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	<title>TecnoSapiens &#187; Combustíveis</title>
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	<description>De pedras lascadas a mentes afiadas</description>
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		<title>O biodiesel e sua matéria-prima</title>
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		<pubDate>Fri, 21 May 2010 02:30:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Weslley</dc:creator>
				<category><![CDATA[Biocombustíveis]]></category>
		<category><![CDATA[Biodiesel]]></category>
		<category><![CDATA[Combustíveis]]></category>
		<category><![CDATA[Meio-ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Tecnologia de ponta]]></category>

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		<description><![CDATA[De uma maneira geral, o biodiesel pode ser produzido a partir de qualquer tipo de óleo vegetal, mas nem todo óleo vegetal pode ou deve ser utilizado como matéria-prima para a produção de biodiesel. Portanto, a viabilidade de cada matéria-prima dependerá de suas respectivas competitividades técnica, econômica e sócio-ambiental, e inclusive importantes aspectos agronômicos, tais [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<img style='float: left; margin-right: 10px; border: none;' src='http://www.gravatar.com/avatar.php?gravatar_id=4b903347bb118f717470fb592a2bdf0d&amp;default=http://www.tecnosapiens.com.br/images/defgravatar.gif' alt='No Gravatar' width=60 height=60/><p style="text-align: justify;">De uma maneira geral, o biodiesel pode ser produzido a partir de qualquer tipo de óleo vegetal, mas nem todo óleo vegetal pode ou deve ser utilizado como matéria-prima para a produção de biodiesel. Portanto, a viabilidade de cada matéria-prima dependerá de suas respectivas competitividades técnica, econômica e sócio-ambiental, e inclusive importantes aspectos agronômicos, tais como: (a) o teor de óleos vegetais; (b) a produtividade por unidade de área; (c) o equilíbrio agronômico e demais aspectos relacionados com o ciclo de vida da planta; (d) a atenção a diferentes sistemas produtivos; (e) o ciclo da planta (sazonalidade); e (f) sua adaptação territorial, atendendo a diferentes condições edafoclimáticas.</p>
<div id="_mcePaste" style="text-align: justify;">
<div><span id="more-2338"></span></div>
<div id="_mcePaste">O óleo de soja é hoje a principal matéria-prima usada na produção de biodiesel. No entanto, há várias outras oleaginosas que poderão ser empregadas para a produção do biodiesel que se encontram em fase de avaliação e desenvolvimento de suas cadeias produtivas. Na região norte, por exemplo, dendê, babaçu e outras palmáceas; na região nordeste, babaçu, mamona, dendê, algodão, pinhão-manso e côco; na região centro-oeste, pinhão-manso, mamona, algodão, girassol, macaúba e gordura animal; na região sul, colza, pinhão-manso, girassol e algodão; e na região sudeste, pinhão-manso, macaúba, mamona, algodão e girassol.</div>
<div id="_mcePaste">Apesar de muitas vantagens na utilização do biodiesel, há dois graves problemas do ponto de vista de produção de óleos vegetais que poderão retardar ou dificultar o uso de derivados de óleos vegetais como combustível. O primeiro problema é em relação à produtividade de óleo das espécies cultivadas. Atualmente, as principais fontes de óleos vegetais para biodiesel são: a soja, mamona, girassol, algodão, amendoim, que produzem cerca de 1 tonelada de óleo por hectare por ano (1 Ton/ha/ano). Portanto, a produtividade desses vegetais não é economicamente e nem energeticamente sustentável e nem suficiente para atender a demanda futura do mercado. O dendê é a única cultura comercial disponível no país, que possui alta produtividade, com potencial de produção de mais de 5 Ton/ha/ano de óleo vegetal e balanço energético acima de 5. Entretanto, o dendê só é cultivado na região amazônica, devido a sua alta demanda hídrica.</div>
<div id="_mcePaste">O segundo problema é relativo à qualidade dos óleos vegetais disponíveis. Os óleos vegetais, citados anteriormente, possuem alta concentração de ácidos graxos poliinsaturados, indesejáveis para a utilização como combustível, devido à baixa estabilidade oxidativa e ao baixo número de cetano. Além disso, esses óleos vegetais induzem um maior depósito de carbono que os óleos com alto teor de ácidos graxos monoinsaturados ou saturados.</div>
<div id="_mcePaste">Por estes motivos, esses óleos não atendem às especificações das normas da ASTM e EN para o uso na produção de biodiesel. Por exemplo, o óleo de mamona possui alta concentração de ácido ricinoléico, cerca de 80%, o que torna o seu biodiesel muito viscoso, podendo levar a um rápido entupimento dos filtros de combustível e dos bicos injetores. As especificações para biodiesel no Brasil são menos restritivas que na Europa, permitindo então a produção do biodiesel com base em diversas matérias-primas. Essa flexibilização das especificações contribui não só para maior competitividade entre matérias-primas, mas também para a diversificação da produção em termos regionais.</div>
</div>
<p>Esse texto foi baseado no trabalho de mestrado de Daniela Toma, desenvolvido juntamente à Embrapa Instrumentação Agropecuária e ao Instituto de Química de São Carlos (USP), com o título &#8220;Análse da qualidade de óleos vegetais em sementes intactas por RMN de baixa resolução&#8221;.</p>
<p><a class="a2a_dd a2a_target addtoany_share_save" href="http://www.addtoany.com/share_save#url=http%3A%2F%2Fwww.tecnosapiens.com.br%2F2010%2F05%2Fo-biodiesel-e-sua-materia-prima%2F&amp;title=O%20biodiesel%20e%20sua%20mat%C3%A9ria-prima" id="wpa2a_2"><img src="http://www.tecnosapiens.com.br/home/wp-content/plugins/add-to-any/share_save_171_16.png" width="171" height="16" alt="Share"/></a></p>]]></content:encoded>
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		<title>A produção de biodiesel</title>
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		<pubDate>Mon, 05 Apr 2010 02:12:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Weslley</dc:creator>
				<category><![CDATA[Biocombustíveis]]></category>
		<category><![CDATA[Biodiesel]]></category>
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		<category><![CDATA[Meio-ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[combustíveis alternativos]]></category>
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		<description><![CDATA[O biodiesel, monoalquil-éster de ácidos graxos, é um combustível biodegradável, derivado de fontes renováveis, provenientes de óleo vegetal ou de gordura animal. Pode ser utilizado integralmente ou em variáveis proporções com o diesel, em motores do ciclo a diesel, sem a necessidade de onerosas adaptações. No Brasil, a Lei 11.097/05 define biodiesel como &#8220;biocombustível derivado [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<img style='float: left; margin-right: 10px; border: none;' src='http://www.gravatar.com/avatar.php?gravatar_id=4b903347bb118f717470fb592a2bdf0d&amp;default=http://www.tecnosapiens.com.br/images/defgravatar.gif' alt='No Gravatar' width=60 height=60/><p style="text-align: justify;">O biodiesel, monoalquil-éster de ácidos graxos, é um combustível biodegradável, derivado de fontes renováveis, provenientes de óleo vegetal ou de gordura animal. Pode ser utilizado integralmente ou em variáveis proporções com o diesel, em motores do ciclo a diesel, sem a necessidade de onerosas adaptações.</p>
<p style="text-align: justify;">No Brasil, a Lei 11.097/05 define biodiesel como &#8220;biocombustível derivado de biomassa renovável para uso em motores a combustão interna com ignição por compressão ou, conforme regulamento para geração de outro tipo de energia, que possa substituir parcial ou totalmente combustíveis de origem fóssil&#8221; .</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-2318"></span></p>
<p style="text-align: justify;">As especificações para biodiesel no Brasil são menos restritivas que na Europa, permitindo produção com base em diversas matérias-primas. Essa flexibilidade das especificações contribuiu não só para maior competitividade entre matérias-primas, mas também para a diversificação da produção em termos regionais.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Há três rotas tecnológicas que estão sendo estudadas para a substituição do óleo diesel por derivados de óleos vegetais:</p>
<ol>
<li>O uso do óleo vegetal <em>in natura</em>;</li>
<li>O craqueamento catalítico ou térmico refere-se ao processo químico provocado pela quebra de moléculas por aquecimento em altas temperaturas, formando uma mistura de compostos químicos com propriedades muito semelhantes às do diesel de petróleo;</li>
<li>A transesterificação, o processo mais utilizado mundialmente, consiste na reação química de triglicerídeos (óleos e gorduras vegetais ou animais) com álcoois (metanol ou etanol), na presença de um catalisador (ácido, básico ou enzimático, sendo os mais utilizados NaOH ou KOH), obtendo a glicerina e o éster (biodiesel).</li>
</ol>
<p style="text-align: justify;">A glicerina, subproduto da obtenção de biodiesel, é um produto de alto valor agregado quando utilizado na indústria farmacêutica, de cosméticos e alimentos e bebidas, entre outros. Pode ser utilizada como um combustível de baixa qualidade em caldeiras, em substituição ao óleo combustível. Porém, a sua queima exige controle de emissões de substâncias tóxicas como a acroleína, um poluente altamente tóxico.</p>
<p style="text-align: justify;">A experiência internacional indica uma tendência à adoção da transesterificação com a utilização do metanol (rota metílica). Uma rota alternativa desenvolvida no Brasil utiliza o etanol (rota etílica) na mistura, mas essa tecnologia ainda necessita de aperfeiçoamentos no processo produtivo em escala comercial. As principais diferenças entre essas duas rotas decorrem do fato de que o processo de transesterificação com etanol é mais lento e a separação das fases (glicerina-biodiesel-álcool) é mais complexa. Apesar de o etanol ser abundante no Brasil, renovável e de baixa toxicidade, o seu preço é superior ao do metanol. Esse último, por sua vez, é importado, não-renovável, tem grande toxicidade e menor poder de combustão.</p>
<h6><strong>Este texto foi baseado no trabalho de mestrado de Daniela Toma, desenvolvido juntamente à Embrapa Instrumentação Agropecuária e ao Instituto de Química de São Carlos (USP), com o título &#8220;Análise da qualidade de óleos vegetais em sementes intactas por RMN de baixa resolução&#8221;.</strong></h6>
<p><a class="a2a_dd a2a_target addtoany_share_save" href="http://www.addtoany.com/share_save#url=http%3A%2F%2Fwww.tecnosapiens.com.br%2F2010%2F04%2Fa-producao-de-biodiesel%2F&amp;title=A%20produ%C3%A7%C3%A3o%20de%20biodiesel" id="wpa2a_4"><img src="http://www.tecnosapiens.com.br/home/wp-content/plugins/add-to-any/share_save_171_16.png" width="171" height="16" alt="Share"/></a></p>]]></content:encoded>
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		<title>Panorama do biodiesel</title>
		<link>http://www.tecnosapiens.com.br/2010/03/panorama-do-biodiesel/</link>
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		<pubDate>Mon, 29 Mar 2010 23:12:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Weslley</dc:creator>
				<category><![CDATA[Biocombustíveis]]></category>
		<category><![CDATA[Biodiesel]]></category>
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		<category><![CDATA[Novidades]]></category>
		<category><![CDATA[combustíveis alternativos]]></category>
		<category><![CDATA[emissão de gases]]></category>

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		<description><![CDATA[A necessidade crescente de redução da emissão dos gases, responsáveis pelo aquecimento global e consequentemente pelo efeito estufa, juntamente com os altos preços do petróleo, estimularam o desenvolvimento de combustíveis renováveis, que reciclam o gás carbônico atmosférico via fotossíntese. O Protocolo de Kyoto foi desenvolvido durante o fórum ambiental Rio-92 e ratificado em Kyoto, por [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<img style='float: left; margin-right: 10px; border: none;' src='http://www.gravatar.com/avatar.php?gravatar_id=4b903347bb118f717470fb592a2bdf0d&amp;default=http://www.tecnosapiens.com.br/images/defgravatar.gif' alt='No Gravatar' width=60 height=60/><p>A necessidade crescente de redução da emissão dos gases, responsáveis pelo aquecimento global e consequentemente pelo efeito estufa, juntamente com os altos preços do petróleo, estimularam o desenvolvimento de combustíveis renováveis, que reciclam o gás carbônico atmosférico via fotossíntese.</p>
<p><span id="more-2310"></span></p>
<p>O Protocolo de Kyoto foi desenvolvido durante o fórum ambiental Rio-92 e ratificado em Kyoto, por mais de 140 países. Segundo esse protocolo, os países desenvolvidos que fazem parte do acordo se comprometem a reduzir até 2012 a emissão de gases de efeito estufa em pelo menos 5 %, de acordo com os níveis de 1990. Os Estados Unidos, o maior emissor de gases de efeito estufa do mundo (cerca de 36 % do total mundial), não ratificaram o acordo. Por isso, os países que ratificaram o protocolo estão buscando mobilizar a comunidade internacional para que promova uma ação conjunta com o objetivo de estabilizar a concentração dos gases causadores do efeito estufa e, assim, limitar a interferência antropogênica sobre o sistema climático global.</p>
<p>Como exemplo, o etanol já demonstrou sua eficiência e consequentemente a liderança mundial do Brasil na produção desse tipo de combustível renovável. Hoje o valor numérico do balanço energético (quantidade de energia produzida no total da energia gasta para a produção) do álcool é maior que oito. Porém, para o diesel, o combustível mais usado no país, principalmente em veículos de transporte de carga e passageiros e máquinas agrícolas, ainda há muita pesquisa e desenvolvimento a serem realizados até que se atinja um patamar tecnológico semelhante ao do álcool.</p>
<p>O biodiesel, ésteres metílicos de ácido graxo (FAME&#8217;s &#8211; <em>Fatty acid methyl esters</em>), obtido de sementes oleaginosas e gorduras, é atualmente considerado adequado para uso como combustível em motores à diesel, pois é ambientalmente seguro, não-tóxico e biodegradável.</p>
<p>O Brasil é o país que reúne o maior número de vantagens comparativas para liderar a agricultura de energia. A primeira vantagem é a perspectiva de incorporação de áreas à agricultura de energia, sem competição com a agricultura de alimentos, e com a minimização de impactos ambientais. O segundo aspecto a considerar é a possibilidade de múltiplos cultivos no decorrer do ano. Por situar-se, predominantemente, na faixa tropical e subtropical do planeta, o Brasil recebe intensa radiação solar ao longo do ano. Em decorrência de sua extensão e localização geográfica, o Brasil apresenta diversidade de clima, biodiversidade e detém um quarto das reservas superficiais de água doce.</p>
<p>Em curto prazo, a principal força propulsora do crescimento da demanda por agroenergia será a pressão social pela substituição de combustíveis fósseis. É considerado que a concentração de CO<sub>2</sub> atmosférico vem aumentando significativamente nos últimos anos, havendo então, a necessidade do controle das fontes emissoras de gases causadores do efeito estufa, como a queima de combustíveis fósseis, o principal responsável pela produção destes gases.</p>
<p>Vários estudos têm demonstrado que a substituição do diesel de petróleo por biodiesel reduziria a quantidade de CO<sub>2</sub> introduzida na atmosfera. A redução não se daria exatamente na proporção de 1:1, pois cada litro de biodiesel libera na atmosfera cerca de 15 % de CO<sub>2</sub> a mais que o diesel convencional. Todavia, diferentemente do combustível fóssil, o CO<sub>2</sub> proveniente do biodiesel é reciclado nas áreas agricultáveis, gerando novamente óleo vegetal para um novo ciclo de produção, proporcionando um balanço equilibrado entre a massa de carbono fixada e a massa presente na atmosfera. Portanto, a redução real no acúmulo de CO<sub>2</sub> na atmosfera será possível somente com a redução do uso de derivados do petróleo.</p>
<p>Para o biodiesel as emissões de monóxido e dióxido de carbono e material particulado são inferiores às do diesel convencional, se considerado o balanço energético, enquanto que os níveis de emissões de gases nitrogenados (NO<sub>x</sub>) são ligeiramente maiores para o biodiesel. Por outro lado, a ausência total de enxofre confere ao biodiesel uma grande vantagem, pois não há qualquer emissão dos gases sulfurados normalmente detectados no escape dos motores movidos a diesel.</p>
<p>A redução do teor de enxofre no diesel reduz a viscosidade do produto a níveis não compatíveis com a sua especificação, tornando-se necessária a incorporação de aditivos com poder lubrificante, como o biodiesel. A adição de biodiesel em níveis de até 5 % (B5) corrigirá esta deficiência viscosimétrica, que confere à mistura propriedades lubrificantes vantajosas para o motor.</p>
<p>O caráter renovável do biodiesel é devido ao fato de que as matérias-primas utilizadas para a sua produção serem oriundas de fontes renováveis, ao contrário dos derivados de petróleo. Uma exceção a essa regra diz respeito à utilização do metanol, derivado de petróleo, como agente transesterificante. Isso significa que a prática adotada no Brasil, isto é, a utilização do etanol, derivado de biomassa, torna o biodiesel um produto verdadeiramente renovável.</p>
<p>O Programa Nacional de Produção e Uso do Biodiesel (PNPB) foi lançado em dezembro de 2004. Depois de elaborado um marco regulatório, o BNDES criou o Programa de Apoio a Investimentos em Biodiesel, quando a mistura de 2 % de biodiesel no diesel ainda era voluntária. Admitia-se que a adição de 2 % de biodiesel não exigiria alterações nos motores movidos a diesel. Além disso, os motores que passarem a utilizar o biodiesel misturado ao diesel nessa proporção terão a garantia de fábrica. Em 13 de janeiro de 2005, foi sancionada a Lei 11.097, que introduziu o biodiesel na matriz energética, permitiu a mistura de 2 % de biodiesel no diesel e estipulou prazo de três anos para a mistura se tornar obrigatória. Em julho de 2008, tornou-se obrigatório o uso de 2 % de biodiesel. Em 2013, oito anos após a promulgação da lei, o percentual obrigatório de mistura será de 5 %.</p>
<h5>Este texto foi baseado no trabalho de mestrado de <strong>Daniela Toma</strong>, desenvolvido juntamente à Embrapa Instrumentação Agropecuária e ao Instituto de Química de São Carlos (USP), com o título &#8220;Análise da qualidade de óleos vegetais em sementes intactas por RMN de baixa resolução&#8221;.</h5>
<p><a class="a2a_dd a2a_target addtoany_share_save" href="http://www.addtoany.com/share_save#url=http%3A%2F%2Fwww.tecnosapiens.com.br%2F2010%2F03%2Fpanorama-do-biodiesel%2F&amp;title=Panorama%20do%20biodiesel" id="wpa2a_6"><img src="http://www.tecnosapiens.com.br/home/wp-content/plugins/add-to-any/share_save_171_16.png" width="171" height="16" alt="Share"/></a></p>]]></content:encoded>
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		<title>Carro Flex! Álcool ou Gasolina?</title>
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		<pubDate>Sat, 19 Sep 2009 00:51:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leandro Augusto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Bicombustível]]></category>
		<category><![CDATA[Combustíveis]]></category>
		<category><![CDATA[Flex]]></category>
		<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Matemática]]></category>

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		<description><![CDATA[Para quem possui um carro flex hoje em dia, isso aparentemente não é uma dúvida. Na maioria das vezes o preço do álcool é menor que o preço da gasolina. Mas será mesmo mais vantajoso o uso do álcool?  Após uma conversa com alguns amigos, percebi que grande maioria opta pelo álcool, justificando o seu uso pelo preço. O [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<img style='float: left; margin-right: 10px; border: none;' src='http://www.gravatar.com/avatar.php?gravatar_id=1289aa70c9db847f12ef6bd037a42d83&amp;default=http://www.tecnosapiens.com.br/images/defgravatar.gif' alt='No Gravatar' width=60 height=60/><p>Para quem possui um carro flex hoje em dia, isso aparentemente não é uma dúvida. Na maioria das vezes o preço do álcool é menor que o preço da gasolina. Mas será mesmo mais vantajoso o uso do álcool?  Após uma conversa com alguns amigos, percebi que grande maioria opta pelo álcool, justificando o seu uso pelo preço.</p>
<p>O fato do álcool em geral ser mais barato, não justifica o seu uso. Cada tipo de combustível possui um determinado rendimento. Vejamos como analisar. Um jeito fácil de resolver isso é</p>
<p><span id="more-1741"></span></p>
<p>usando porcentagens, uma vez que em <strong>média</strong> o rendimento de um litro de álcool corresponde a 70% do rendimento de um litro de gasolina, ou seja, um litro de álcool corresponde a 700 mL de gasolina. Então surge uma questão: será que o preço está nessa mesma proporção? A resposta é não, na verdade, em geral, essa proporção é menor ou maior. Vamos chamar de <img src="http://l.wordpress.com/latex.php?latex=P_a&#038;bg=B8F1FF&#038;fg=000000&#038;s=0" title="P_a" style="vertical-align:-20%;" class="tex" alt="P_a" /> e <img src="http://l.wordpress.com/latex.php?latex=P_g&#038;bg=B8F1FF&#038;fg=000000&#038;s=0" title="P_g" style="vertical-align:-20%;" class="tex" alt="P_g" />, preço do álcool e da gasolina, respectivamente. Vejamos:</p>
<ul>
<li>Se o <img src="http://l.wordpress.com/latex.php?latex=%5Cfrac%7BP_a%7D%7BP_g%7D&#038;bg=B8F1FF&#038;fg=000000&#038;s=0" title="\frac{P_a}{P_g}" style="vertical-align:-20%;" class="tex" alt="\frac{P_a}{P_g}" /> &gt; 0,7</li>
</ul>
<p>É mais <strong>vantajoso usar gasolina</strong>, pois neste caso o preço do álcool corresponde mais que 70% do que o preço da gasolina.</p>
<ul>
<li>Se o <img src="http://l.wordpress.com/latex.php?latex=%5Cfrac%7BP_a%7D%7BP_g%7D&#038;bg=B8F1FF&#038;fg=000000&#038;s=0" title="\frac{P_a}{P_g}" style="vertical-align:-20%;" class="tex" alt="\frac{P_a}{P_g}" /> = 0,7</li>
</ul>
<p><strong>Não importa qual combustível</strong>, os efeitos no seu bolso serão os mesmos.</p>
<ul>
<li>Se o <img src="http://l.wordpress.com/latex.php?latex=%5Cfrac%7BP_a%7D%7BP_g%7D&#038;bg=B8F1FF&#038;fg=000000&#038;s=0" title="\frac{P_a}{P_g}" style="vertical-align:-20%;" class="tex" alt="\frac{P_a}{P_g}" /> &lt; 0,7</li>
</ul>
<p>É mais <strong>vantajoso usar álcool</strong>, pois neste caso o preço do álcool corresponde menos que 70% do que o preço da gasolina.</p>
<p>Vejamos alguns exemplos:</p>
<ul>
<li>Álcool a R$ 1,12 o litro e gasolina a R$2,29, teríamos:     <img src="http://l.wordpress.com/latex.php?latex=%5Cfrac%7B1%2C12%7D%7B2%2C29%7D&#038;bg=B8F1FF&#038;fg=000000&#038;s=0" title="\frac{1,12}{2,29}" style="vertical-align:-20%;" class="tex" alt="\frac{1,12}{2,29}" /> = 0,48 &lt; 0,7</li>
</ul>
<p>Neste caso você deverá usar álcool.</p>
<ul>
<li>Álcool a R$ 1,45 o litro e gasolina a R$2,06, teríamos:     <img src="http://l.wordpress.com/latex.php?latex=%5Cfrac%7B1%2C45%7D%7B2%2C05%7D&#038;bg=B8F1FF&#038;fg=000000&#038;s=0" title="\frac{1,45}{2,05}" style="vertical-align:-20%;" class="tex" alt="\frac{1,45}{2,05}" /> = 0,71 &gt; 0,7</li>
</ul>
<p>Neste caso você deverá usar gasolina.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p>Viu? É bastante simples, não utilizamos nenhuma matemática mirabolante, agora corra para um posto de combustível e decida o futuro do seu bolso.</p>
<p><a class="a2a_dd a2a_target addtoany_share_save" href="http://www.addtoany.com/share_save#url=http%3A%2F%2Fwww.tecnosapiens.com.br%2F2009%2F09%2Fcarro-flex-alcool-ou-gasolina%2F&amp;title=Carro%20Flex%21%20%C3%81lcool%20ou%20Gasolina%3F" id="wpa2a_8"><img src="http://www.tecnosapiens.com.br/home/wp-content/plugins/add-to-any/share_save_171_16.png" width="171" height="16" alt="Share"/></a></p>]]></content:encoded>
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