tiras dos <a title="Clique Aqui!" href="http://www.malvados.com.br">Malvados</a>:</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.malvados.com.br/index511.html"><img class="aligncenter size-full wp-image-1586" title="tira_malvados" src="http://www.tecnosapiens.com.br/home/wp-content/uploads/2009/04/tirinha511.gif" alt="tira_malvados" width="511" height="162" /></a></p>

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<p>Leia também:<ol><li><a href='http://www.tecnosapiens.com.br/2008/11/internet-e-comunicacao-social/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Internet e Comunicação Social'>Internet e Comunicação Social</a></li>
<li><a href='http://www.tecnosapiens.com.br/2008/08/a-sociedade-alternativa/' rel='bookmark' title='Permanent Link: A sociedade alternativa'>A sociedade alternativa</a></li>
<li><a href='http://www.tecnosapiens.com.br/2009/08/sobre-o-tempo-2%c2%aa-parte/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Sobre o Tempo &#8211; 2ª Parte'>Sobre o Tempo &#8211; 2ª Parte</a></li>
</ol></p>]]></content:encoded>
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		<title>Internet e Comunicação Social</title>
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		<pubDate>Tue, 18 Nov 2008 03:12:23 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Desculpem-me todos pela demora em escrever algo novo, tentarei melhorar. Em artigo anterior comentei sobre o modo como a legislação encara os veículos de comunicação social, citando principalmente o caso emblemático da televisão aberta. Agora gostaria de trazer um pouco de discussão para esse mundo novo que tem modificado tanto o estilo de vida das [...]


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<li><a href='http://www.tecnosapiens.com.br/2009/08/sobre-o-tempo-2%c2%aa-parte/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Sobre o Tempo &#8211; 2ª Parte'>Sobre o Tempo &#8211; 2ª Parte</a></li>
</ol>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<img style='float: left; margin-right: 10px; border: none;' src='http://www.gravatar.com/avatar.php?gravatar_id=69942bf6bb62432779a78f0691ae81ee&amp;default=http://www.tecnosapiens.com.br/images/defgravatar.gif' alt='No Gravatar' width=60 height=60/>
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<p>Desculpem-me todos pela demora em escrever algo novo, tentarei melhorar.</p>
<p>Em <a title="artigo anterior" href="http://www.tecnosapiens.com.br/2008/09/comunicacao-social-introducao/" target="_blank">artigo anterior</a> comentei sobre o modo como a legislação encara os veículos de comunicação social, citando principalmente o caso emblemático da televisão aberta. Agora gostaria de trazer um pouco de discussão para esse mundo novo que tem modificado tanto o estilo de vida das pessoas nos últimos tempos, a Internet.</p>
<p><span id="more-856"></span></p>
<p>Duas diferenças básicas entre Internet e Televisão (juntamente com Rádio) estão na produção de conteúdo e no alcance. Hoje em dia a produção de conteúdo on-line se tornou bastante acessível, sendo possível veicular todo tipo de mídia (texto, foto, som, vídeo, etc) e todo tipo de &#8220;estilo&#8221; (ficção, prosa, verso, jornalístico, documentário, música, etc), enquanto no caso dos veículos tradicionais, a produção de conteúdo acaba ficando restrita a grupos comerciais que possuem dinheiro para bancar produção, equipamento e transmissão. Outra diferença está no alcance, o alcance em Tv e Rádio está restrito à escala de transmissão das emissoras, ficando mais caro cada vez que se aumenta essa escala, já o alcance de conteúdo on-line é quase ilimitado: sendo a Internet uma rede de redes interligadas onde todo o conteúdo em princípio fica disponível a todos que acessam essa rede, então esse conteúdo pode ser acessado de quase todos o lugares do Mundo (comentário sobre isso abaixo).<br />
Essa facilidade de veiculação e maior alcance proporcionam uma variedade enorme de opções de conteúdos via Internet, em contraste com os poucos canais de Tv aberta e emissoras de rádio, estes além de estarem em número reduzido, dificilmente se modificam, ocupando décadas a fio as freqüências nos espectros eletromagnéticos de transmissão.</p>
<p>Dessa forma, podemos enxergar a Internet como potencialmente revolucionária no que diz respeito à Comunicação Social. E essa Comunicação possui escala bem mais ampla, escala global. Digo potencialmente porque ainda não temos essa rede global tão difundida quanto imaginamos, ainda existe toda uma camada da população brasileira que não costuma acessar à rede, além disso, existe uma certa barreira que impede um uso efetivo dos recursos de Internet, essa barreira passa por uma questão educacional e pela predisposição do meio para que a pessoa se interesse em buscar coisas diferentes daquilo que está acostumada nos veículos tradicionais de comunicação (grandes jornais, grandes emissoras, grandes rádios, etc).</p>
<p>Vislumbro um futuro próximo com várias possibilidades para a comunicação entre as pessoas via Internet, existem desde possibilidades pessimistas, onde os mesmos que controlam hoje os meios tradicionais continuarão a controlar a criação e veiculação de conteúdo da rede (próximo do que é hoje), até possibilidades de real globalização cultural, de forma que todos estejam em pé de igualdade com todos, não existindo controles centralizadores que esmagam a iniciativa de grupos minoritários sem tanta expressão econômica (possibilidade remota). No fim, acho que essa rede vai acabar atingindo seu ótimo num nível intermediário entre esses, pelo menos dentro do sistema que convivemos, de fato é importante para a democratização da produção cultural a utilização de seus recursos e acredito que talvez esse site, sendo um blog como é, possa ajudar a construir isso, ou assim espero.</p>

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<p>Leia também:<ol><li><a href='http://www.tecnosapiens.com.br/2008/09/comunicacao-social-introducao/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Comunicação Social: Introdução'>Comunicação Social: Introdução</a></li>
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		<title>Um pouco sobre cerveja, agricultura e antropologia</title>
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		<pubDate>Fri, 12 Sep 2008 17:22:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diogo</dc:creator>
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<p>O alemão Josef H. Reichholf acaba de lançar seu livro &#8220;<em>Warum die Menschen Sesshaft Wurden</em>&#8221; (&#8220;Por que os Homens se Tornaram Sedentários&#8221;, em tradução livre). O biólogo e historiador natural traz neste livro algumas idéias sobre antropologia dos primeiros homens. O que tem tido bastante repercussão na imprensa internacional é sua tese de que o surgimento da agricultura (por volta de 10 mil anos atrás) não veio como uma solução para melhorar ou garantir a segurança alimentar das populações da época, e sim para a produção de bebida alcoólica. Essa bebida, feita a partir da fermentação de grãos originou a nossa tão adorada cerveja.</p>
<p><span id="more-394"></span></p>
<p>&#8220;Essa visão habitual confunde causas e conseqüências. Para que os caçadores e agricultores abandonassem sua forma de vida e alimentação tradicional teve de acontecer alguma vantagem inicial&#8221;, explica, e ressalta que no início &#8220;o cultivo de plantas não trouxe consigo nenhuma vantagem sobressalente para a sobrevivência&#8221;.</p>
<p>Reichholf acrescenta que as colheitas iniciais eram muito pequenas e o cultivo da terra era muito trabalhoso, o que não garantia a sobrevivência de um povo apenas da agricultura. Ele afirma que o homem neolítico continuou caçando e colhendo para subsistir.</p>
<p>Nesse sentido, classifica igualmente de errada a teoria de que nas primeiras regiões de assentamento sedentário da humanidade, que vão do Egito à Mesopotâmia, havia pouca caça e muita vegetação.</p>
<p>&#8220;Era totalmente diferente&#8221;, assegura o especialista, que considera que essas regiões eram ricas em caça, por isso não havia necessidade de abandonar essa forma de subsistência, e julga absurda a teoria de que uma região possa ser rica em frutas e pobre em animais selvagens ao mesmo tempo.</p>
<p>&#8220;Ao contrário, eu afirmo que a agricultura surgiu de uma situação de abundância. A humanidade experimentou com o cultivo de cereais e utilizou o grão como complemento alimentício. A intenção inicial não era fazer pão com o grão, mas fabricar cerveja mediante sua fermentação&#8221;, disse Reichholf à imprensa na apresentação do livro.</p>
<p>O alemão assegura que a humanidade sempre sentiu necessidade de alcançar estados de embriaguez com drogas naturais que &#8220;transmitem a sensação de transcendência, de abandono do próprio corpo&#8221;, conclui.</p>
<p>Com certeza é um livro bastante interessante, que gostaria de ver nas prateleiras aqui do Brasil,  a análise que o autor faz sobre a origem da agricultura humana é instigante para quem se interessa pela área, mas é importante relativizar essas teses, já que provavelmente o desenvolvimento de técnicas agrícolas não se originou de apenas uma população humana, ou mesmo em apenas um continente. Quase todos os povos atuais praticam a agricultura em certo nível e a maioria deles possuem alimentos alcoólicos que geralmente estão ligados a rituais e atividades sociais. É muito importante o estudo dessas populações tradicionais ainda existentes, que podem trazer entendimentos mais básicos da relação do homem com seu alimento, tanto na aquisição quanto no consumo.</p>
<p>Fonte:<br />
<a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u443000.shtml">Folha Online 09/09/2008</a></p>

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		<title>Comunicação Social: Introdução</title>
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		<pubDate>Tue, 02 Sep 2008 18:32:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diogo</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Humanidade]]></category>
		<category><![CDATA[Internet]]></category>
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<p>Trago alguns conceitos e discussões sobre os veículos de comunicação tradicionais, principalmente rádio e TV abertas. No Brasil, podem ser considerados veículos de comunicação social aqueles impressos (jornais, revistas, etc.) e também aqueles que dependem de transmissão de ondas eletromagnéticas, os veículos de radiodifusão: TV e Rádio, sendo esses dois últimos considerados serviços públicos, quando fazem parte do sistema aberto de comunicação (TV aberta e rádio AM e FM).</p>
<p><span id="more-248"></span></p>
<p>O advogado André de Godoy Fernandes bem explica o fato de Rádio e TV serem considerados serviços públicos:<br id="wsaj2" /><br id="wsaj3" /><em>&#8220;São duas as principais justificativas para se considerar a radiodifusão como um serviço público. Em primeiro lugar, o fato de o espectro eletromagnético, por onde trafegam as ondas radioelétricas, ser bem natural e limitado. Tal fato implica a necessidade de definição criteriosa de quais pessoas ou entidades podem usar esse bem natural, visto que a utilização do espectro por determinadas pessoas ou entidades exclui, em princípio, o seu uso por parte dos demais membros da coletividade.<br id="wsaj4" /><br id="wsaj5" />O segundo motivo diz respeito à importância dos serviços de radiodifusão para a veiculação de informação e cultura na sociedade contemporânea. Em virtude da amplitude de sua penetração junto a todas as camadas sociais e do poder não desprezível de influência de suas mensagens, a radiodifusão e especialmente a televisão é vista como o meio de comunicação de massa mais apto para prover a sociedade de uma gama de serviços (informação, cultura, educação) diretamente ligados ao desenvolvimento pessoal dos cidadãos e à própria construção de uma sociedade democrática .&#8221;</em><br id="wsaj6" /><br id="e7i1" />Sendo serviços públicos, devem ser regulamentados pelo Estado, cabendo a este estabelecer os critérios de utilização e controlar as concessões a prestadores desse serviço. É diferente para veículos impressos, onde não há necessidade de concessão pelo Estado ou orientação de conteúdo.</p>
<p>A Constituição Brasileira orienta o conteúdo das programações de emissoras através de alguns princípios:<br id="kqi4" /><br id="kqi40" /><em>&#8220;Art. 221. A produção e a programação das emissoras de rádio e televisão atenderão aos seguintes princípios:</em></p>
<p id="fknc0"><em>I &#8211; preferência a finalidades educativas, artísticas, culturais e informativas;</em></p>
<p><em>II &#8211; promoção da cultura nacional e regional e estímulo à produção independente que objetive sua divulgação;</em></p>
<p id="fknc1"><em>III &#8211; regionalização da produção cultural, artística e jornalística, conforme percentuais estabelecidos em lei;</em></p>
<p id="fknc2"><em>IV &#8211; respeito aos valores éticos e sociais da pessoa e da família.&#8221;</em></p>
<p>É muito interessante ler esses textos básicos para notarmos como às vezes muitas coisas não passam do papel, ou a realidade as deturpam, realidade onde os interesses que predominam na maioria das vezes não são os da coletividade. Nessa época de Internet e TV digital, ainda há muito a se pensar na forma que nos comunicamos e como adquirimos informação, e não estou falando apenas de tecnologia. Em breve trarei um pouco mais sobre esse assunto, falarei sobre a Internet no meio disso tudo.</p>

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<p>Leia também:<ol><li><a href='http://www.tecnosapiens.com.br/2008/11/internet-e-comunicacao-social/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Internet e Comunicação Social'>Internet e Comunicação Social</a></li>
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		<title>Tecnologia por Diogo Martino</title>
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		<pubDate>Mon, 11 Aug 2008 14:57:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diogo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sociedade]]></category>

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</ol>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<img style='float: left; margin-right: 10px; border: none;' src='http://www.gravatar.com/avatar.php?gravatar_id=69942bf6bb62432779a78f0691ae81ee&amp;default=http://www.tecnosapiens.com.br/images/defgravatar.gif' alt='No Gravatar' width=60 height=60/>
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<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"><a name="bh6i0"></a><a name="k:hx"></a><a name="vukr"></a><a name="ddl_"></a><a name="ddl_0"></a><a name="gosp"></a><a name="i1w8"></a><a name="ig8p"></a><a name="h:09"></a><a name="ndlu"></a><a name="ndlu0"></a><a name="rci5"></a><a name="hvo6"></a><a name="fowo"></a>Antes tarde do que nunca, algumas impressões sobre &#8220;tecnologia&#8221;.</p>
<p>A princípio, é interessante que se faça uma diferenciação entre os conceitos de &#8220;técnica&#8221; e &#8220;tecnologia&#8221;. A &#8220;técnica&#8221; é um conhecimento empírico, que, graças à observação, elabora um conjunto de receitas e práticas para agir sobre as coisas. &#8220;Tecnologia&#8221; é quando há aplicação da ciência para construção de um certo saber ou objeto, há aplicação de um modelo teórico, resumindo, é uma aplicação prática de teorias.</p>
<p>Apesar dessa distinção, o meu ponto pode ser interpretado tanto para &#8220;técnica&#8221; como para &#8220;tecnologia&#8221;. Por estar no título e ser o mote dos textos iniciais de meus companheiros, usarei a tecnologia como objeto de análise.</p>
<p><span id="more-44"></span></p>
<p>A idéia que venho trazer nesse texto é bastante simples, que por parecer muito óbvio acaba sendo ignorada muita vezes: a tecnologia existe basicamente para a resolução problemas humanos, os objetos e conhecimentos tecnológicos respondem a demanda humanas. A tecnologia consegue resolver problemas, mas não pode propô-los. Não tenho receio de afirmar que a proposição do problema é muito mais importante do que sua resolução, ainda mais nos dias de hoje.</p>
<p>Temos hoje em dia uma situação onde a tecnologia serve quase que totalmente às demandas do mercado, isso se dá de duas formas simples: a criação de tecnologia para melhorar o sistema produtivo e a criação de tecnologia para aplicação nos produtos. Dessa forma, tecnologia (assim como quase tudo) se tornou um produto, e não mais necessariamente responde a demandas humanas, ou não a demandas reais.</p>
<p>Num mundo de necessidades criadas, a tecnologia acaba se tornando um grande instrumento de controle sobre as pessoas, mais do que o controle físico ou mental de fato, há o controle por sua negação a parcela da população, há o controle ideológico (mito da ciência imparcial) e há o controle pela estrutura das relações homem-tecnologia (todos esses merecendo artigos futuros).</p>
<p>É bastante triste perceber que aquilo que proporcionou ao homem a liberdade de viver onde quisesse, sem temer muitas coisas que afligiam seus antepassados, que proporcionou uma liberdade quase que total aos aspectos naturais que tanto influenciavam-no no passado, hoje é instrumento de controle do homem sobre o homem. Quando digo &#8220;do homem sobre o homem&#8221;, quero dizer &#8220;do homem (particular) sobre o homem (público)&#8221;.</p>
<p>Tenho muitos outros apontamentos sobre tecnologia, principalmente no que diz respeito a relação entre homem e meio-ambiente, mas vou deixá-los para futuras oportunidades. Não considero a tecnologia algo necessariamente ruim, ainda mais diante do fato que ela é apenas um instrumento, serve a vontade humana. Também é fato que nossa civilização global foi criada em cima das muitas revoluções tecnológicas que ocorreram no decorrer do tempo. Trouxe essas palavras para gerar um pouco de debate entre as pessoas e quem sabe conseguirmos superar os mitos de tecnologia imparcial e desenvolvimento tecnológico como sinônimo de desenvolvimento humano.</p>
<p>Obs.: Agradecimentos a meu amigo José Pedro, que me indicou &#8220;Convite à Filosofia&#8221; de Marilena Chauí para entender alguns conceitos.</p>

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<p>Leia também:<ol><li><a href='http://www.tecnosapiens.com.br/2008/08/tecnologia-por-rodrigo/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Tecnologia por Rodrigo Claudino Diogo'>Tecnologia por Rodrigo Claudino Diogo</a></li>
<li><a href='http://www.tecnosapiens.com.br/2008/08/tecnologia-por-raphael-carvalho/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Tecnologia por Raphael Carvalho'>Tecnologia por Raphael Carvalho</a></li>
<li><a href='http://www.tecnosapiens.com.br/2008/08/tecnologia-por-renato-capella/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Tecnologia por Renato Capella'>Tecnologia por Renato Capella</a></li>
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