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	<title>TecnoSapiens &#187; Tati de Alencar</title>
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	<description>De pedras lascadas a mentes afiadas</description>
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		<title>Equações</title>
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		<pubDate>Fri, 02 Sep 2011 03:00:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tati de Alencar</dc:creator>
				<category><![CDATA[História]]></category>
		<category><![CDATA[Matemática]]></category>
		<category><![CDATA[Bhaskara Akaria]]></category>
		<category><![CDATA[Equação]]></category>
		<category><![CDATA[Évarist Galois]]></category>
		<category><![CDATA[Fórmula de Bhaskara]]></category>
		<category><![CDATA[François Viète]]></category>
		<category><![CDATA[História da Matemática]]></category>
		<category><![CDATA[Niels Henril Abel]]></category>

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		<description><![CDATA[Hora de continuar nossa viagem pelo mundo da história da matemática. O artigo de hoje vai falar sobre equações, destacando os matemáticos Niels Henril Abel, Évarist Galois, Bhaskara Akaria e François Viète. O estudo das equações começa com os matemáticos tentando saber se uma equação de um dado tipo tinha ou não raiz por calculá-la. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<img style='float: left; margin-right: 10px; border: none;' src='http://www.gravatar.com/avatar.php?gravatar_id=734160ee712323b2bac6c77ed9426777&amp;default=http://www.tecnosapiens.com.br/images/defgravatar.gif' alt='No Gravatar' width=60 height=60/><p style="text-align: justify;">Hora de continuar nossa viagem pelo mundo da história da matemática. O artigo de hoje vai falar sobre equações, destacando os matemáticos Niels Henril Abel, Évarist Galois, Bhaskara Akaria e François Viète.</p>
<p style="text-align: justify;">O estudo das equações começa com os matemáticos tentando saber se uma equação de um dado tipo tinha ou não raiz por calculá-la. Porém, perceberam que algumas equações tinham várias raízes. Eis as questões levantadas: &#8220;Quantas raízes uma equação pode ter? Existirá um limite máximo? E um limite mínimo?&#8221;. A resposta a essas perguntas é o teorema fundamental da álgebra: &#8220;uma equação de grau n tem exatamente n raízes&#8221;. Levando a questão do cálculo efetivo das soluções (a solução por radicais), os matemáticos determinaram as fórmulas que proporcionavam as soluções para os quatro primeiros graus. Porém, tiveram de esperar três séculos até Henril Abel demonstrar que a equação geral de quinto grau não tinha solução por radicais. Depois Abel, assim como Évariste Galois, demonstraram que não apenas a equação de quinto grau, mas todas as de grau maior que cinco não tinham soluções por radicais. Em vez de considerar as raízes de uma equação cada qual em sua individualidade, Galois considerou-as em seu conjunto. Depois, estudou como esse conjunto se comportava quando era submetido a certas transformações, as substituições. Com esse trabalho, Galois abriu um novo campo para a matemática.</p>
<p style="text-align: justify;">A partir de Galois, a álgebra não têm mais a mesma cara. Os objetos que ele criou (estruturas) se tornaram os novos atores da matemática e os procedimentos que ele empregou geraram uma nova maneira de fazer matemática. Tais estruturas não são objetos tomados em suas singularidades, mas em seu conjunto e ligados por laços que estruturam esses conjuntos. Como exemplo, temos a estrutura de grupo inventada por Galois que  se tornou o objeto-rei da álgebra do século XX. Definir a estrutura de um conjunto é ser capaz de dizer em quê, dois elementos que não são idênticos, são diferentes. Essa nova maneira de “enxergar” constitui o que foi chamado de matemática moderna.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-2870"></span></p>
<div id="attachment_2885" class="wp-caption alignright" style="width: 108px"><a href="http://www.tecnosapiens.com.br/home/wp-content/uploads/2011/09/niel.jpg"><img class="size-full wp-image-2885  " style="border: 0pt none;" title="niel" src="http://www.tecnosapiens.com.br/home/wp-content/uploads/2011/09/niel.jpg" alt="" width="98" height="119" /></a><p class="wp-caption-text">Niels Henrik Abel</p></div>
<h2 style="text-align: justify;">Niels Henrik Abel</h2>
<p style="text-align: justify;">Matemático norueguês, foi aluno de Holmboe. Era um aluno de inteligência notável. Seu professor escreveu &#8220;se viver, vai se tornar o melhor matemático do mundo&#8221;. Henrik Abel foi o primeiro a encontrar a solução da equação de quinto grau. Porém seu trabalho só foi reconhecido após sua morte (aos 27 anos), vítima de uma doença. Apesar de não ter vivido muito tempo, foi um dos melhores matemáticos do mundo. Porém, só em Paris suas descobertas foram reconhecidas, quando ele às registrou no Institut de France.</p>
<h2 style="text-align: justify;">Évarist Galois</h2>
<p style="text-align: justify;">Apesar de sempre fazer o que não devia, de ter modos estranhos, péssimo comportamento, Galois era dominado por sua paixão pela matemática. Aos 18 anos, entregou no Institut de France um trabalho sobre as equações do primeiro grau que foi esquecido e extraviado. Seu segundo trabalho também foi esquecido e extraviado.</p>
<div id="attachment_2886" class="wp-caption alignright" style="width: 108px"><a href="http://www.tecnosapiens.com.br/home/wp-content/uploads/2011/09/200px-Galois.jpg"><img class="size-full wp-image-2886  " style="border: 0pt none;" title="200px-Galois" src="http://www.tecnosapiens.com.br/home/wp-content/uploads/2011/09/200px-Galois.jpg" alt="" width="98" height="119" /></a><p class="wp-caption-text">Évarist Galois</p></div>
<p style="text-align: justify;">Galois pela terceira vez entregou seu trabalho do instituto. A dissertação foi examinada por Denis Poisson, porém, Poisson não entendia nada do trabalho. Assim, Galois pagou caro por estar adiantado em relação a seu tempo. Sua tragédia foi ter produzido demonstrações que provavam suas asserções e não ter encontrado ninguém capaz de compreendê-las.</p>
<p style="text-align: justify;">Para completar sua vida azarada, apaixonou-se por uma única mulher que não correspondia à sua paixão. E, por motivos incompreensíveis, um de seus amigos republicanos, também apaixonado pela moça, desafiou-o para um duelo. Seu adversário, era um oficial habituado ao manejo das armas. Na noite que precedeu o duelo, Galois fez seu testamento matemático e no dia seguinte morreu.</p>
<h2 style="text-align: justify;">Bhaskara Akaria</h2>
<p>Famoso atualmente pela fórmula que leva o seu nome, Bhaskara Akaria nasceu em 1114. Tinha um gosto especial por cálculos com números grandes. Sendo que por tentativa, descobriu que o primeiro número que satisfaz a equação x² = 1 + 61y² é 1776319049 e o segundo 22615390.</p>
<div id="attachment_2887" class="wp-caption alignright" style="width: 108px"><a href="http://www.tecnosapiens.com.br/home/wp-content/uploads/2011/09/bViete.jpg"><img class="size-full wp-image-2887  " style="border: 0pt none;" title="bViete" src="http://www.tecnosapiens.com.br/home/wp-content/uploads/2011/09/bViete.jpg" alt="" width="98" height="119" /></a><p class="wp-caption-text">François Viète</p></div>
<h2 style="text-align: justify;">François Viète</h2>
<p style="text-align: justify;">François Viète é conhecido domo o Pai da Álgebra. Advogado francês, inteligente e de espírito vivo, era também apaixonado por Álgebra. A ele devem os passos mais decisivos para a introdução dos símbolos no mundo da matemática. Foi o primeiro a escrever as equações e a estudar suas propriedades através de expressões gerais. Foi graças a François Viète, que pela primeira vez na história da matemática, os objetos de estudo passaram a ser não problemas numéricos sobre os problemas do dia-a-dia, mas sim as próprias expressões algébricas. A partir desse momento, as equações passaram a ser interpretadas como as entendemos atualmente: equação, o idioma da álgebra.</p>
<p style="text-align: justify;">Próximo artigo: Pierre Fermat</p>
<p><a class="a2a_dd a2a_target addtoany_share_save" href="http://www.addtoany.com/share_save#url=http%3A%2F%2Fwww.tecnosapiens.com.br%2F2011%2F09%2Fequacoes%2F&amp;title=Equa%C3%A7%C3%B5es" id="wpa2a_2"><img src="http://www.tecnosapiens.com.br/home/wp-content/plugins/add-to-any/share_save_171_16.png" width="171" height="16" alt="Share"/></a></p>]]></content:encoded>
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		<title>Os três grandes problemas da matemática</title>
		<link>http://www.tecnosapiens.com.br/2011/08/os-tres-grandes-problemas-da-matematica/</link>
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		<pubDate>Tue, 02 Aug 2011 02:38:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tati de Alencar</dc:creator>
				<category><![CDATA[História]]></category>
		<category><![CDATA[Matemática]]></category>
		<category><![CDATA[duplicação do cubo]]></category>
		<category><![CDATA[História da Matemática]]></category>
		<category><![CDATA[quadratura do círculo]]></category>
		<category><![CDATA[régua e compasso]]></category>
		<category><![CDATA[três grandes problemas da matemática]]></category>
		<category><![CDATA[trissecção do ângulo]]></category>

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		<description><![CDATA[Antes de falarmos sobre os 3 grandes problemas da matemática, é importante conhecer o significado da expressão &#8220;régua e compasso&#8221;. Em sua obra Elementos, Euclides fala de &#8220;construir um segmento&#8221;, prolongar um segmento&#8221; e &#8220;construir uma circunferência&#8221;. Apesar de não mencionar a régua e o compasso, fica claro o uso desses instrumentos pelas regras estabelecidas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<img style='float: left; margin-right: 10px; border: none;' src='http://www.gravatar.com/avatar.php?gravatar_id=734160ee712323b2bac6c77ed9426777&amp;default=http://www.tecnosapiens.com.br/images/defgravatar.gif' alt='No Gravatar' width=60 height=60/><p style="text-align: justify;">Antes de falarmos sobre os 3 grandes problemas da matemática, é importante conhecer o significado da expressão &#8220;régua e compasso&#8221;.</p>
<p style="text-align: justify;">Em sua obra <em>Elementos</em>, Euclides fala de &#8220;construir um segmento&#8221;, prolongar um segmento&#8221; e &#8220;construir uma circunferência&#8221;. Apesar de não mencionar a régua e o compasso, fica claro o uso desses instrumentos pelas regras estabelecidas por ele:</p>
<ul style="text-align: justify;">
<li>A régua só pode ser usada para, dados dois pontos A e B, construir um segmento, tão longo quanto se queira, que contenha aqueles dois pontos;</li>
<li>O compasso só pode ser usado para, dados dois pontos A e B, construir a circunferência de centro A e que passa por B.</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;">Por isso, as construções com régua e compasso são chamadas de construções euclidianas. Elas são baseadas nos 3 primeiros postulados de Euclides:</p>
<ul style="text-align: justify;">
<li>desenhar uma linha reta de um ponto à outro ponto;</li>
<li>produzir uma linha reta finita continuamente em outra linha reta;</li>
<li>escrever um círculo dado qualquer centro e qualquer raio.</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;">Algumas construções com régua e compasso:</p>
<table border="0" align="center">
<tbody>
<tr>
<td><a class="image" href="http://www.tecnosapiens.com.br/wiki/Ficheiro:Perpendicular_bisector.gif"><img class="alignleft" src="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/4/45/Perpendicular_bisector.gif" alt="Perpendicular bisector.gif" width="100" height="166" /></a></td>
<td><a href="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/1/14/Bisection_construction.gif"><img class="alignleft" src="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/1/14/Bisection_construction.gif" alt="Ficheiro:Bisection construction.gif" width="100" height="100" /></a></td>
<td><a href="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/c/cf/HexagonConstructionAni.gif"><img src="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/c/cf/HexagonConstructionAni.gif" alt="Ficheiro:HexagonConstructionAni.gif" width="109" height="100" /></a></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p style="text-align: center;"><a href="http://pt.wikibooks.org/wiki/Matem%C3%A1tica_elementar/Geometria_plana/Constru%C3%A7%C3%B5es_geom%C3%A9tricas_usando_r%C3%A9gua_e_compasso#Introdu.C3.A7.C3.A3o" target="_blank">Fonte</a></p>
<p style="text-align: justify;">Os 3 grandes problemas da matemática, quadratura do círculo, duplicação do cubo e trissecção do ângulo, devem ser resolvidos usando-se apenas régua e compasso.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-2852"></span></p>
<h2 style="text-align: justify;">Quadratura do círculo</h2>
<p style="text-align: justify;">Por mais de dois mil anos, matemáticos de várias partes do mundo tentaram resolver o problema da quadratura do círculo. Quadrar o círculo significa construir, com o auxílio de régua e compasso (instrumento dos deuses), um quadrado que tenha exatamente a mesma área do círculo. Hoje em dia, quando se fala na impossibilidade de resolver este problema, trata-se da impossibilidade relativa de usar esses dois instrumentos (régua e compasso).</p>
<p style="text-align: justify;">Desde os tempos de Pitágoras, há tentativas de resolver o problema da quadratura do círculo. Arquimedes foi o primeiro a se dar conta de que a dificuldade estava em definir a área de uma superfície delimitada por uma curva. Usando o hoje conhecido &#8220;método da exaustão&#8221;, uma série de polígonos inscritos e polígonos circunscritos ao círculo, que o valor de pi estava entre 3,14084507 3,142857143.</p>
<p style="text-align: justify;">No Papiro Rhind (Ahmes) é dada uma solução para se construir um quadrado de área próxima a de um círculo. Para tanto, o lado do quadrado deveria ser 8/9 do diâmetro do círculo. Esta aproximação corresponde a tomar 3,1605 como valor para pi, logo, não é uma construção geométrica precisa.</p>
<p style="text-align: justify;">Contudo, por mais aproximações que se façam, não é possível quadrar exatamente o círculo (com régua e compasso). Em 1882, o matemático alemão Carl Louis Ferdinand von Lindemann provou que pi é um número transcendente, ou seja, não é raiz de qualquer equação algébrica com coeficientes inteiros. Assim, a transcendência de pi torna impossível de se resolver o problema da quadratura do círculo somente com uma régua e um compasso.</p>
<h2 style="text-align: justify;">Duplicação do cubo</h2>
<p style="text-align: justify;">No século V a.C., uma epidemia de peste dizimou uma quarta parte da população de Atenas. Conta-se que os atenienses teriam enviado uma delegação ao oráculo de Apolo, na cidade de Delfos, para perguntar como poderiam combater o mal. Os integrantes da delegação teriam recebido como resposta que, para a peste acabar, o altar de Apolo deveria ser duplicado. Para cumprir a ordem, os habitantes de Atenas dobraram os lados do altar, mas a peste tornou-se muito mais violenta. Por dobrarem as arestas do cubo, o altar teve o seu volume multiplicado por oito e não por dois.</p>
<p style="text-align: justify;">A duplicação do cubo consiste em construir, com régua e compasso, a aresta do cubo cujo volume é o dobro do cubo inicial. Alguns nomes se destacam na tentativa de solucionar o problema, entre eles Hipócrates de Chios e Arquitas de Tarento. Porém, todas as soluções eram teóricas.</p>
<p style="text-align: justify;">No século XIX, foi estabelecida a impossibilidade da construção usando apenas régua e compasso.</p>
<h2 style="text-align: justify;">Trissecção do ângulo</h2>
<p style="text-align: justify;">Esse problema consiste em dividir um ângulo em três partes iguais. Ou seja, a partir de um ângulo qualquer, construir um outro com o terço da sua amplitude. Diferente dos outros dois grandes problemas da matemática, não há referência de quando a trissecção do ângulo começou a ser estudada.</p>
<p style="text-align: justify;">Algumas soluções foram produzidas, mas nenhuma delas usando a regra básica (usar régua e compasso).</p>
<p style="text-align: justify;">Em 1837, Pierre Laurent Wantzel mostrou que é impossível resolver esse problema como ele foi proposto.</p>
<hr />
<p style="text-align: justify;">Fontes:</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://super.abril.com.br/superarquivo/1989/conteudo_111717.shtml">http://super.abril.com.br/superarquivo/1989/conteudo_111717.shtml</a></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.ime.usp.br/~leo/imatica/historia/quadr_circulo.html">http://www.ime.usp.br/~leo/imatica/historia/quadr_circulo.html</a></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.ime.usp.br/~leo/imatica/historia/duplica-cubo.html">http://www.ime.usp.br/~leo/imatica/historia/duplica-cubo.html</a></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.ime.usp.br/~leo/imatica/historia/trissec_angulo.html" target="_blank">http://www.ime.usp.br/~leo/imatica/historia/trissec_angulo.html</a></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.fc.up.pt/mp/jcsantos/problemasclassicos.html" target="_blank">http://www.fc.up.pt/mp/jcsantos/problemasclassicos.html</a></p>
<p><a class="a2a_dd a2a_target addtoany_share_save" href="http://www.addtoany.com/share_save#url=http%3A%2F%2Fwww.tecnosapiens.com.br%2F2011%2F08%2Fos-tres-grandes-problemas-da-matematica%2F&amp;title=Os%20tr%C3%AAs%20grandes%20problemas%20da%20matem%C3%A1tica" id="wpa2a_4"><img src="http://www.tecnosapiens.com.br/home/wp-content/plugins/add-to-any/share_save_171_16.png" width="171" height="16" alt="Share"/></a></p>]]></content:encoded>
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		<title>Pitágoras e os pitagóricos</title>
		<link>http://www.tecnosapiens.com.br/2011/07/pitagoras-e-os-pitagoricos/</link>
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		<pubDate>Mon, 25 Jul 2011 22:29:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tati de Alencar</dc:creator>
				<category><![CDATA[História]]></category>
		<category><![CDATA[Matemática]]></category>
		<category><![CDATA[Arquitas de Tarento]]></category>
		<category><![CDATA[Escola pitagórica]]></category>
		<category><![CDATA[Filolaus]]></category>
		<category><![CDATA[Hipasus]]></category>
		<category><![CDATA[Hipócrates]]></category>
		<category><![CDATA[História da Matemática]]></category>
		<category><![CDATA[Média harmônica]]></category>
		<category><![CDATA[Pitágoras]]></category>
		<category><![CDATA[Pitagóricos]]></category>

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		<description><![CDATA[Continuando a desvendar as histórias por trás da matemática&#8230; Pitágoras viveu no século VI a.C., nasceu por volta do ano de 580 a.C. na ilha de Samos, no meio do mar Egeu, mas passou parte da vida no sul da Itália, morrendo em Crotona. Ele e seus alunos fizeram muitas descobertas em Matemática, Filosofia e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<img style='float: left; margin-right: 10px; border: none;' src='http://www.gravatar.com/avatar.php?gravatar_id=734160ee712323b2bac6c77ed9426777&amp;default=http://www.tecnosapiens.com.br/images/defgravatar.gif' alt='No Gravatar' width=60 height=60/><p style="text-align: justify;">Continuando a desvendar as histórias por trás da matemática&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">Pitágoras viveu no século VI a.C., nasceu por volta do ano de 580 a.C. na ilha de Samos, no meio do mar Egeu, mas passou parte da vida no sul da Itália, morrendo em Crotona. Ele e seus alunos fizeram muitas descobertas em Matemática, Filosofia e Astronomia. Sabiam que a Terra é redonda e se move ao redor do Sol. O nome matemática que significa “tudo que se aprende”, foi criado por Pitágoras e seus discípulos. “O número dirige o Universo”, diziam Pitágoras e seus seguidores, os pitagóricos.</p>
<p style="text-align: justify;">O famoso teorema <a href="http://www.codecogs.com/eqnedit.php?latex=c^2=a^2 @plus; b^2" target="_blank"><img title="c^2=a^2 + b^2" src="http://latex.codecogs.com/gif.latex?c^2=a^2 + b^2" alt="" /></a> foi demonstrado pela primeira vez por Pitágoras.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-2775"></span></p>
<div class="mceTemp" style="text-align: justify;">
<dl id="attachment_2787" class="wp-caption  alignright" style="width: 204px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://www.tecnosapiens.com.br/home/wp-content/uploads/2011/07/Captura_de_tela.png"><img class="size-full wp-image-2787" style="border: 0pt none;" title="Captura_de_tela" src="http://www.tecnosapiens.com.br/home/wp-content/uploads/2011/07/Captura_de_tela.png" alt="" width="194" height="186" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">O Pentagrama: símbolo da Escola Pitagórica</dd>
</dl>
</div>
<p style="text-align: justify;">A Escola Pitagórica se instalou em Crotona (bem embaixo na bota italiana). De Pitágoras, que foi aluno de Tales por alguns anos, a Arquitas de Tarento, ele próprio fiel amigo de Platão, a Escola Pitagórica durou perto de 150 anos e contou 218 pitagóricos. Nem todos matemáticos, entre eles: Hipócrates de Chios, Teodoro de Cirene, Filolaus, Arquitas de Tarento e Hipasus.</p>
<p style="text-align: justify;">Com os pitagóricos o universo da matemática se ampliou. Eles introduziram a música e a mecânica. Sua visão mística dos números não os impediu de fundar a aritmética como a ciência dos números. É a eles que devemos as primeiras demonstrações verdadeiras da História. Além da demonstração da irracionalidade da raiz de 2, demonstraram por exemplo que todos os triângulos têm em comum o fato de  a soma de seus ângulos internos ser igual a 180 graus.</p>
<p style="text-align: justify;">Na Escola Pitagórica existiam alguns tipos de pitagóricos:</p>
<ul style="text-align: justify;">
<li>exotéricos: os que ficavam fora do espaço em que Pitágoras fivaca, só tinham acesso a seu ensinamento pela audição. Ouviam-no, mas não o viam;</li>
<li>esotéricos: só eles podiam ouvir Pitágoras e vê-lo;</li>
<li>acusmáticos: a quem eram transmitidos os resultados, mas não as demonstrações para chegar a eles;</li>
<li>matemáticos: a quem se transmitia os resultados e as demonstrações.</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;">Akousmata, eram palavras que eram transmitidas apenas oralmente e de que não havia vestígios escritos.</p>
<h2 style="text-align: justify;">Hipasus</h2>
<p style="text-align: justify;">Hipasus (Hipaso de Metaponto), nasceu por volta de 500 a.C. na Magna Grécia e foi um filósofo grego. Diz-se que foi ele quem  primeiro divulgou a existência dos números irracionais. Tal ato o tornou odiado pelos outros pitagóricos que achavam que os números racionais podiam descrever toda a geometria do mundo. Como resultado, o expulsaram da comunidade e construíram um santuário para ele como se ele estivesse morto.</p>
<p style="text-align: justify;">A causa da sua morte ainda é um mistério até hoje. Uma das versões é que ele morreu no mar, em um naufrágio. Mas, há relatos de que o próprio Pitágoras tenha o condenado à morte.</p>
<p style="text-align: justify;">Ele também foi indicado como um experimentador no início de acústica e de ressonância. Alguns de seus trabalhos originais ainda sobrevivem. Hipasus é também o inventor da média harmônica.</p>
<p style="text-align: justify;">Existem três tipos de médias:</p>
<p style="text-align: justify;">Aritmética: “O excesso do primeiro número em relação ao segundo é idênico ao excesso do segundo em relação ao terceiro”</p>
<p style="text-align: justify;"><img title="a – b = b – c" src="http://latex.codecogs.com/gif.latex?a – b = b – c" alt="" /></p>
<p style="text-align: justify;">b é a média aritmética de a e c</p>
<p style="text-align: justify;"><img title="b = \frac{(a + c)}{2}" src="http://latex.codecogs.com/gif.latex?b = \frac{(a + c)}{2}" alt="" /></p>
<p style="text-align: justify;">Geométrica: “O primeiro está para o segundo assim como o segundo está para o terceiro&#8221;</p>
<p style="text-align: justify;"><img title="\frac{a}{b} = \frac{b}{c}" src="http://latex.codecogs.com/gif.latex?\frac{a}{b} = \frac{b}{c}" alt="" /></p>
<p style="text-align: justify;">b é a média geométrica de a e c</p>
<p style="text-align: justify;"><img title="b^2 = a \times c" src="http://latex.codecogs.com/gif.latex?b^2 = a \times c" alt="" /></p>
<p style="text-align: justify;">Harmônica; “O primeiro ultrapassa o segundo de uma fração de si próprio, enquanto o segundo ultrapassa o terceiro da mesma fração do terceiro”.</p>
<p style="text-align: justify;">Exemplo: números 6, 4 e 3.</p>
<p style="text-align: justify;">4 é a média harmônica de 6 e 3.</p>
<p style="text-align: justify;">6 ultrapassa 4 de 2 unidades (6 = 4 + 2) que é um terço de 6 (2 = 1/3 de 6).</p>
<p style="text-align: justify;">4 ultrapassa 3 de 1 unidade (4 = 3 + 1) que é um terço de 3 (1 = 1/3 de 3).</p>
<h2 style="text-align: justify;">Hipócrates</h2>
<p style="text-align: justify;">Foi um dos mais eminentes geômetras. Inventor do raciocínio por absurdo (uma das armas mais temíveis da lógica). Hipócrates estabeleceu a quadratura das lúnulas (luas crescentes). Velho, foi expulso da Escola Pitagórica por receber dinheiro para revelar a geometria.</p>
<h2 style="text-align: justify;">Arquitas de Tarento</h2>
<p style="text-align: justify;">Arquitas de Tarento é considerado o mais ilustre dos matemáticos pitagóricos. Inventor do número 1. Também foi o primeiro engenheiro, criando a arte mecânica. Não se contentando com desenhar máquinas no papiro, ele as construiu de verdade. Fabricou um pássaro mecânico, uma pomba de madeira que voava sozinha mas quando pousava, não podia levantar vôo mais. Arquitas também fazia política e ainda salvara Platão em certa ocasião.</p>
<h2 style="text-align: justify;">Filolaus</h2>
<p style="text-align: justify;">Na cidade de Crotona, onde ficava a Escola Pitagórica, havia um morador rico e poderoso chamado Cílon que queria ser admitido de qualquer jeito entre os pitagóricos. Várias vezes seu pedido foi rejeitado. Violento e autoritário, Cílon não suportou que lhe recusassem o que ele desejava. Assim, resolveu se vingar.<br />
Os membros da Escola se reuniam regularmente num casarão para deliberar sobre os assuntos da cidade. Cílon e seus partidários se aproximaram e puseram fogo nela. Todos os ocupantes morreram queimados, menos um.<br />
O sobrevivente foi Filolaus. Ele se interessava por astronomia e cosmografia. Foi o primeiro pensador que ousara expulsar a Terra do centro do Universo, ele imaginava isso dois mil anos antes de Copérnico e Galileu.</p>
<div class="mceTemp mceIEcenter" style="text-align: justify;">
<dl id="attachment_2789" class="wp-caption aligncenter" style="width: 466px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://www.tecnosapiens.com.br/home/wp-content/uploads/2011/07/pitagoricos.jpg"><img class="size-full wp-image-2789  " style="border: 0pt none;" title="4 T" src="http://www.tecnosapiens.com.br/home/wp-content/uploads/2011/07/pitagoricos.jpg" alt="" width="456" height="281" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Membros da Escola pitagórica celebrando o nascimento do sol (Fyodor Bronnikov)</dd>
</dl>
</div>
<p style="text-align: justify;">
<p><a class="a2a_dd a2a_target addtoany_share_save" href="http://www.addtoany.com/share_save#url=http%3A%2F%2Fwww.tecnosapiens.com.br%2F2011%2F07%2Fpitagoras-e-os-pitagoricos%2F&amp;title=Pit%C3%A1goras%20e%20os%20pitag%C3%B3ricos" id="wpa2a_6"><img src="http://www.tecnosapiens.com.br/home/wp-content/plugins/add-to-any/share_save_171_16.png" width="171" height="16" alt="Share"/></a></p>]]></content:encoded>
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		<title>Alexandria: A capital do conhecimento</title>
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		<pubDate>Mon, 18 Jul 2011 07:44:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tati de Alencar</dc:creator>
				<category><![CDATA[História]]></category>
		<category><![CDATA[Matemática]]></category>
		<category><![CDATA[Alexandria]]></category>
		<category><![CDATA[Apolônio]]></category>
		<category><![CDATA[Biblioteca de Alexandria]]></category>
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		<category><![CDATA[Eratóstenes]]></category>
		<category><![CDATA[Euclides]]></category>
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		<category><![CDATA[História da Matemática]]></category>
		<category><![CDATA[Menaecmus]]></category>
		<category><![CDATA[Museu de Alexandria]]></category>
		<category><![CDATA[Os Elementos]]></category>
		<category><![CDATA[Ptolomeu]]></category>

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		<description><![CDATA[A palavra museu significa &#8220;refúgio das musas&#8221;. Na mitologia grega, as musas eram as divindades inspiradoras das artes e das ciências, sendo assim, este nome foi atribuído pelo governante egípcio, Ptolomeu, ao mais importante centro de ensino e pesquisa criado em Alexandria. Mais de 500.000 manuscritos de caráter científico foram guardados na biblioteca do museu, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<img style='float: left; margin-right: 10px; border: none;' src='http://www.gravatar.com/avatar.php?gravatar_id=734160ee712323b2bac6c77ed9426777&amp;default=http://www.tecnosapiens.com.br/images/defgravatar.gif' alt='No Gravatar' width=60 height=60/><div id="attachment_2761" class="wp-caption alignright" style="width: 218px"><a href="http://www.tecnosapiens.com.br/home/wp-content/uploads/2011/07/alexandria.jpg" target="_blank"><img class="size-full wp-image-2761  " style="border: 0pt none;" title="alexandria" src="http://www.tecnosapiens.com.br/home/wp-content/uploads/2011/07/alexandria.jpg" alt="" width="208" height="130" /></a><p class="wp-caption-text">Alexandria (Clique na imagem para ver o mapa ampliado)</p></div>
<p style="text-align: justify;">A palavra museu significa &#8220;refúgio das musas&#8221;.</p>
<p style="text-align: justify;">Na mitologia grega, as musas eram as divindades inspiradoras das artes e das ciências, sendo assim, este nome foi atribuído pelo governante egípcio, Ptolomeu, ao mais importante centro de ensino e pesquisa criado em Alexandria.</p>
<p style="text-align: justify;">Mais de 500.000 manuscritos de caráter científico foram guardados na biblioteca do museu, fundado no início do século III a.C. Quase todos os grandes cientistas da época trabalhavam nessa instituição, entre eles Euclides. O museu funcionava como uma universidade moderna. Alexandria abrigou numerosos sábios, como Cláudio Ptolomeu, no século II e Diofanto no século III.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-2757"></span></p>
<h2 style="text-align: justify;">A maior biblioteca da antiguidade</h2>
<p style="text-align: justify;">A Biblioteca de Alexandria reunia obras de todo o mundo antigo. Todos os textos e documentos da época deveriam ter uma cópia ali. Calímaco, um de seus diretores, organizou um índice de todos os textos do acervo. Foram necessários mais de 100 papiros para catalogar tudo. Porém, nada sobrou da Biblioteca. Os papiros, os móveis, o prédio, tudo sumiu. Nenhum historiador pôde descobrir com certeza como. Alguns dizem que o fogo a destruiu em 48 a.C., durante uma revolta contra Júlio César, que estava em Alexandria. Outros afirmam que foi incendiada em 390 e há quem acredite que o califa Omar, em 641, mandou destruir o que restava dela.<br />
Em seu livro “A Bilblioteca Desaparecida”, de 1988, o estudioso italiano Luciano Canfora nega todas essas versões. Para ele, a Biblioteca foi desmontada no século III, por ordem do imperador Aureliano.</p>
<h2 style="text-align: justify;">Diofanto</h2>
<p style="text-align: justify;">Diofanto, grande matemático, viveu e trabalhou em Alexandria no século III a.C., apenas 6 livros de sua coleção Aritmética restaram.</p>
<p style="text-align: justify;">O que aqui pretende-se destacar, é seu epitáfio:</p>
<blockquote><p>Passante, neste túmulo repousa Diofanto.<br />
Grande prodígio! A ciência dará a você a medida da sua vida. Escuta. Deus lhe concedeu ser jovem durante a sexta parte de sua vida. Um doze avos mais, e cresceu-lhe uma barba negra. Depois, passado um sétimo, foi o dia do seu casamento. E desse casamento nasceu-lhe um filho no quinto ano. Ah, ai de ti, pobre filhinho: ele conheceu o frio da morte depois de ter vivido apenas a metade da idade de seu pai. Mas, depois de quatro anos, este, encontrando por sua vez consolo para sua afeição, atingiu com essa sabedoria o termo da sua vida. Quanto sua vida durou?</p></blockquote>
<p style="text-align: justify;">*Resposta no final do post.</p>
<h2 style="text-align: justify;">Euclides</h2>
<p style="text-align: justify;">Euclides era um dos que trabalhava na Biblioteca de Alexandria. Sua principal obra, Os Elementos, desde sua publicação em 300 a.C., teve uma repercussão tão grande que durante mais de vinte séculos os homens estudaram Geometria de acordo com os ensinamentos de Euclides. Na obra, Euclides realiza todas as construções utilizando apenas régua e compasso, além disso, a régua não tem qualquer marcação.<br />
Elementos é constituído de treze livros ou capítulos, sendo os seis primeiros sobre geometria, os três seguintes sobre os diferentes tipos de números, o livro X sobre segmentos incomensuráveis e os três últimos sobre geometria no espaço. Os livros II e V são dedicados ao estudo da Álgebra.I à IV – Geometria;</p>
<ul style="text-align: justify;">
<li>V – Livro das Proporções;</li>
<li>VI – Livro da Semelhança;</li>
<li>VII à IX – livros de Aritmética;</li>
<li>X – Livro dos Irracionais;</li>
<li>XI e XII – Geometria no espaço;</li>
<li>XIII – Coroamento da obra inteira.</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;">O autor numerou-os de I a XIII para afirmar que formam um todo e que esse todo se desenvolve seguindo uma ordem precisa. Ordem interna em cada volume e ordem entre os volumes.</p>
<h2 style="text-align: justify;">Hipatia &#8211; única matemática da Antiguidade</h2>
<p style="text-align: justify;">No fim do século IV, vivia em Alexandria uma família de matemáticos famosos, Téon, e seus filhos, Hipatia e Epifânio. É nas obras de Téon que se encontra o famoso método de cálculo das raízes quadradas. A filha dele, Hipatia, realizou trabalhos brilhantes a partir das descobertas de Apolônio, e trabalhou igualmente sobre Diofanto e Ptolomeu. Epifânio também trabalhou sobre a astronomia de Ptolomeu. Dizem que era menos talentoso que a irmã. Reatando com os grandes antigos, Hipatia era tão boa fiósofa quanto matemática, a ponto de ensinar as duas disciplinas. Centenas de ouvintes assistiam às suas aulas, subjugados por sua inteligência, seu saber e sua beleza. Tudo isso, atributos insuportáveis para os partidários da nova ordem moral que se abatia sobre Alexandria. Certo dia do ano de 415, o populacho, longamente trabalhado pelos homens do patriarca de Alexandria, precipitou-se sobre sua charrete, jogou-a no chão, tirou-lhe a roupa e arrastou-a para um santuário. Ela foi torturada com cascas de ostra afiadas como lâminas, antes de ser queimada viva.</p>
<h2 style="text-align: justify;">Cônicas</h2>
<p style="text-align: justify;">O encontro do cone de luz proveniente da cúpula de um abajur com o plano da parede, formam-se: circuferência, elipse, parábole e hipérbole.<br />
Menaecmus, matemático grego, descobriu o fenômeno em século IV a.C. Ele descobriu que essas figuras tão diferentes podiam ser criadas à partir de um mesmo acontecimento: o encontro de um cone com um plano, e que era possível passar de uma a outra sem transição, pela simples inclinação contínua do eixo do cone.<br />
Dois séculos depois de Menaecmus, Apolônio apoderou-se do tema para dele fazer um dos campos mais pontudos da geometria. Ele é o inventor dos nomes das cônicas:</p>
<ul style="text-align: justify;">
<li>Hipérbole &#8211; que vem de excesso, hiper: “algo mais”;</li>
<li>Elipse &#8211; que vem de falta: “algo menos”;</li>
<li>Parábola – para: o mesmo, “exatamente o necessário”.</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;">Incontestavelmente, o homem das cônicas é Apolônio, a quem foi dado o título de Grande Geômetra. Ele viveu em Alexandria na segunda metade do século III a.C. Provavelmente residente do museu de Alexandria, freqüentou a grande Biblioteca dirigida na época por Eratóstenes.</p>
<h2 style="text-align: justify;">Eratóstenes</h2>
<p style="text-align: justify;">No mesmo período em que viveu Arquimedes, outro matemático grego também se destacou: Eratóstenes (276-196 a.C.). Natural de Cirene, Eratóstenes viveu parte da juventude em Atenas. Foi um atleta bastante popular, destacando-se em várias modalidades esportivas. Apesar de seus múltiplos interesses, ele não conseguiu ser pioneiro em nenhuma das atividades que desenvolveu, nas Ciências ou nas Letras. Por esse motivo, os gregos o chamavam de Beta (<a href="http://www.codecogs.com/eqnedit.php?latex=\beta" target="_blank"><img title="\beta" src="http://latex.codecogs.com/gif.latex?\beta" alt="" /></a>), que é a segunda letra do alfabeto grego, deixando claro que o reconheciam como segundo em tudo, mas nunca o melhor em nada. Mas nenhum matemático ou astrônomo se igualou a ele nos cálculos para medir a circuferência da Terra utilizando apenas uma vareta.</p>
<p style="text-align: justify;">*Duração da vida chamemo-la de V:</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.codecogs.com/eqnedit.php?latex=V = \frac{V}{6}@plus;\frac{V}{12}@plus;\frac{V}{7}@plus;5@plus;\frac{V}{2}@plus;4=84" target="_blank"><img title="V = \frac{V}{6}+\frac{V}{12}+\frac{V}{7}+5+\frac{V}{2}+4=84" src="http://latex.codecogs.com/gif.latex?V = \frac{V}{6}+\frac{V}{12}+\frac{V}{7}+5+\frac{V}{2}+4=84" alt="" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Resposta: 84</p>
<p><a class="a2a_dd a2a_target addtoany_share_save" href="http://www.addtoany.com/share_save#url=http%3A%2F%2Fwww.tecnosapiens.com.br%2F2011%2F07%2Falexandria-a-capital-do-conhecimento%2F&amp;title=Alexandria%3A%20A%20capital%20do%20conhecimento" id="wpa2a_8"><img src="http://www.tecnosapiens.com.br/home/wp-content/plugins/add-to-any/share_save_171_16.png" width="171" height="16" alt="Share"/></a></p>]]></content:encoded>
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		<title>Números: egípcios, romanos e árabes</title>
		<link>http://www.tecnosapiens.com.br/2011/07/numeros-egipcios-romanos-arabes/</link>
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		<pubDate>Wed, 06 Jul 2011 01:13:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tati de Alencar</dc:creator>
				<category><![CDATA[História]]></category>
		<category><![CDATA[Matemática]]></category>
		<category><![CDATA[Al-Khuwarizmi]]></category>
		<category><![CDATA[algarismo indo-arábicos]]></category>
		<category><![CDATA[História da Matemática]]></category>
		<category><![CDATA[numerais hieroglíficos]]></category>
		<category><![CDATA[números egípcios]]></category>
		<category><![CDATA[números romanos]]></category>
		<category><![CDATA[Papiro Ahmes]]></category>
		<category><![CDATA[Papiro Rhind]]></category>

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		<description><![CDATA[A seguir, um pouco da história de como surgiram os números egípcios, romanos e árabes. Egípcios Há mais ou menos 3600 anos, o famoso faraó do Egito tinha um súdito chamado Aahmesu, cujo nome significa “Filho da Lua”. Papiro Ahmes (ou Rhind). Fonte: http://migre.me/5bCVs Aahmesu ocupava na sociedade egípcia uma posição muito mais humilde que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<img style='float: left; margin-right: 10px; border: none;' src='http://www.gravatar.com/avatar.php?gravatar_id=734160ee712323b2bac6c77ed9426777&amp;default=http://www.tecnosapiens.com.br/images/defgravatar.gif' alt='No Gravatar' width=60 height=60/><p style="text-align: justify;">A seguir, um pouco da história de como surgiram os números egípcios, romanos e árabes.</p>
<h2 style="text-align: justify;">Egípcios</h2>
<p style="text-align: justify;">Há mais ou menos 3600 anos, o famoso faraó do Egito tinha um súdito chamado Aahmesu, cujo nome significa “Filho da Lua”.</p>
<div class="mceTemp" style="text-align: justify;">
<dl id="attachment_2713" class="wp-caption alignleft" style="width: 208px;">
<dt class="wp-caption-dt"><img class="size-full wp-image-2713" style="border: 0pt none;" title="ahmes" src="http://www.tecnosapiens.com.br/home/wp-content/uploads/2011/07/ahmes.jpg" alt="" width="198" height="142" /></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Papiro Ahmes (ou Rhind). Fonte: http://migre.me/5bCVs</dd>
</dl>
</div>
<p style="text-align: justify;">Aahmesu ocupava na sociedade egípcia uma posição muito mais humilde que a do faraó: provavelmente era um escriba. Hoje, ele é mais conhecido do que muitos faraós e reis do Antigo Egito. Aahmesu, chamado de Ahmes, foi o primeiro escriba que a história registrou. Ahmes é o autor do papiro que leva o seu nome, o Papiro Ahmes.</p>
<p style="text-align: justify;">Este documento foi escrito por volta d e1650 a.C. e tem aproximadamente 5,5 m de comprimento e 32 cm de largura, sendo composto de catorze folhas de papiro. O magnífico <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Facsimile" target="_blank">fac-símile</a> do rolo descoberto no século XIX no templo mortuário de Ramsés II, em Tebas, foi comprado em 1858 por um antiquário escocês chamado Rhind. Por isso é conhecido também como Papiro Rhind.</p>
<p style="text-align: justify;">O Papiro Ahmes é um antigo manual de matemática, expõe dezenas de problemas de todo tipo. Contém 80 problemas, todos resolvidos. A maioria envolve assuntos do dia-a-dia, como o preço do pão, a armazenagem de grãos de trigo, a alimentação do gado. É o mais antigo tratado de matemática já encontrado até hoje.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-2699"></span></p>
<div class="mceTemp" style="text-align: justify;">
<dl id="attachment_2701" class="wp-caption  alignright" style="width: 230px;">
<dt class="wp-caption-dt"><img class="size-full wp-image-2701  " style="border: 0pt none;" title="egpcios" src="http://www.tecnosapiens.com.br/home/wp-content/uploads/2011/07/egpcios.png" alt="" width="220" height="193" /></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Numerais hieroglíficos dos egípcios. Fonte: http://migre.me/5bB3l</dd>
</dl>
</div>
<p style="text-align: justify;">Observando e estudando como eram efetuados os cálculos no Papiro Ahmes, não foi difícil aos cientistas compreender o sistema de numeração egípcio.</p>
<p style="text-align: justify;">O Sistema de numeração egípcio baseava-se em sete números-chave: 1, 10, 100, 1.000, 10.000, 100.000 e 1.000.000. E os egípcios usavam símbolos para representá-los.</p>
<p style="text-align: justify;">Um traço vertical: 1<br />
Um osso de calcanhar: 10<br />
Um laço: 100<br />
Uma flor de lótus: 1.000<br />
Um dedo dobrado: 10.000<br />
Um girino: 100.000<br />
Uma figura ajoelhada: 1.000.000</p>
<p style="text-align: justify;">Com a ajuda deste sistema de numeração, os egípcios conseguiam efetuar todos os cálculos que envolviam números inteiros. Descobriram também as frações, mas utilizava apenas frações unitárias, com numerador igual a 1. Para escrever as frações unitárias, colocavam um sinal oval alongado sobre o denominador.</p>
<p style="text-align: justify;">Por volta do século III a.C., começou a formação do sistema de numeração romano.</p>
<h2 style="text-align: justify;">Romanos:</h2>
<p style="text-align: justify;">Os romanos não inventaram símbolos novos para representar os números; usavam as próprias letras do alfabeto.</p>
<p style="text-align: justify;">I: 1<br />
V: 5<br />
X: 10<br />
L: 50<br />
C: 100<br />
D: 500<br />
M: 1.000<br />
MM: 2.000<br />
MMM: 3.000&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">Para escrever 4.000 ou números maiores que ele, os romanos usavam um traço horizontal sobre as letras que representavam esses números. Um traço multiplicava o número representado abaixo dele por 1.000. Dois traços sobre o M davam-lhe o valor de 1 milhão.</p>
<p style="text-align: justify;">O Sistema de numeração romano foi adotado por muitos povos, mas como podemos ver, era difícil efetuar cálculos com este sistema.</p>
<h2 style="text-align: justify;">Árabes:</h2>
<div class="mceTemp" style="text-align: justify;">
<dl id="attachment_2715" class="wp-caption alignright" style="width: 200px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://www.tecnosapiens.com.br/home/wp-content/uploads/2011/07/Al-Khwarizmi.jpeg"><img class="size-full wp-image-2715" title="Al-Khwarizmi" src="http://www.tecnosapiens.com.br/home/wp-content/uploads/2011/07/Al-Khwarizmi.jpeg" alt="" width="190" height="230" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Al-Khwarizmi. Fonte: http://migre.me/5bD8I</dd>
</dl>
</div>
<p style="text-align: justify;">Harum al-Raschid foi o <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Califa" target="_blank">califa</a> de Bagda do ano 786 até 809 a.C. Durante seu reinado, os povos árabes travaram uma série de guerras de conquista e como prêmios de guerra, livros de diversos centros científicos foram levados para Bagdá e traduzidos para a língua árabe.<br />
Em 809, o califa de Bagdá passou a ser al-Mamum, filho de Harum al-Raschid. Este, como era um apaixonado da ciência, procurou tornar Bagdá o maior centro científico do mundo, contratando os grandes sábios muçulmanos da época, entre eles o mais brilhante matemático árabe de todos os tempos: al-Khuwarizmi.<br />
Estudando os livros de matemática vindos da Índia e traduzidos para a língua árabe, al-Khuwarizmi surpreendeu-se com aqueles estranhos símbolos e da surpresa para a admiração, ele compreendeu o tesouro que os matemáticos hindus haviam descoberto.<br />
Al-Khuwarizmi decidiu contar ao mundo as boas novas e escreveu um livro chamado <em> </em>&#8220;Sobre a arte hindu de calcular&#8221; que foi preservado numa tradução latina <em>Algoritmi de numero Indorum</em>. Com este livro, matemáticos do mundo todo tomaram conhecimento do sistema de numeração hindu. Os símbolos 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 ficaram como a notação de al-Khuwarizmi, de onde se originou o termo latino algorismos. Daí o nome algarismo.<br />
São estes números criados pelos matemáticos da Índia e divulgados para outros povos por al-Khuwarizmi que constituem o nosso sistema de numeração decimal. Daí serem conhecidos como algarismos indo-arábicos.<br />
Mas, o livro mais famoso de al-Khuwarizmi chama-se Kitab Al Mukhtassar Fi Hissab Al Jabr Wal Mukabala<em> (</em>O livro sumário sobre cálculos por transposição e redução), livro sobre as operações al-jabr (restauração) e qabalah (redução ou equilíbrio).<br />
A palavra al-jabr que deu origem ao nome álgebra significa restauração, e refere-se à passagem de um termo para o outro lado da equação. Al-Khuwarizmi é considerado o &#8220;pai&#8221; da Álgebra.</p>
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		<title>História da Matemática: Trigonometria</title>
		<link>http://www.tecnosapiens.com.br/2011/05/historia-da-matematica-trigonometria/</link>
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		<pubDate>Mon, 16 May 2011 22:00:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tati de Alencar</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Estou começando uma série de artigos que pretendo publicar (quinzenalmente) sobre a história da Matemática. Em negrito: os principais matemáticos citados no post. Nasir al-Din al-Tusi Gostaria de começar falando de Abu Jafar Muhammad Ibn Muhammad Ibn al-Hasan Nasir al-Din al-Tusi&#8230; Calma, chamemos Abu Jafar Muhammad Ibn Muhammad Ibn al-Hasan Nasir al-Din al-Tusi simplesmente de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<img style='float: left; margin-right: 10px; border: none;' src='http://www.gravatar.com/avatar.php?gravatar_id=734160ee712323b2bac6c77ed9426777&amp;default=http://www.tecnosapiens.com.br/images/defgravatar.gif' alt='No Gravatar' width=60 height=60/><p style="text-align: justify;">Estou começando uma série de artigos que pretendo publicar (quinzenalmente) sobre a história da Matemática.</p>
<p style="text-align: justify;">Em negrito: os principais matemáticos citados no post.</p>
<div class="mceTemp" style="text-align: justify;">
<dl id="attachment_2598" class="wp-caption alignleft" style="width: 118px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://fadlyahmad.files.wordpress.com/2010/08/nasir-al-din-al-tusi1.gif"><img class="size-full wp-image-2598 " style="border: 0pt none;" title="nasir-al-din-al-tusi1" src="http://www.tecnosapiens.com.br/home/wp-content/uploads/2011/05/nasir-al-din-al-tusi1.gif" alt="" width="108" height="158" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Nasir al-Din al-Tusi</dd>
</dl>
</div>
<p style="text-align: justify;">Gostaria de começar falando de Abu Jafar Muhammad Ibn Muhammad Ibn al-Hasan <strong>Nasir al-Din al-Tusi</strong>&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">Calma, chamemos Abu Jafar Muhammad Ibn Muhammad Ibn al-Hasan Nasir al-Din al-Tusi simplesmente de <strong>Nasir al-Din al-Tusi</strong>, ou até mesmo de al-Tusi.</p>
<p style="text-align: justify;">O cidadão em questão nasceu 18 de fevereiro de 1201, na cidade de Tus, um vilarejo no nordeste do Irã. Por isso foi chamado al-Tusi: de Tus. Seu pai era um sábio conhecido e mandou o filho estudar em Nishapur, na mesma madrasa de <strong>Omar Khayyam</strong>, cujas obras estudou.<br />
Madrasa: <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Madrasah" target="_blank">&#8220;palavra árabe para qualquer tipo de instituição educacional, seja secular ou religiosa&#8221;</a>.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-2594"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Pequeno intervalo:</p>
<p style="text-align: justify;">Nishapur (Neyshabur) está localizado ao oeste de Mashhad, na província de Khorasan. Esta antiga cidade foi o lar do grande poeta e matemático Omar Khayyam e do grande poeta místico Attar-e Neyshaburi.</p>
<div class="mceTemp" style="text-align: justify;">
<dl id="attachment_2599" class="wp-caption alignright" style="width: 179px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://www.farsinet.com/images/khayam.gif"><img class="size-full wp-image-2599" style="border: 0pt none;" title="khayam" src="http://www.tecnosapiens.com.br/home/wp-content/uploads/2011/05/khayam.gif" alt="" width="169" height="169" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Omar Khayyam</dd>
</dl>
</div>
<p style="text-align: justify;"><strong>Omar Khayyam</strong> está na origem da noção de polinômio. No começo, a álgebra consistia no estudo das equações, e Khayyam ampliou seu campo ao estudo dos polinômios. Ele estabeleceu uma classificação completa das equações de primeiro, segundo e terceiro graus. Enquanto <strong>Al-Khuwwarizmi</strong> (sua história será contada em outro post) havia tratado as do segundo grau, ele especializou-se nas do terceiro grau, que classificou em vinte e cinco tipos diferentes, conforme o número de termos que continham. Resolveu-as utilizando procedimentos geométricos. <strong>Sharaf al-Din al-Tusi</strong> foi o continuador das obras de Omar Khayyam.</p>
<p style="text-align: justify;">Voltando a Nasir al-Din al-Tusi:</p>
<p style="text-align: justify;">Em Nishapur, al-Tusi estudou filosofia, medicina e matemática. Em relação a última, ele foi ensinado por <strong>Kamal al-Din ibn Yunus</strong> que tinha sido aluno de <strong>Sharaf al-Din al-Tusi</strong> (o continuador das obras de Omas Khayyam).</p>
<p style="text-align: justify;">A Trigometria, que vem do grego tri (três), gono (ângulo) e metrien (medida), antes de <strong>Nasir al-Din al-Tusi</strong>, não passava de uma ferramenta da astronomia. Ele deu a ela seus títulos de nobreza, fazendo da Trigonometria uma disciplina matemática autônoma. Assim, al-Tusi é considerado o verdadeiro fundador da Trigonometria.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas, todo fundador tem seus predecessores. Primeiro os geógrafos-astrônomos gregos de Alexandria, <strong>Hiparco</strong> do século II a.C. e Cláudio <strong>Ptolomeu</strong>, no século II d.C. E mais dois matemáticos, também de Alexandria, <strong>Teodósio</strong>, no século II a.C. e <strong>Menelau,</strong> no século II d.C.</p>
<p style="text-align: justify;">Um século depois de Euclides e sua geometria do plano, <strong>Teodósio</strong>, depois <strong>Menelau</strong>, nas “Esféricas”, lançaram a geometria da esfera. <strong>Menelau</strong> mostrou um grande número de propriedades das figuras geométricas construídas com base na esfera. Do círculo, a Trigonometria passou ao triângulo, estabelecendo relações entre os ângulos e os lados. É consenso considerar <strong>Hiparco</strong> o ancestral da Trigonometria. Após os astrônomos de Babilônia, ele introduziu a divisão do círculo em 360°.</p>
<p style="text-align: justify;">Tabelas</p>
<p style="text-align: justify;">Uma das tarefas da astronomia foi o estabelecimento das tabelas e graças a um imenso trabalho de observação dos astros, <strong>Hiparco</strong> estabeleceu as primeiras “tabelas de cordas”, que foram por um bom tempo uma das mais preciosas ferramentas da astronômia.</p>
<p style="text-align: justify;">Entendam corda neste contexto como o segmento de reta que une dois pontos situados sobre um círculo.</p>
<p style="text-align: justify;">Graças às suas tabelas, descobriu-se que o eixo da Terra não era fixo. As primeiras tabelas, as de <strong>Hiparco</strong>, se perderam. Quanto às de <strong>Ptolomeu</strong>, estabeleciam as correspondências entre os comprimentos das cordas e os diferentes valores de arcos.</p>
<div class="mceTemp" style="text-align: justify;">
<dl id="attachment_2602" class="wp-caption alignleft" style="width: 204px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://www.fisica.net/giovane/astro/Modulo1/cosmologia-grega_arquivos/almagest2.jpg"><img class="size-full wp-image-2602" style="border: 0pt none;" title="almagest2" src="http://www.tecnosapiens.com.br/home/wp-content/uploads/2011/05/almagest2.jpg" alt="" width="194" height="165" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Trecho da obra Almagesto de Ptolomeu</dd>
</dl>
</div>
<p style="text-align: justify;">A obra Almagesto de <strong>Ptolomeu</strong>, contém uma tabela de cordas correspondentes a diversos ângulos, por ordem crescente e em função da metade do ângulo, que é equivalente a uma tabela de senos. No Almagesto, Ptolomeu compilou os conhecimentos existentes na época sobre Astronomia e Trigonometria.</p>
<p style="text-align: justify;">Ao lado, trecho da obra que ilustra o modelo cinemático de Ptolomeu para descrever o movimento de Marte, Júpiter e Saturno.</p>
<p style="text-align: justify;">As tabelas de cordas são os primeiros exemplos de funções da história da Matemática. Foi nessa época que os gregos se habituaram a dividir o círculo em 360 graus.</p>
<p style="text-align: justify;">Mais tarde os indianos substituíram as tabelas de cordas por tabelas de senos, mais fáceis de manejar.</p>
<p style="text-align: justify;">A precisão de todo cálculo astronômico repousa na exatidão da tabela de senos, cuja construção está ligada ao problema da trisseção do ângulo. <strong>Al-Khuwarizmi</strong> foi o primeiro a estabelecer tabelas de senos. Logo depois, <strong>Habash al – Hasib</strong> (Al–Hasib quer dizer “o calculador”) inventou a tangente que é a ferramenta ideal para medir a altura de um objeto.</p>
<p style="text-align: justify;">Seno</p>
<p style="text-align: justify;">No Siddhanta (Sistemas de astronomia) escrito em sânscrito (língua muito antiga e difícil) os hindus apresentavam uma trigonometria baseada na relação entre metade da corda (distância entre 2 pontos quaisquer A e B, na circuferência) e a metade do ângulo central. A meia-corda era chamada pelos hindus de jiva.</p>
<p style="text-align: justify;">Os árabes haviam traduzido textos de trigonometria do sânscrito. Nesse processo, quando se depararam com a palavra jiva – meia-corda – eles simplesmente escreveram jiba. Na língua árabe é comum escrever apenas as consoantes de uma palavra, deixando que o leitor acrescente mentalmente as vogais. Assim, os tradutores árabes registraram: Jb.</p>
<p style="text-align: justify;">Na sua tradução do árabe para o latim, Robert de Chester (brilhante matemático inglês) interpetrou Jb como sendo consoantes da palavra jaib que em latim significa baía ou enseada e escreve-se: sinus.</p>
<p style="text-align: justify;">A partir daí, a razão entre o cateto oposto e a hipotenusa de um triângulo retângulo passou a ser chamada de sinus (em português, seno). Com o tempo, outras razões trigonométricas foram sendo criadas: o cosseno, a tangente, etc.</p>
<p style="text-align: justify;">Próximo post desta série: &#8220;Algarismos: egípcios, romanos e árabes&#8221;.</p>
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		<title>Sua Alteza Real</title>
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		<pubDate>Fri, 29 Apr 2011 05:19:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tati de Alencar</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Linha de sucessão]]></category>
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		<description><![CDATA[Não&#8230;este não é um post para falar sobre o casamento real e/ou a Kate Middleton. Provavelmente o acontecido a se realizar hoje (29/04/2011) será mencionado e a futura Princesa William de Gales também, mas é só porque eles fazem parte da história que será contada. Meu intesse pela Família Real Britânica é recente e foi [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<img style='float: left; margin-right: 10px; border: none;' src='http://www.gravatar.com/avatar.php?gravatar_id=734160ee712323b2bac6c77ed9426777&amp;default=http://www.tecnosapiens.com.br/images/defgravatar.gif' alt='No Gravatar' width=60 height=60/><p style="text-align: justify;">Não&#8230;este não é um post para falar sobre o casamento real e/ou a Kate Middleton. Provavelmente o acontecido a se realizar hoje (29/04/2011) será mencionado e a futura Princesa William de Gales também, mas é só porque eles fazem parte da história que será contada.</p>
<p style="text-align: justify;">Meu intesse pela Família Real Britânica é recente e foi despertado de uma forma curiosa, mas que não vem ao caso agora. Só digo que ele começou ao tomar conhecimento da vida da Rainha Victoria e do Príncipe Consorte, Albert.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-2519"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Princípe Consorte, para os que não sabem, é o termo usado para se referir ao marido da rainha reinante. Seu equivalente feminino é Princesa Consorte. Como o próprio nome sugere, o Príncipe Consorte compartilha da sorte de sua esposa, a Rainha.</p>
<p style="text-align: justify;">A atual monarca do Reino Unido, Elizabeth II, é casada com Philippos (Philippos Schleswig-Holstein Soenderburg-Glucksburg da Grécia e Dinamarca), Duque de Edimburgo. O Príncipe Consorte era originalmente um príncipe da Grécia e Dinamarca.</p>
<p style="text-align: justify;">Voltando um pouco no tempo&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">Poderíamos começar o relato sobre a Família Real Britânica desde os seus primórdios, mas deixemos que os historiadores encham livros com seus relatos. Para os curiosos, <a href="http://www.britroyals.com/royaltree.htm" target="_blank">neste link</a> vocês encontram a árvore da família de 849 &#8211; 2011.</p>
<p style="text-align: justify;">Começando&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">Após saber que a Duquesa de Kent (a Princesa Victoria de Saxe-Coburgo-Saalfeld, da Alemanha) estava grávida, seu marido, o Duque de Kent (Príncipe Edward) decidiu que essa criança deveria nascer na Inglaterra. Uma carruagem foi alugada para transportar a duquesa, sua filha Feodora, as criadas, as enfermeiras, os cães de estimação e os canários, tendo por condutor o próprio duque (faltavam fundos para a viagem). Partindo da Alemanha e passando pela França, eles chegarem a Londres e finalmente, no dia 24/05/1819, nasceu uma menina que recebeu o nome de Victoria Alexandrina.</p>
<p style="text-align: justify;">Como o Rei William IV não deixou descendentes, após sua morte no dia 20/06/1837, Victoria, aos 18 anos, tornou-se rainha. Aos 20 anos casou-se com seu primo direto, Albert de Saxe-Coburgo-Gotha.</p>
<p style="text-align: justify;">Neste ponto, eu gostaria de dar um relato detalhado do Príncipe Albert, mas vai ficar para um post futuro.</p>
<p style="text-align: justify;">Continuando&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">O período de seu reinado é identificado como a Era Vitoriana que é marcada pela Revolução Industrial e a ascensão da classe média britânica.</p>
<p style="text-align: justify;">Victoria teve 9 filhos, sendo o Príncipe Albert Edward o primeiro na linha de sucessão. No dia 22/01/1901, após a morte de sua mãe, o Rei Edward VII começou o seu reinado. O reinado de Victoria até hoje é o mais longo da história da Inglaterra e se a Rainha Elizabeth II quiser quebrar esse recorde, vai ter que viver até o dia 09/09/2015.</p>
<p style="text-align: justify;">Tendo sido o segundo homem mais velho a ascender ao trono, Edward VII reinou por 9 anos. Apesar do pouco tempo, o rei teve um papel importante na modernização da Home Fleet e na reforma da Army Medical Services. Em 1910, com 59 anos de idade e uma bronquite, o Rei Edward VII fumou seu último cigarro e logo começou a sofrer ataques cardíacos, vindo a falecer naquele mesmo dia.</p>
<p style="text-align: justify;">George V, segundo filho do Rei Edward VII e da Rainha Alexandra, da Dinamarca, foi coroado em 22/06/1911, um ano após a morte do seu pai. O rei se tornou o primeiro na linha de sucessão quando seu irmão, o Príncipe Albert, faleceu em 1891 por pneumonia. Ele é o responsável pela mudança do nome da casa real de Saxe-Coburgo-Gota para Windsor.</p>
<p style="text-align: justify;">Apenas uma pequena explicação:<br />
<a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Casa_real" target="_blank">&#8220;Casa Real é uma denominação familiar, nome de família ou tipo, utilizado pela realeza&#8230;&#8221;</a></p>
<p style="text-align: justify;">A Casa real Saxe-Coburgo-Gota reinou no Reino Unido por meio do Príncipe Albert, consorte da Rainha Victoria. George V mudou o nome para Casa de Windsor devido ao sentimento antialemão vivido durante a Primeira Guerra Mundial.</p>
<p style="text-align: justify;">Após 26 anos de reinado, o Rei George V faleceu após contrair um resfriado (entendam que ele não morreu logo que ficou resfriado).</p>
<p style="text-align: justify;">Agora, entramos em uma parte bem conhecida da história. Isso se deve ao recente ganhador do Oscar, o filme &#8220;The King&#8217;s Speech&#8221;.</p>
<p style="text-align: justify;">O Rei Edward VIII começou o seu reinado no dia 20/01/1936. Filho mais velho do Rei George V e da Rainha Maria de Teck do Reino de Württemberg, Edward VIII abdicou menos de 11 meses após ter assumido o trono. O motivo? <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Wallis_Simpson" target="_blank">Wallis Simpson</a>. O segundo na linha de sucessão era seu irmão Albert Frederick Arthur George que ao assumir o trono passou a ser o Rei George VI. Para os que não assistiram ao filme &#8220;The King&#8217;s Speech&#8221;: o Rei George VI era casado com Elizabeth Bowes-Lyon que foi investida como rainha com a <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ordem_da_Jarreteira" target="_blank">Ordem da Jarretaria</a>. Como foi contado no cinema, durante sua infância ele sofria de problemas emocionais acabando por desenvolver uma gagueira. O Rei George VI teve 2 filhas com Elizabeth, sendo uma delas a atual rainha da Inglaterra.</p>
<p style="text-align: justify;">Quando a atual Rainha Elizabeth II nasceu, seu pai era o Duque de York e por ser neta do soberano (George V) tornou-se a Princesa da Grã-Bretanha, recebendo o tratamento de Sua Alteza Real. Aos 13 apaixonou-se pelo seu atual marido, o já citado Príncipe Philippos. Aos 21 anos casou-se e um ano depois ela deu à luz o Príncipe Charles. Outros três filhos vieram depois: Anne, Andrew e Edward. Elizabeth foi coroada no dia 06/02/1952, após a morte de seu pai. Nós presenciamos algumas coisas que aconteceram durante a vida da rainha, como a crise no casamento de Diana e Charles, a morte de sua mãe e irmã em 2002 (justo no ano do Jubileu de Ouro) e a morte de Diana.</p>
<p style="text-align: justify;">Elizabeth II ainda está viva, mas não deixa-se de comentar sobre o seu sucessor. Charles é o herdeiro aparente&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">Herdeiro aparente: <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Herdeiro_aparente" target="_blank">&#8220;é um termo usado para referir-se ao herdeiro ao trono de um país&#8230;&#8221;</a><br />
Herdeiro presuntivo: <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Herdeiro_presuntivo" target="_blank">&#8220;é a pessoa provisoriamente tida como herdeira de um trono, mas que pode perder tal posição com o nascimento de um herdeiro aparente ou de um novo herdeiro presuntivo com mais direito ao trono.&#8221;</a></p>
<p style="text-align: justify;">&#8230;e apesar de ter se casado pela segunda vez com uma mulher divorciada, o príncipe não está moralmente impedido de subir ao trono. Ele é considerado como viúvo pela Igreja Anglicana. Se isso irá acontecer, nós teremos que esperar para ver.</p>
<p style="text-align: justify;">O Príncipe William é o segundo na linha de sucessão. Ao escolher Kate Middleton como sua esposa, o príncipe quebrou um pouco do conservadorismo de sua família. Kate será a segunda plebéia a entrar para a árvore genealógica da Família Real Britânica.</p>
<p style="text-align: justify;">Uma bagunça, não?</p>
<p style="text-align: justify;">Para facilitar:</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.not1.com.br/wp-content/uploads/2011/04/familia-real-britanica-arvore-genealogica.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-2568" style="border: 0pt none;" title="familia-real-britanica-arvore-genealogica" src="http://www.tecnosapiens.com.br/home/wp-content/uploads/2011/04/familia-real-britanica-arvore-genealogica.jpg" alt="" width="446" height="720" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Ao longo dos anos, muitos filmes foram baseados na vida desses monarcas e de seus familiares, abaixo está uma relação de alguns deles:</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.imdb.com/title/tt0064030/" target="_blank">Anne of the Thousand Days</a><br />
<a href="http://www.imdb.com/title/tt0060665/" target="_blank">A Man for All Seasons</a><br />
<a href="http://www.imdb.com/title/tt0070170/" target="_blank">The Six Wives of Henry VIII</a><br />
<a href="http://www.imdb.com/title/tt0467200/" target="_blank">The Other Boleyn Girl</a><br />
<a href="http://www.imdb.com/title/tt0067402/" target="_blank">Mary Queen of Scots</a><br />
<a href="http://www.imdb.com/title/tt0091374/" target="_blank">Lady Jane</a><br />
<a href="http://www.imdb.com/title/tt0414055/" target="_blank">Elizabeth I: The Golden Age</a><br />
<a href="http://www.imdb.com/title/tt0127536/" target="_blank">Elizabeth</a><br />
<a href="http://www.imdb.com/title/tt0110428/" target="_blank">The Madness of King George</a><br />
<a href="http://www.imdb.com/title/tt0962736/" target="_blank">The Young Victoria</a><br />
<a href="http://www.imdb.com/title/tt1504320/" target="_blank">The King&#8217;s Speech</a><br />
<a href="http://www.imdb.com/title/tt0436697/" target="_blank">The Queen</a></p>
<p style="text-align: justify;">Recomendações de leitura:<br />
<a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?isbn=8501056707&amp;sid=8766912021342965093242339" target="_blank">&#8220;Rainha Vitória&#8221; de Lytton Strachey</a><br />
<a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?isbn=9788503011044&amp;sid=8766912021342965093242339" target="_blank">&#8220;O Discurso do Rei&#8221; de Mark Logue e Peter Conradi</a><br />
<a href="http://veja.abril.com.br/revistas/" target="_blank">Revista Veja &#8211; Especial Realeza (27/04/2011)</a></p>
<p style="text-align: justify;">Eu avisei que o post não era sobre o casamento real que começa às 6h (horário de Brasília) e pode ser acompanhado pelo <a href="http://www.youtube.com/theroyalchannel" target="_blank">Canal Real no Youtube</a>.</p>
<p style="text-align: justify;">Pesquisa: <a href="http://www.britroyals.com/index.htm">www.britroyals.com</a></p>
<p><a class="a2a_dd a2a_target addtoany_share_save" href="http://www.addtoany.com/share_save#url=http%3A%2F%2Fwww.tecnosapiens.com.br%2F2011%2F04%2Fsua-alteza-real%2F&amp;title=Sua%20Alteza%20Real" id="wpa2a_14"><img src="http://www.tecnosapiens.com.br/home/wp-content/plugins/add-to-any/share_save_171_16.png" width="171" height="16" alt="Share"/></a></p>]]></content:encoded>
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		<title>Os extremos do bem e do mal</title>
		<link>http://www.tecnosapiens.com.br/2011/02/os-extremos-do-bem-e-do-mal/</link>
		<comments>http://www.tecnosapiens.com.br/2011/02/os-extremos-do-bem-e-do-mal/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 20 Feb 2011 20:38:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tati de Alencar</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Marcus Tullius Cicero]]></category>
		<category><![CDATA[Richard McClintock]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.tecnosapiens.com.br/?p=2422</guid>
		<description><![CDATA[Como toda boa história, ela deve ser contada do começo (ou não). Marcus Tullius Cicero, ou apenas Cícero, nascido em Arpino (uma comuna italiana da região de Lácio, província de Frosinone) em 106 a.C., durante sua vida se sentiu envergonhado por não ser Romano, mesmo tendo se tornado um grande mestre de retórica e composição [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<img style='float: left; margin-right: 10px; border: none;' src='http://www.gravatar.com/avatar.php?gravatar_id=734160ee712323b2bac6c77ed9426777&amp;default=http://www.tecnosapiens.com.br/images/defgravatar.gif' alt='No Gravatar' width=60 height=60/><p style="text-align: justify;">Como toda boa história, ela deve ser contada do começo (ou não).</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/4/4f/The_Young_Cicero_Reading.jpg"><img class="size-medium wp-image-2423 alignright" style="border: 0pt none;" src="http://www.tecnosapiens.com.br/home/wp-content/uploads/2011/02/The_Young_Cicero_Reading-300x227.jpg" alt="" width="262" height="198" /></a>Marcus Tullius Cicero, ou apenas Cícero, nascido em <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Arpino" target="_blank">Arpino</a> (uma comuna italiana da região de Lácio, província de Frosinone) em 106 a.C., durante sua vida se sentiu envergonhado por não ser Romano, mesmo tendo se tornado um grande mestre de retórica e composição Latina.</p>
<p style="text-align: justify;">Cícero foi um linguista, tradutor, filósofo, um orador impressionante e um advogado de sucesso. Porém, sua carreira como estadista foi marcada por inconsistências e uma tendência para mudar a sua posição em resposta a mudanças no clima político, ele era propenso a reagir de modo exagerado sempre que havia mudanças políticas e privadas. Hoje em dia Cícero é apreciado principalmente pelo seu humanismo e trabalhos filosóficos e políticos. A sua correspondência introduziu a arte de cartas refinadas à cultura Europeia.  (fonte: <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Cicero" target="_blank">http://pt.wikipedia.org/wiki/Cicero</a>).</p>
<p style="text-align: justify;">Cícero é o autor de <em>De finibus bonorum et malorum </em>(<strong>Os extremos do bem e do mal</strong>)<em>, </em>obra escrita durante o verão de 45 a.C., composta de 5 livros e dedicada a Marcus Junius Brutus. Nos livros, Cícero explica as visões filosóficas do epicurismo, estoicismo e do platonismo de Antíoco de Ascalon, sendo sua obra filosófica mais extensa. (<a href="http://en.wikipedia.org/wiki/De_finibus_bonorum_et_malorum" target="_blank">fonte: http://en.wikipedia.org/wiki/De_finibus_bonorum_et_malorum</a>)</p>
<p style="text-align: justify;">Avançando um pouco no tempo&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-2422"></span>Na década de sessenta, Richard McClintock, um professor de Latim na Hampden-Sydney College na Virgínia, pesquisava na literatura clássica por ocorrências do raro termo <em>consectetur</em> que faz parte do Lorem Ipsum (que falaremos logo em breve). Richard descobriu que o Lorem Ipsum vem das seções 1.10.32 e 1.10.33 do <em>De Finibus Bonorum et Malorum</em>. (fonte: <a href="http://it.wikipedia.org/wiki/Lorem_ipsum" target="_blank">http://it.wikipedia.org/wiki/Lorem_ipsum</a>)</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://1.bp.blogspot.com/_64tRxWJelW8/R348JMhMIXI/AAAAAAAABbk/HzC6Ap8tLT0/s1600-h/lorem.png"><img class="alignleft size-medium wp-image-2431" style="border: 0pt none;" src="http://www.tecnosapiens.com.br/home/wp-content/uploads/2011/02/lorem-300x180.png" alt="" width="300" height="180" /></a>O Lorem Ipsum. Lorem Ipsum, ou sua forma abreviada, Lipsum, é &#8220;um texto utilizado para preencher o espaço de texto em publicações (jornais, revistas, e websites), com a finalidade de verificar o lay-out, tipografia e formatação antes de utilizar conteúdo real. Muitas vezes este texto também é utilizado em catálogos de tipografia para demonstrar textos e títulos escritos com as fontes.&#8221; (fonte: <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Lorem_ipsum" target="_blank">http://pt.wikipedia.org/wiki/Lorem_ipsum</a>)</p>
<p style="text-align: justify;">Abaixo, a passagem Lorem Ipsum padrão utilizada desde o ano de 1500:</p>
<blockquote><p>&#8220;Lorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipisicing elit, sed do eiusmod tempor incididunt ut labore et dolore magna aliqua. Ut enim ad minim veniam, quis nostrud exercitation ullamco laboris nisi ut aliquip ex ea commodo consequat. Duis aute irure dolor in reprehenderit in voluptate velit esse cillum dolore eu fugiat nulla pariatur. Excepteur sint occaecat cupidatat non proident, sunt in culpa qui officia deserunt mollit anim id est laborum.&#8221;</p></blockquote>
<p style="text-align: justify;">Agora, seguem as seções 1.10.32 e 1.10.33 do <em>De Finibus Bonorum et Malorum</em> e suas respectivas traduções de 1914 em inglês por H. Rackham.</p>
<p style="text-align: justify;">Seção 1.10.32 do <em>De Finibus Bonorum et Malorum</em>:</p>
<blockquote><p>&#8220;Sed ut perspiciatis unde omnis iste natus error sit voluptatem accusantium doloremque laudantium, totam rem aperiam, eaque ipsa quae ab illo inventore veritatis et quasi architecto beatae vitae dicta sunt explicabo. Nemo enim ipsam voluptatem quia voluptas sit aspernatur aut odit aut fugit, sed quia consequuntur magni dolores eos qui ratione voluptatem sequi nesciunt. Neque porro quisquam est, qui dolorem ipsum quia dolor sit amet, consectetur, adipisci velit, sed quia non numquam eius modi tempora incidunt ut labore et dolore magnam aliquam quaerat voluptatem. Ut enim ad minima veniam, quis nostrum exercitationem ullam corporis suscipit laboriosam, nisi ut aliquid ex ea commodi consequatur? Quis autem vel eum iure reprehenderit qui in ea voluptate velit esse quam nihil molestiae consequatur, vel illum qui dolorem eum fugiat quo voluptas nulla pariatur?&#8221;</p></blockquote>
<p style="text-align: justify;">Tradução:</p>
<blockquote><p>&#8220;But I must explain to you how all this mistaken idea of denouncing pleasure and praising pain was born and I will give you a complete account of the system, and expound the actual teachings of the great explorer of the truth, the master-builder of human happiness. No one rejects, dislikes, or avoids pleasure itself, because it is pleasure, but because those who do not know how to pursue pleasure rationally encounter consequences that are extremely painful. Nor again is there anyone who loves or pursues or desires to obtain pain of itself, because it is pain, but because occasionally circumstances occur in which toil and pain can procure him some great pleasure. To take a trivial example, which of us ever undertakes laborious physical exercise, except to obtain some advantage from it? But who has any right to find fault with a man who chooses to enjoy a pleasure that has no annoying consequences, or one who avoids a pain that produces no resultant pleasure?&#8221;</p></blockquote>
<p style="text-align: justify;">Seção 1.10.33 do <em>De Finibus Bonorum et Malorum</em>:</p>
<blockquote><p>&#8220;At vero eos et accusamus et iusto odio dignissimos ducimus qui blanditiis praesentium voluptatum deleniti atque corrupti quos dolores et quas molestias excepturi sint occaecati cupiditate non provident, similique sunt in culpa qui officia deserunt mollitia animi, id est laborum et dolorum fuga. Et harum quidem rerum facilis est et expedita distinctio. Nam libero tempore, cum soluta nobis est eligendi optio cumque nihil impedit quo minus id quod maxime placeat facere possimus, omnis voluptas assumenda est, omnis dolor repellendus. Temporibus autem quibusdam et aut officiis debitis aut rerum necessitatibus saepe eveniet ut et voluptates repudiandae sint et molestiae non recusandae. Itaque earum rerum hic tenetur a sapiente delectus, ut aut reiciendis voluptatibus maiores alias consequatur aut perferendis doloribus asperiores repellat.&#8221;</p></blockquote>
<p style="text-align: justify;">Tradução:</p>
<blockquote><p>&#8220;On the other hand, we denounce with righteous indignation and dislike men who are so beguiled and demoralized by the charms of pleasure of the moment, so blinded by desire, that they cannot foresee the pain and trouble that are bound to ensue; and equal blame belongs to those who fail in their duty through weakness of will, which is the same as saying through shrinking from toil and pain. These cases are perfectly simple and easy to distinguish. In a free hour, when our power of choice is untrammelled and when nothing prevents our being able to do what we like best, every pleasure is to be welcomed and every pain avoided. But in certain circumstances and owing to the claims of duty or the obligations of business it will frequently occur that pleasures have to be repudiated and annoyances accepted. The wise man therefore always holds in these matters to this principle of selection: he rejects pleasures to secure other greater pleasures, or else he endures pains to avoid worse pains.&#8221;</p></blockquote>
<p style="text-align: justify;">Eu gostaria muito de colocar uma tradução em português, mas nem meu inglês, nem meu latim andam bem (tsc tsc tsc). Mas, para os que tiverem o latim afiado, <a href="http://www.lorem-ipsum.info/de-finibus" target="_blank">aqui</a> você encontra um trecho maior do <em>De Finibus Bonorum et Malorum.</em></p>
<p style="text-align: justify;">No dia-a-dia fazemos uso de recursos e muitas vezes não sabemos nada sobre sua origem. Pesquisar sobre eles pode nos levar a lugares e épocas distantes. Passamos a conhecer pessoas, o papel que elas desempenharam na sociedade e o legado que nos deixaram.</p>
<p style="text-align: justify;">Cícero escreveu um conjunto de livros que compõem a obra <em>De Finibus Bonorum et Malorum</em> e 2000 anos depois, trechos dessa obra são usados para um propósito que seu autor não imaginaria.</p>
<p style="text-align: justify;">Ao invés de apenas usarem o Lorem Ipsum em seus trabalhos, fica a sugestão de conhecer o que Cícero tem a nos mostrar sobre as visões filosóficas do epicurismo, estoicismo e do platonismo de Antíoco de Ascalon.</p>
<p style="text-align: justify;">Outras fontes: <a href="http://www.lipsum.com/" target="_blank">http://www.lipsum.com/</a></p>
<p><a class="a2a_dd a2a_target addtoany_share_save" href="http://www.addtoany.com/share_save#url=http%3A%2F%2Fwww.tecnosapiens.com.br%2F2011%2F02%2Fos-extremos-do-bem-e-do-mal%2F&amp;title=Os%20extremos%20do%20bem%20e%20do%20mal" id="wpa2a_16"><img src="http://www.tecnosapiens.com.br/home/wp-content/plugins/add-to-any/share_save_171_16.png" width="171" height="16" alt="Share"/></a></p>]]></content:encoded>
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		<title>A tão falada ética&#8230;</title>
		<link>http://www.tecnosapiens.com.br/2010/10/a-tao-falada-etica-3/</link>
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		<pubDate>Mon, 11 Oct 2010 05:31:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tati de Alencar</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Internet]]></category>
		<category><![CDATA[Sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[computação]]></category>
		<category><![CDATA[ética]]></category>
		<category><![CDATA[moral]]></category>
		<category><![CDATA[redes sociais]]></category>

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		<description><![CDATA[A ética está na boca do povo. Está na moda falar sobre ética, assim como está na moda ser ecologicamente correto, ser sustentável, etc. O problema é que falta base moral às pessoas. Seria a moral uma sombra da ética? Talvez. Não existe ética se não existe moral, e vice-versa. A ética constitui-se de um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<img style='float: left; margin-right: 10px; border: none;' src='http://www.gravatar.com/avatar.php?gravatar_id=734160ee712323b2bac6c77ed9426777&amp;default=http://www.tecnosapiens.com.br/images/defgravatar.gif' alt='No Gravatar' width=60 height=60/><p style="text-align: justify;">A ética está na boca do povo. Está na moda falar sobre ética, assim como está na moda ser ecologicamente correto, ser sustentável, etc. O problema é que falta base moral às pessoas.</p>
<p style="text-align: justify;">Seria a moral uma sombra da ética? Talvez. Não existe ética se não existe moral, e vice-versa. A ética constitui-se de um sistema de valores morais de um grupo em determinada época e a moral é o que esse determinado grupo considera como sendo ético. Logo, ambas andam de mãos dadas.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-2404"></span>Alguns dilemas éticos atuais envolvem questões de privacidade e direitos autorais. A vida das pessoas está exposta na internet, podemos saber o que ela faz durante o dia, onde ela está (com a localização precisa), qual é a sua rotina. Até onde isto é “cool”? Eu mesma ainda não consegui mensurar o problema que isso pode me trazer. Eu sigo o fluxo, caminho junto aos demais. Mas nem sempre as informações são divulgadas pela própria pessoa. Várias pessoas, por exemplo, já tiveram seu perfil no Orkut clonado e foram difamadas. Este “crime” está previsto no Código Penal? Como a ética, na verdade, a falta dela deve ser julgada?</p>
<p style="text-align: justify;">Discute-se muito hoje em dia a questão dos direitos autorais. Esta discussão faz parte de campanhas políticas, de fóruns e conferências. Mas creio que ela nunca terá fim, é difícil chegar a um consenso sobre esse assunto. Não há como conciliar o pensamento do produtor com o do consumidor. E a pirataria continua. Será que existe um errado nessa questão? Acho que não. Quem produz tem o direito de cobrar por aquilo que produziu, pelas horas dispendidas, pelo intelecto aplicado para a produção e porque aquele produto é seu. Eu, como consumidor, tenho o direito de achar que o preço cobrado por tal produto é abusivo. Não estou certo em querer tal produto de graça, isso não. E então, como fica? Com o atual acesso “simplificado” às coisas, como músicas e filmes, creio que o lucro de seus donos diminuiu. Isso deveria levá-los a refletir sobre o assunto (muitos já o fizeram). Bandas como O Teatro Mágico disponibilizam suas músicas para download. Isso além de desincentivar a pirataria cria uma boa imagem da banda. Se eu sei que as pessoas vão baixar minhas músicas sem autorização, porque não disponibilizá-las e pensar em outras formas de se ganhar dinheiro?</p>
<p style="text-align: justify;">Sobre o uso consciente (seria essa a palavra adequada?) da tecnologia, vejamos o caso da declaração de imposto de renda. A tecnologia utilizada não é das mais complexas, mas a falta de conhecimento das pessoas leva alguns a tirar proveito da situação. Outros problemas relacionados ao uso da tecnologia envolvem questões jurídicas e de segurança. Além de algumas ações serem anti-éticas, são passíveis de punição. Por exemplo, o Código Penal prevê nos artigos 113-A e 113-B pena – reclusão aos que efetuarem modificação ou alteração não autorizada de sistema de informações. Outra questão envolve o uso do conhecimento para praticar ações ilícitas, como fazer um programa que possibilite a sonegação de impostos.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.tecnosapiens.com.br/home/wp-content/uploads/2010/10/Esperanca2.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-2411" title="esperança" src="http://www.tecnosapiens.com.br/home/wp-content/uploads/2010/10/Esperanca2-292x300.jpg" alt="" width="292" height="300" /></a> Aparentemente, o mundo está perdido e parece que nossos esforços são em vão. Mas enquanto escrevia esse texto eu estava ouvindo a trilha do filme O Caçador de Pipas e me lembrei de uma frase que está tanto no livro quanto no filme: &#8220;(&#8230;) Sonho que flores de lawla florescem novamente pelas ruas de Cabul, que a música do rubab volta a tocar nas casas de chá e as pipas voam outra vez pelo céu. (&#8230;)&#8221;. O personagem que a escreveu sofreu com a invasão soviética ao Afeganistão e foi morto pelo Regime Talibã. Então ela me fez concluir que devemos ter esperança. Quem sabe a plenitude ética não seja um dia alcançada.</p>
<p><a class="a2a_dd a2a_target addtoany_share_save" href="http://www.addtoany.com/share_save#url=http%3A%2F%2Fwww.tecnosapiens.com.br%2F2010%2F10%2Fa-tao-falada-etica-3%2F&amp;title=A%20t%C3%A3o%20falada%20%C3%A9tica%26%238230%3B" id="wpa2a_18"><img src="http://www.tecnosapiens.com.br/home/wp-content/plugins/add-to-any/share_save_171_16.png" width="171" height="16" alt="Share"/></a></p>]]></content:encoded>
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		<title>Sustenta o quê?</title>
		<link>http://www.tecnosapiens.com.br/2010/08/sustenta-o-que/</link>
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		<pubDate>Tue, 03 Aug 2010 18:19:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tati de Alencar</dc:creator>
				<category><![CDATA[Meio-ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Sustentabilidade]]></category>
		<category><![CDATA[sustentável]]></category>

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		<description><![CDATA[Sustentabilidade &#8211; quando as pessoas ouvem essa palavra logo lhes ocorre que o assunto é: salvar o meio ambiente. Claro que um dos nichos da sustentabilidade é o ambiental, a preocupação em procurar formas para se economizar energia, diminuir a liberação de metais pesados no meio ambiente, etc. Mas essa palavra vai muito além e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<img style='float: left; margin-right: 10px; border: none;' src='http://www.gravatar.com/avatar.php?gravatar_id=734160ee712323b2bac6c77ed9426777&amp;default=http://www.tecnosapiens.com.br/images/defgravatar.gif' alt='No Gravatar' width=60 height=60/><p style="text-align: justify;"><strong>Sustentabilidade</strong> &#8211; quando as pessoas ouvem essa palavra logo lhes ocorre que o assunto é: salvar o meio ambiente. Claro que um dos nichos da sustentabilidade é o ambiental, a preocupação em procurar formas para se economizar energia, diminuir a liberação de metais pesados no meio ambiente, etc. Mas essa palavra vai muito além e está também em um contexto econômico, social e cultural.<br />
Mas algo que deve vir antes de se compreender como a sustentabilidade está relacionada a essas áreas é entender o que significa ser sustentável.</p>
<div id="_mcePaste" style="text-align: justify;">
<div style="text-align: justify;"><span id="more-2365"></span></div>
<p style="text-align: justify;">Pela definição, sustentável é &#8220;aquilo que pode ser mantido ao longo do tempo&#8221;. Logo, ser sustentável é pensar e agir de forma que torne possível que as coisas sejam mantidas ao longo do tempo. Pensando nessa definição, podemos compreender como tem-se buscado alcançar uma sociedade sustentável.<br />
Apenas para conhecimento, estima-se que 45 milhões de pessoas passam fome no Brasil e esse número sobe para mais de 1 bilhão em todo o mundo. A FAO (Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura) estima que a produção de alimentos terá que crescer 70% até 2050, ano em que a população mundial poderá estar acrescida de 2,3 bilhões de pessoas. E apesar de 71% da superfície do planeta ser ocupada por água, apenas 0,63% desse total é água doce. São informações como essas que levam as pessoas a pensar em sustentabilidade.<br />
O pioneiro do eco-desenvolvimento, Ignacy Sachs caracterizou cinco categorias interligadas de sustentabilidade, a saber:</p>
<ul style="text-align: justify;">
<li><em>Sustentabilidade social</em>: construir uma sociedade (civilização) do ser, em que exista maior equidade na distribuição do ter;</li>
<li><em>Sustentabilidade econômica</em>: assegurar a geração de renda e sua distribuição equitativa (benefícios financeiros a nível macros-social);</li>
<li><em>Sustentabilidade ecológica</em>: respeitar os limites de capacidade de carga dos ecossistemas e agrossistemas; promover a conservação da biodiversidade;</li>
<li><em>Sustentabilidade espacial</em>: voltada para um equilíbrio urbano-rural, com melhor distribuição dos assentamentos humanos, suas atividades econômicas e das áreas de conservação e de proteção;</li>
<li><em>Sustentabilidade cultural</em>: voltada para a manutenção dos valores culturas diferenciados das comunidades humanas.</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;">Podemos incluir nessa lista a <em>sustentabilidade política</em> que “privilegia a negociação da diversidade de interesses envolvidos em questões fundamentais desde o âmbito local ao global”. (Fonte: <a href="http://www.itu.com.br/colunistas/artigo.asp?cod_conteudo=18773" target="_blank">http://www.itu.com.br/colunistas/artigo.asp?cod_conteudo=18773</a>).</p>
<p style="text-align: justify;">Mas, para que esse papo todo sobre sustentabilidade? Afinal, esse já não é um assunto saturado? Como disse a princípio, as pessoas usam essa palavra para se referir a preservação ambiental e muitos a usam vulgarmente quando na verdade não fazem a menor ideia do que se trata. O que está faltando é a consciência sustentável. Como muitos sabem, está na moda ser uma pessoa ecologicamente correta, muitos sentem-se vangloriados por falarem que economizam água, que fazem coleta seletiva do lixo, etc., como se estivessem desfilando uma roupa nova, usando um novo batom ou exibindo o novo carro. Não estou dizendo que as pessoas devem usar apenas roupas feitas de materias reciclados, devam carregar seus próprios utensílios ao irem em um <em>fast-food</em> ou que devam morar ao ar-livre (não que esses estilos de vida sejam errados, de forma alguma). Mas pensar de forma sustentável está relacionado a pensar no próximo, pensar em que herança queremos deixar para as futuras gerações. Que tipo de planeta nossos tataranetos encontrarão? Encontrarão um mundo sem diferenças socioeconomicas (isso é quase impossível de acontecer, apesar de desejável)?, terão água potável para beber? Terão um pedaço de terra para construir (não me refiro aqui a questão econômica, mas a de realmente existir um pedaço de terra não ocupado)? Que valores terá a sociedade daqui a 100 anos?<br />
Pensar nessas coisas é ter uma consciência sustentável, é ‘pensar de forma que torne possível que as coisas sejam mantidas ao longo do tempo’. Após adquirirmos essa consciência podemos começar a agir, porque estaremos agindo com o propósito correto.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.tecnosapiens.com.br/home/wp-content/uploads/2010/08/marca_planeta.jpeg"><img class="size-full wp-image-2367    aligncenter" title="marca_planeta" src="http://www.tecnosapiens.com.br/home/wp-content/uploads/2010/08/marca_planeta.jpeg" alt="" width="276" height="292" /></a></p>
</div>
<p><a class="a2a_dd a2a_target addtoany_share_save" href="http://www.addtoany.com/share_save#url=http%3A%2F%2Fwww.tecnosapiens.com.br%2F2010%2F08%2Fsustenta-o-que%2F&amp;title=Sustenta%20o%20qu%C3%AA%3F" id="wpa2a_20"><img src="http://www.tecnosapiens.com.br/home/wp-content/plugins/add-to-any/share_save_171_16.png" width="171" height="16" alt="Share"/></a></p>]]></content:encoded>
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