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	<title>TecnoSapiens &#187; Homo sapiens</title>
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	<description>De pedras lascadas a mentes afiadas</description>
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		<title>Sobre o Tempo &#8211; 2ª Parte</title>
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		<pubDate>Fri, 28 Aug 2009 18:28:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diogo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[História]]></category>
		<category><![CDATA[Homo sapiens]]></category>
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		<description><![CDATA[Muito bem, pessoal, para completar o post que eu havia começado, estou publicando a segunda (e última) parte do texto. As questões colocadas são: quais são as idéias de tempo difundidas hoje em dia e como as novas rotinas e  tecnologias tem modificado nossas sensações e nossas relações com o tempo. Tempo moderno = &#8220;não-tempo&#8221;? [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<img style='float: left; margin-right: 10px; border: none;' src='http://www.gravatar.com/avatar.php?gravatar_id=69942bf6bb62432779a78f0691ae81ee&amp;default=http://www.tecnosapiens.com.br/images/defgravatar.gif' alt='No Gravatar' width=60 height=60/><p>Muito bem, pessoal, para completar o post que eu havia começado, estou publicando a segunda (e última) parte do texto. As questões colocadas são: quais são as idéias de tempo difundidas hoje em dia e como as novas rotinas e  tecnologias tem modificado nossas sensações e nossas relações com o tempo.</p>
<p><span id="more-1720"></span></p>
<p>Tempo moderno = &#8220;não-tempo&#8221;?</p>
<p>O que temos hoje? O ritmo de vida se manteve vinculado à produção, de certa forma, mas a afirmação e defesa do trabalho se expandem para outras funções e se amplia em relação às classes. Não é apenas o trabalhador ligado à produção de bens, mas também a pequena burguesia e elite, nas figuras do executivo, do gerente, do profissional liberal, etc.</p>
<p>A própria produção se modificou, o trabalho se modificou e as atenções começaram a se voltar para o consumo. As atividades de serviços se expandiram e criaram um valor econômico sem precedentes. O tempo “livre”, tão condenado no início da Revolução Industrial, se tornou um produto, produto a ser vendido e consumido. A defesa do trabalho se transforma na defesa do trabalho e do consumo.</p>
<p>Existe hoje uma condição até então inédita. Alguns elementos contribuem para tal. Primeiramente, a criação de rotinas de trabalho em horários cada vez menos síncronos entre si, a criação de rotinas de consumo para suprir as demandas desse trabalho e conseqüente criação de novas rotinas de trabalho para suprir esse consumo. Em grandes centros urbanos, encontram-se situações de rotinas invertidas em relação ao convencional e prestação de muitos serviços 24h.</p>
<p>Em segundo, temos um fenômeno que age no mesmo sentido, que tem atingido principalmente as classes mais ricas, mas se difunde pela sociedade em geral. Tratam-se das tecnologias de informação, principalmente aquelas ligadas à Internet. A informação e a comunicação não exigem mediações concretas com o Mundo, não exigem um tempo e um espaço necessários para obtê-las. O tempo é o instantâneo e ao mesmo tempo é o perene, não se ganha nem se perde nada com seu correr; a todo tempo, sem distinção de período, em quaisquer condições externas, é possível se relacionar com o Mundo e com as pessoas. É como um “não-tempo” e um “não-espaço”.</p>
<p>É possível ver as relações entre essas idéias de tempo, e é de se notar que apesar de em alguns casos, em que uma idéia tenta sobrepujar outra, estas se mantém paralelamente na sociedade e muitas vezes se mesclam. Talvez, mais importante que a existência desses vários “tempos” seja entender onde e em que época cada um destes se apresentem mais fortemente, fazendo recortes sociais, econômicos, étnicos e culturais, e buscar as razões para tal.</p>
<p><a class="a2a_dd a2a_target addtoany_share_save" href="http://www.addtoany.com/share_save#url=http%3A%2F%2Fwww.tecnosapiens.com.br%2F2009%2F08%2Fsobre-o-tempo-2%25c2%25aa-parte%2F&amp;title=Sobre%20o%20Tempo%20%26%238211%3B%202%C2%AA%20Parte" id="wpa2a_2"><img src="http://www.tecnosapiens.com.br/home/wp-content/plugins/add-to-any/share_save_171_16.png" width="171" height="16" alt="Share"/></a></p>]]></content:encoded>
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		<title>Sobre o Tempo &#8211; 1ª Parte</title>
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		<pubDate>Tue, 11 Aug 2009 04:38:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diogo</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Humanidade]]></category>
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		<description><![CDATA[Bom, esse post é baseado num trabalho feito para a disciplina &#8220;Estudos Sociais&#8221; do curso de Arquitetura e Urbanismo da USP São Carlos. As questões do tempo está intimamente relacionada com as discussões sobre tecnologia. O que é o desenvolvimento tecnológico se não uma maneira de tentar modificar a relação do &#8220;homem&#8221; com o seus [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<img style='float: left; margin-right: 10px; border: none;' src='http://www.gravatar.com/avatar.php?gravatar_id=69942bf6bb62432779a78f0691ae81ee&amp;default=http://www.tecnosapiens.com.br/images/defgravatar.gif' alt='No Gravatar' width=60 height=60/><p>Bom, esse <em>post</em> é baseado num trabalho feito para a disciplina &#8220;Estudos Sociais&#8221; do curso de Arquitetura e Urbanismo da USP São Carlos. As questões do tempo está intimamente relacionada com as discussões sobre tecnologia. O que é o desenvolvimento tecnológico se não uma maneira de tentar modificar a relação do &#8220;homem&#8221; com o seus &#8220;tempos&#8221;? Esse texto foi inspirado no texto “Tempo, disciplina de trabalho e capitalismo industrial”, presente no livro &#8220;Costumes em Comum&#8221;, de E. P. Thompson. Leiam, reflitam e comentem!</p>
<p><span id="more-1687"></span></p>
<p>- <em><strong>Do &#8220;início&#8221; à Revolução Industrial</strong></em></p>
<p>Pode-se  dizer que houve processos de transformação das idéias de tempo e  das relações do homem com estas. Com um princípio associado principalmente  ao tempo “natural”, ou seja, os ritmos das atividades humanas são  fortemente influenciados pelos ciclos naturais. Esse tempo “natural”  sempre teve bastante influência nas atividades agrícolas, e atividades  de sub-existência de populações com baixo nível tecnológico. Através  de processos de divisão social do trabalho e conseqüente divisão  entre cidade e campo, pôde ser construída uma outra idéia de tempo,  um tempo urbano. Este estava ligado às atividades do homem na cidade,  sem uma influência tão forte dos ciclos naturais. Sua influência  cresce com a fortificação das cidades como forma de organização  da ocupação territorial, principalmente a partir do fim da Idade Média.</p>
<p>É  de se questionar se esse novo tempo urbano pode ser considerado um tempo  “humano”. É claro que uma noção do tempo e um ritmo de vida só  podem estar ligados ao próprio homem, mas a idéia de um ritmo que  não estava diretamente relacionada a algo extrínseco ao homem era  algo possível apenas num ambiente não-natural, distante disto.</p>
<p>É possível afirmar que o ritmo urbano era mais “humano” no  sentido que estava vinculado àquilo que era considerado mais “humano”  à época, a própria cidade. Através da cidade, o homem parecia estar  menos voltado para as atividades de sub-existência e podia, dessa forma,  estabelecer outras relações com o Mundo, que, nesse caso, é a cidade  habitada pelo homem. São criadas rotinas, rituais e vivências que  possuem essencialmente a cidade como palco, que provavelmente não seriam  possíveis em outro contexto, uma cultura urbana é criada.</p>
<p>A  idéia de tempo que vem sido construída nesse ambiente urbano, com  maior impulso a partir da Revolução Industrial, é do tempo mecanizado,  tempo abstrato defendido como “puro”, tido como certo, sem conteúdo  ideológico ou político. Esse tempo se associa à produção nos moldes  capitalistas, ao salário e ao lucro. As ideologias do capitalismo reforçam  o uso do tempo para o trabalho, no caso das massas trabalhadoras. O  trabalhador se torna refém desse tempo, pois perde totalmente o controle  sobre este. Essa concepção se contrapõe não só ao tempo “natural”,  tido como rural de baixo nível tecnológico, mas também a vários  elementos da cultura gerada pela urbanidade, tidos como contraproducentes.</p>
<p>E hoje, quais as formas de entender o tempo que temos vindo à tona? Essa é uma discussão para o próximo <em>post.</em> Virá em breve.</p>
<p><a class="a2a_dd a2a_target addtoany_share_save" href="http://www.addtoany.com/share_save#url=http%3A%2F%2Fwww.tecnosapiens.com.br%2F2009%2F08%2Fsobre-o-tempo-1%25c2%25aa-parte%2F&amp;title=Sobre%20o%20Tempo%20%26%238211%3B%201%C2%AA%20Parte" id="wpa2a_4"><img src="http://www.tecnosapiens.com.br/home/wp-content/plugins/add-to-any/share_save_171_16.png" width="171" height="16" alt="Share"/></a></p>]]></content:encoded>
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		<title>Origem da Tecnologia</title>
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		<pubDate>Wed, 20 May 2009 02:44:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Raphael Carvalho</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[História]]></category>
		<category><![CDATA[Homo sapiens]]></category>
		<category><![CDATA[Humanidade]]></category>

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		<description><![CDATA[Olá pessoal! É com grande satisfação que trago a vocês mais uma interessante contribuição de um de nossos leitores. O texto que segue é de autoria de Otávio Barduzzi Rodrigues da Costa. Não deixem de comentar! E ao fim do artigo poderão ter acesso ao e-mail do Otávio caso queiram entrar em contato. O ser [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<img style='float: left; margin-right: 10px; border: none;' src='http://www.gravatar.com/avatar.php?gravatar_id=0c473b1b4ba3d0bd5c2f3a2dcafad533&amp;default=http://www.tecnosapiens.com.br/images/defgravatar.gif' alt='No Gravatar' width=60 height=60/><p>Olá pessoal! É com grande satisfação que trago a vocês mais uma interessante contribuição de um de nossos leitores. O texto que segue é de autoria de <strong>Otávio Barduzzi Rodrigues da Costa</strong>. Não deixem de comentar! E ao fim do artigo poderão ter acesso ao e-mail do Otávio caso queiram entrar em contato.</p>
<hr width='80%' />
<p>O ser humano utiliza a técnica-tecnologia de modo diferenciado, mas não o faz de modo exclusivo. Na natureza, inúmeros outros animais utilizam tecnologia. Alguns exemplos são: o joão-de-barro, por exemplo, na construção de seu ninho; os castores, em suas represas, os térmitas em suas colméias. Porém, só o homem pode transformar a natureza em artificial, ou seja, só ele tem a habilidade de artífice, de modo a aprimorar seus instrumentos para adequá-los às suas necessidades.<br />
Também tem capacidade de design, ou seja, de enxergar em um objeto bruto um formato que naturalmente não existia e aplicá-lo às suas necessidades mediatas ou imediatas, no sentido adorniano  da expressão. <span id="more-1620"></span></p>
<p>Obviamente, essa capacidade envolve um mistério: o homem evoluiu por causa dela ou a evolução deu-lhe essa capacidade? A resposta não pode ser dada de modo tão simplista, mas encarada como um processo emergente e complexo.</p>
<p>Essa evolução se diferencia daquela do simiozinho das árvores, em que ele desce para as savanas, tornando-se ora caçador, ora caçado, produzindo suas armas, seus utensílios e seus abrigos, cujos processos são indissolúveis dos processos de socialização do homem (MORIN 1985 p.87) , pois era necessário que ele ficasse junto para sobreviver aos predadores e de outros grupos sociais em busca de água. A antológica cena cinematográfica do início do filme 2001, Odisséia no espaço, de Stanley Kubrik, pode realmente ter acontecido várias vezes no início de nosso processo evolutivo. </p>
<p>No crescimento das cooperações e competições vão surgindo a linguagem e a cultura, que, por sua vez, vão se complexando e completando (MORIN 1985p.89) .</p>
<p> Morin (1985) chama este processo de morfogênese multidimensional sociogenética (p.40). Este termo pode ser compreendido mais corretamente quando se pensa nas múltiplas dimensões do sistema evolutivo: cérebro / mão / técnica / linguagem / cultura: sistema este que se integra e se completa emergindo as qualidades próprias do ser humano. É evidente que esse desenvolvimento pode ser mais complexo a cada passo evolutivo do homem, partindo do Proncosul até o Homo sapiens sapiens.</p>
<p> Entre os dois elementos (Proncosul e Homo sapiens sapiens), temos um sistema evolutivo bem peculiar e cheio de fases evolutivas, que os darwinistas chamavam de elos evolutivos, estes ainda não enxergando uma dinamicidade da vida dada pela visão sistêmica. </p>
<p>Esses elos, na verdade, estão em profunda mudança dinâmica da qual vão emergindo novas formas mais adaptadas ao meio. Essa adaptação, pelo uso de tecnologia, de novas formas de caça, vai mudando e até criando a linguagem (CORBALLIS, 1993, p. 99). O homem vai transformando o meio e se adaptando ao mesmo numa relação emergente. </p>
<p>Essa evolução às vezes emerge, dando um salto com o aparecimento de uma “novidade genuína” (EL-HANI, 2002) , como a criação de artefatos em pedras (armas) que, por sua vez, foi possibilitada pela bipedalização e talvez por um crescimento no córtex pré-motor existente pela primeira vez no Homo habilis. </p>
<p>Desse modo, o uso de tecnologia, advindo como resultante do bipedalismo (liberação dos braços), trouxe inúmeras conseqüências para a inteligência humana, a saber: maior possibilidade de variar a alimentação, logo maior aumento populacional e possibilitou novas proteínas cerebrais; transformação do meio ambiente; troca de informações complexas (simbólicas) para ensinar o uso e a fabricação de tecnologia aos novos membros da tribo; troca de informações simbólicas para elaborar estratégias de caça; uso de pele de animais com a variação da temperatura, mais tarde (Homo erectus); uso do fogo. Inúmeras outras mudanças, simplesmente a tecnologia, fizeram romper seus limites animais naturais, possibilitando um novo universo ao alcance do pensamento hominídeo onde ele nunca esteve antes, um universo de capacidade de design, de rompimento com a natureza, de novos pensamentos; poder finalmente pensar em novas possibilidades além daquelas limitadas ao próprio corpo em relação com o ambiente. Havia agora um mediador além do corpo para transformar o ambiente e prover suas novas e constantes necessidades – o instrumento.</p>
<hr width='80%' />
<p><em><font color='blue'>Para entrar em contato com Otávio, escreva para joebarduzzi<strong>#</strong>yahoo.com.br (substitua <strong>#</strong> por <strong>@</strong>). Acesse também seu blog: <a href="http://profotavio.zip.net">http://profotavio.zip.net</a></blue></em></p>
<p><a class="a2a_dd a2a_target addtoany_share_save" href="http://www.addtoany.com/share_save#url=http%3A%2F%2Fwww.tecnosapiens.com.br%2F2009%2F05%2Forigem-da-tecnologia%2F&amp;title=Origem%20da%20Tecnologia" id="wpa2a_6"><img src="http://www.tecnosapiens.com.br/home/wp-content/plugins/add-to-any/share_save_171_16.png" width="171" height="16" alt="Share"/></a></p>]]></content:encoded>
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		<title>Usando Open MPI Em Programação Paralela</title>
		<link>http://www.tecnosapiens.com.br/2009/01/usando-open-mpi-em-programacao-paralela/</link>
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		<pubDate>Tue, 27 Jan 2009 17:12:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudinei</dc:creator>
				<category><![CDATA[Dicas]]></category>
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		<category><![CDATA[programação paralela]]></category>
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		<description><![CDATA[Olá caro leitor, depois de algum tempo de descanso volto novamente a tratar de um assunto que tem tido bastante interesse da comunidade que trabalha com computação de alto desempenho. Pois uma forma de conseguir o tão desejado alto desempenho em um programa é fazendo com que este utilize vários processadores durante sua execução, mas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<img style='float: left; margin-right: 10px; border: none;' src='http://www.gravatar.com/avatar.php?gravatar_id=4df351c0f287e656665bf61bddf04d42&amp;default=http://www.tecnosapiens.com.br/images/defgravatar.gif' alt='No Gravatar' width=60 height=60/><p><span style="font-size: medium;"><span style="font-size: small;">Olá caro leitor, depois de algum tempo de descanso volto novamente a tratar de um assunto que tem tido bastante interesse da comunidade que trabalha com computação de alto desempenho. Pois uma forma de conseguir o tão desejado alto desempenho em um programa é fazendo com que este utilize vários processadores durante sua execução, mas como foi dito no último artigo que escrevi ( </span></span><a rel="bookmark" href="../../2008/11/implementando-programas-que-usam-varios-processadores/">Implementando Programas que Usam Vários Processadores</a><span style="font-size: medium;"><span style="font-size: small;"> ), essa não é uma tarefa tão simples! O escopo desse artigo traz algumas dicas de ferramentas necessárias para criar um programa que ao ser executado use vários processos e que esses processos comuniquem entre si.</span></span></p>
<p><span style="font-size: medium;"><span style="font-size: small;"><span id="more-1083"></span></span><span style="font-size: small;">Como foi discutido no artigo citado acima, uma forma de implementar a programação paralela é usando as bibliotecas de passagem de mensagens (MPI). Portanto, se o leitor quiser testar os programas exemplos que darei durante os próximos artigos será necessário instalar o MPI, como sou adepto da filosofia Open Source, aconselho que instale o <a id="qzyz" title="Open MPI" href="http://www.open-mpi.org/">Open MPI</a>,( <span style="text-decoration: line-through;">mas se estiver usando o Windows, instale o <a href="ftp://ftp.mcs.anl.gov/pub/mpi/nt/mpich.nt.1.2.5.exe">MPICH</a>, </span><span style="text-decoration: line-through;">Por sua conta e risco</span>). Como de praxe, a instalação do Open MPI é simples, basta baixar o código fonte (<a href="http://www.open-mpi.org/software/ompi/v1.3/downloads/openmpi-1.3.tar.gz">código fonte</a>)</span></span>, <span style="font-size: small;">descompactar o arquivo, entrar na pasta criada pela descompactação usando o console ou um aplicativo similar e em seguida dar os comandos usais para compilação e instalação de pacotes (<strong><em>./configure</em></strong> em seguida<em> <strong>make</strong></em>, e como superusuário dar o último comando, <strong><em>make install</em></strong>). O Open MPI necessita de que alguns pacotes estejam instalados; por exemplo, se você quiser escrever seus programas em Fortran, será necessário que tenha o fortran previamente instalado em sua máquina, essa mesma regra é válida para as outras linguagens que você queira escrever seus códigos, tais como<em> C </em>e <em>C++</em>. Outro pacote que o MPI usa e, portanto, deve estar instalado é o <em>ssh</em>, pois é a partir do ssh que é feita a comunicação entre os vários processos do programa em execução.</span></p>
<p><span style="font-size: small;">Vamos criar um programa simples para verificar se sua instalação foi bem sucedida, porém primeiramente vou falar de uma premissa básica sobre o MPI que é a Inicialização e a Finalização. Para se fazer referências ou chamadas à qualquer rotinas MPI, é necessário que o MPI seja inicializado e antes do término do programa principal o MPI deve ser finalizado. Para isso são definidas rotinas nas linguagens de programação, aqui vou usar o<em> C</em> como exemplo, porém o procedimento é o mesmo para outras linguagens (o que muda é sintaxe da chamada da rotina).<br />
</span></p>
<blockquote><p>int MPI_Init( int *argc,  char ***argv); // inicialização do  MPI</p>
<p><em>//Blocos de códigos  MPI</em></p>
<p>int MPI_Finalize( ); // finalização do MPI</p></blockquote>
<p>Esses parâmetros definidos na inicialização do MPI (argc e argv), são aqueles parâmetros recebidos tradicionalmente pela interface da linguagem <em>C</em>, portanto tais parâmetros devem ser passados para inicializar o MPI antes de sua utilização. O valor de retorno dessa chamada é um código de erro, sendo assim, ele indica possíveis erros durante a inicialização do MPI. Se não houve nenhum erro durante a inicialização, o valor de retorno será MPI_SUCCESS; caso haja algum tipo de erro os valores serão diferentes, porém não são especificados pelo MPI.  E assim como a inicialização, a finalização é feita pela rotina MPI_Finalize( ).</p>
<p>Para compreender o processo de  inicialização e finalização das rotinas MPI bem como testar se a sua instalação foi bem sucedida, copie o trecho do código seguinte em um arquivo sem formatação e salve-o com o nome <em>NumProcesso.c</em> em seguida compili-o. Obs. Ao copiar e colar tome cuidado com as aspas!</p>
<blockquote><p>#include &lt;stdio.h&gt;<br />
#include &lt;mpi.h&gt;</p>
<p>int main(int argc, char **argv){<br />
int quantos, rank;<br />
MPI_Init(&amp;argc, &amp;argv);<br />
MPI_Comm_size(MPI_COMM_WORLD, &amp;quantos);<br />
MPI_Comm_rank(MPI_COMM_WORLD, &amp;rank);<br />
printf(&#8220;Processo %d de %d rodando \n&#8221;, rank, quantos);</p>
<p>MPI_Finalize();</p>
<p>return 0;</p>
<p>}</p></blockquote>
<p>Para compilar um arquivo usando MPI basta seguir o seguinte procedimento: usando o console, entre na pasta que se encontra o arquivo e em seguida dê o comando<em> mpicc NumProcesso.c -o processos.exe</em> (obs. a extensão *.exe é opcional, na verdade nem é necessário usar nenhum tipo de extensão). Se a compilação ocorreu tudo certo, execute o programa recém compilado assim: <em>mpirun -np 4 processos.exe</em>, aqui &#8220;-np 4&#8243; é o numero de processos que será aberto durante a execução do programa, neste caso são quatro processos. Para evitar que a cada processo aberto ele peça a senha, configure o servidor ssh para autenticação sem senha.</p>
<p>P.S. O Próximo artigo será: <strong>Os conceitos em que as rotinas MPI são construídas</strong>. Nesse artigo será abordado processos,  mensagens,  comunicadores e tipos de dad<strong>os.</strong></p>
<p><strong><br />
</strong></p>
<p><strong>ERRATA:</strong></p>
<p>Olá leitores do TecnoSapiens, em algum ponto do artigo foi afirmado que a comunicação entre os processos era feita pelo ssh, porém o ssh é utilizado para disparar os daemons responsáveis por executar os processos MPI. Normalmente a comunicação propriamente dita das primitivas MPI_ &#8230;  é feita sem segurança.</p>
<p>Claudinei Caetano de Souza.</p>
<p><a class="a2a_dd a2a_target addtoany_share_save" href="http://www.addtoany.com/share_save#url=http%3A%2F%2Fwww.tecnosapiens.com.br%2F2009%2F01%2Fusando-open-mpi-em-programacao-paralela%2F&amp;title=Usando%20Open%20MPI%20Em%20Programa%C3%A7%C3%A3o%20Paralela" id="wpa2a_8"><img src="http://www.tecnosapiens.com.br/home/wp-content/plugins/add-to-any/share_save_171_16.png" width="171" height="16" alt="Share"/></a></p>]]></content:encoded>
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		<title>Internet e Comunicação Social</title>
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		<pubDate>Tue, 18 Nov 2008 03:12:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diogo</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[comunicação social]]></category>
		<category><![CDATA[crítica]]></category>

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		<description><![CDATA[Desculpem-me todos pela demora em escrever algo novo, tentarei melhorar. Em artigo anterior comentei sobre o modo como a legislação encara os veículos de comunicação social, citando principalmente o caso emblemático da televisão aberta. Agora gostaria de trazer um pouco de discussão para esse mundo novo que tem modificado tanto o estilo de vida das [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<img style='float: left; margin-right: 10px; border: none;' src='http://www.gravatar.com/avatar.php?gravatar_id=69942bf6bb62432779a78f0691ae81ee&amp;default=http://www.tecnosapiens.com.br/images/defgravatar.gif' alt='No Gravatar' width=60 height=60/><p>Desculpem-me todos pela demora em escrever algo novo, tentarei melhorar.</p>
<p>Em <a title="artigo anterior" href="http://www.tecnosapiens.com.br/2008/09/comunicacao-social-introducao/" target="_blank">artigo anterior</a> comentei sobre o modo como a legislação encara os veículos de comunicação social, citando principalmente o caso emblemático da televisão aberta. Agora gostaria de trazer um pouco de discussão para esse mundo novo que tem modificado tanto o estilo de vida das pessoas nos últimos tempos, a Internet.</p>
<p><span id="more-856"></span></p>
<p>Duas diferenças básicas entre Internet e Televisão (juntamente com Rádio) estão na produção de conteúdo e no alcance. Hoje em dia a produção de conteúdo on-line se tornou bastante acessível, sendo possível veicular todo tipo de mídia (texto, foto, som, vídeo, etc) e todo tipo de &#8220;estilo&#8221; (ficção, prosa, verso, jornalístico, documentário, música, etc), enquanto no caso dos veículos tradicionais, a produção de conteúdo acaba ficando restrita a grupos comerciais que possuem dinheiro para bancar produção, equipamento e transmissão. Outra diferença está no alcance, o alcance em Tv e Rádio está restrito à escala de transmissão das emissoras, ficando mais caro cada vez que se aumenta essa escala, já o alcance de conteúdo on-line é quase ilimitado: sendo a Internet uma rede de redes interligadas onde todo o conteúdo em princípio fica disponível a todos que acessam essa rede, então esse conteúdo pode ser acessado de quase todos o lugares do Mundo (comentário sobre isso abaixo).<br />
Essa facilidade de veiculação e maior alcance proporcionam uma variedade enorme de opções de conteúdos via Internet, em contraste com os poucos canais de Tv aberta e emissoras de rádio, estes além de estarem em número reduzido, dificilmente se modificam, ocupando décadas a fio as freqüências nos espectros eletromagnéticos de transmissão.</p>
<p>Dessa forma, podemos enxergar a Internet como potencialmente revolucionária no que diz respeito à Comunicação Social. E essa Comunicação possui escala bem mais ampla, escala global. Digo potencialmente porque ainda não temos essa rede global tão difundida quanto imaginamos, ainda existe toda uma camada da população brasileira que não costuma acessar à rede, além disso, existe uma certa barreira que impede um uso efetivo dos recursos de Internet, essa barreira passa por uma questão educacional e pela predisposição do meio para que a pessoa se interesse em buscar coisas diferentes daquilo que está acostumada nos veículos tradicionais de comunicação (grandes jornais, grandes emissoras, grandes rádios, etc).</p>
<p>Vislumbro um futuro próximo com várias possibilidades para a comunicação entre as pessoas via Internet, existem desde possibilidades pessimistas, onde os mesmos que controlam hoje os meios tradicionais continuarão a controlar a criação e veiculação de conteúdo da rede (próximo do que é hoje), até possibilidades de real globalização cultural, de forma que todos estejam em pé de igualdade com todos, não existindo controles centralizadores que esmagam a iniciativa de grupos minoritários sem tanta expressão econômica (possibilidade remota). No fim, acho que essa rede vai acabar atingindo seu ótimo num nível intermediário entre esses, pelo menos dentro do sistema que convivemos, de fato é importante para a democratização da produção cultural a utilização de seus recursos e acredito que talvez esse site, sendo um blog como é, possa ajudar a construir isso, ou assim espero.</p>
<p><a class="a2a_dd a2a_target addtoany_share_save" href="http://www.addtoany.com/share_save#url=http%3A%2F%2Fwww.tecnosapiens.com.br%2F2008%2F11%2Finternet-e-comunicacao-social%2F&amp;title=Internet%20e%20Comunica%C3%A7%C3%A3o%20Social" id="wpa2a_10"><img src="http://www.tecnosapiens.com.br/home/wp-content/plugins/add-to-any/share_save_171_16.png" width="171" height="16" alt="Share"/></a></p>]]></content:encoded>
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		<title>Túnel do tempo: Os relógios solares egípcios</title>
		<link>http://www.tecnosapiens.com.br/2008/10/tunel-do-tempo-os-relogios-solares-egipcios/</link>
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		<pubDate>Tue, 07 Oct 2008 03:01:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Especiais]]></category>
		<category><![CDATA[História]]></category>
		<category><![CDATA[Homo sapiens]]></category>
		<category><![CDATA[egípcios]]></category>
		<category><![CDATA[relógios solares]]></category>

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		<description><![CDATA[No primeiro episódio desta série (que por pouco não foi cancelada pelos produtores) falei um pouco sobre as civilizações antigas e seus calendários. Hoje vou falar dos primeiros relógios inventados pelos homens. Os antigos calendários também serviam para medir e indicar a passagem do tempo. Entretanto, em algumas civilizações o “formalismo” religioso aliado ao crescimento [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<img style='float: left; margin-right: 10px; border: none;' src='http://www.gravatar.com/avatar.php?gravatar_id=f4a74c4c68f512fce536ebedcfb9cf52&amp;default=http://www.tecnosapiens.com.br/images/defgravatar.gif' alt='No Gravatar' width=60 height=60/><p>No <a href="http://www.tecnosapiens.com.br/2008/09/tunel-do-tempo-os-primeiros-calendarios/">primeiro episódio desta série</a> (que por pouco não foi cancelada pelos produtores) falei um pouco sobre as civilizações antigas e seus calendários. Hoje vou falar dos primeiros relógios inventados pelos homens.</p>
<p>Os antigos calendários também serviam para medir e indicar a passagem do tempo. Entretanto, em algumas civilizações o “formalismo” religioso aliado ao crescimento da burocracia e das atividades sociais, levaram à necessidade de uma maior organização e de uma melhor medição do tempo. Essas necessidades não poderiam ser alcançadas por uma medição de tempo que utilizasse os fenômenos naturais, tais como o ciclo dos dias e noites e o ciclo lunar, como base para o cálculo de intervalos de tempo. Dessa forma o ser humano foi obrigado a criar instrumentos que permitissem a medição de intervalos de tempo menores.<br />
<span id="more-679"></span><br />
Como vimos anteriormente, os Sumérios já detinham avançados e precisos meios de medição do tempo, mas sua cultura acabou se perdendo e a medição do tempo só foi “aprimorada” novamente com a civilização Egípcia. Os egípcios, por volta de 3500 anos antes de Cristo (a.C.) construíram um dos mais antigos relógios de Sol dos quais se tem conhecimento. Este relógio, na verdade, era um obelisco e permitia, inicialmente, dividir o dia em duas partes: manhã e tarde. Posteriormente, os egípcios aprimoraram o seu relógio solar incluindo marcas ao redor da base do obelisco que permitiram medir intervalos de tempo menores. Atualmente, este obelisco, conhecido como obelisco de Luxor, se encontra em Paris:</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.tecnosapiens.com.br/home/wp-content/uploads/2008/10/213px-louxor_obelisk_paris_dsc00780.jpg"><img class="size-medium wp-image-680 aligncenter" title="Obelisco de Luxor | fonte:  http://en.wikipedia.org/wiki/Image:Louxor_obelisk_Paris_dsc00780.jpg" src="http://www.tecnosapiens.com.br/home/wp-content/uploads/2008/10/213px-louxor_obelisk_paris_dsc00780-106x300.jpg" alt="" width="106" height="300" /></a></p>
<p>Outro relógio solar egípcio, inventado por volta de 1500 a.C., possivelmente foi o primeiro relógio portátil inventado. Este relógio dividia a parte diurna (quando o Sol está visível) do dia em 10 partes com duas “horas crepusculares” de manhã e à tarde. Uma exemplo deste relógio &#8211; conhecido como relógio de sombra, pode ser visto na figura abaixo:</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.tecnosapiens.com.br/home/wp-content/uploads/2008/10/science__society_10237608.jpg"><img class="size-medium wp-image-681 aligncenter" title="Relógio de sombra  | fonte: http://www.scienceandsociety.co.uk/results.asp?image=10237608" src="http://www.tecnosapiens.com.br/home/wp-content/uploads/2008/10/science__society_10237608-300x212.jpg" alt="" width="300" height="212" /></a></p>
<p>A barra superior deste relógio sempre ficava voltada para o Sol (assim, ao meio-dia a posição do relógio era invertida), e o tempo era medido pela sombra nas marcas feitas na barra inferior. Os relógios deste tipo ainda foram utilizados pelos egípcios até o início do século XX, e a figura abaixo exibe um destes relógios e a sombra provocada pela iluminação:</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.tecnosapiens.com.br/home/wp-content/uploads/2008/10/relogioegpicio.jpg"><img class="size-medium wp-image-682 aligncenter" title="Relógio de sombra | fonte: http://www.sciencemuseum.org.uk/images/I010/10240476.aspx" src="http://www.tecnosapiens.com.br/home/wp-content/uploads/2008/10/relogioegpicio-300x238.jpg" alt="" width="300" height="238" /></a></p>
<p>Mas, e como os Egípcios fizeram para medir o tempo à noite, quando não havia um Sol para iluminar seus relógios? </p>
<p>Saiba mais em nosso próximo episódio&#8230;.<br />
(Hein, se você leu o artigo até aqui, que tal comentar? Preciso saber o que tenho que melhorar&#8230;. <img src='http://www.tecnosapiens.com.br/home/wp-includes/images/smilies/icon_cool.gif' alt='8-)' class='wp-smiley' /> )</p>
<p><a class="a2a_dd a2a_target addtoany_share_save" href="http://www.addtoany.com/share_save#url=http%3A%2F%2Fwww.tecnosapiens.com.br%2F2008%2F10%2Ftunel-do-tempo-os-relogios-solares-egipcios%2F&amp;title=T%C3%BAnel%20do%20tempo%3A%20Os%20rel%C3%B3gios%20solares%20eg%C3%ADpcios" id="wpa2a_12"><img src="http://www.tecnosapiens.com.br/home/wp-content/plugins/add-to-any/share_save_171_16.png" width="171" height="16" alt="Share"/></a></p>]]></content:encoded>
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		<title>Ciência e Tecnologia: vilãs, heroínas ou algo mais?</title>
		<link>http://www.tecnosapiens.com.br/2008/10/ciencia-e-tecnologia-vilas-heroinas-ou-algo-mais/</link>
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		<pubDate>Sat, 04 Oct 2008 03:01:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Homo sapiens]]></category>
		<category><![CDATA[Meio-ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[poluição]]></category>
		<category><![CDATA[spectreman]]></category>

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		<description><![CDATA[É com muito orgulho que trago aos leitores do TecnoSapiens um pequeno texto escrito por mim e pela Sandra Fagionato-Ruffino. Produzimos este texto como um trabalho de uma disciplina que cursamos juntos. Leia e diga o que achou. Ciência e Tecnologia: vilãs, heroínas ou algo mais? Um seriado japonês da década de 70 dizia, em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<img style='float: left; margin-right: 10px; border: none;' src='http://www.gravatar.com/avatar.php?gravatar_id=f4a74c4c68f512fce536ebedcfb9cf52&amp;default=http://www.tecnosapiens.com.br/images/defgravatar.gif' alt='No Gravatar' width=60 height=60/><p>É com muito orgulho que trago aos leitores do TecnoSapiens um pequeno texto escrito por mim e pela <a href="http://lattes.cnpq.br/0937631632950293">Sandra Fagionato-Ruffino</a>. Produzimos este texto como um trabalho de uma disciplina que cursamos juntos. Leia e diga o que achou. <img src='http://www.tecnosapiens.com.br/home/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
<h3 style="text-align: center;">Ciência e Tecnologia: vilãs, heroínas ou algo mais?</h3>
<p>Um seriado japonês da década de 70 dizia, em sua abertura: &#8220;<em>Planeta: Terra. Cidade: Tóquio. Como em todas as metrópoles deste planeta, Tóquio se acha hoje em desvantagem em sua luta contra o maior inimigo do homem: a poluição. E, apesar dos esforços das autoridades de todo o mundo, pode chegar um dia em que a terra, o ar e as águas venham a se tornar letais para toda e qualquer forma de vida. Quem poderá intervir? Spectreman!!!</em>&#8221;</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.tecnosapiens.com.br/home/wp-content/uploads/2008/10/spectreman.jpg"><img class="size-medium wp-image-656 aligncenter" title="Spectreman | fonte: http://www.ultraman.com.br/heroioldie/spectremancm/spectreman.jpg" src="http://www.tecnosapiens.com.br/home/wp-content/uploads/2008/10/spectreman-194x300.jpg" alt="" width="194" height="300" /></a></p>
<p><span id="more-654"></span><br />
Para reavivar a memória dos mais velhos e esclarecer um pouco as coisas para os mais novos, este seriado conta a história de um andróide alienígena que é enviado para a Terra com a missão de nos proteger de um cientista extra-terrestre &#8211; o malévolo Dr. Gori, e seu ajudante &#8211; o não tão inteligente Karas. O Dr. Gori (uma espécie de homem-macaco), quando chegou ao nosso planeta se assustou com a destruição que os seres humanos estavam provocando em seu ambiente, explorando os recursos naturais e comprometendo o ecossistema em que viviam. Após esta constatação, Dr. Gori resolveu dominar o planeta e transformá-lo em seu paraíso particular.</p>
<p>Para impedí-lo, os Dominantes (uma espécie de ONU interplanetária) enviam o Spectreman. Um fato curioso é que o Dr. Gori utilizava como matéria-prima para a maioria de seus monstros a própria poluição!!!</p>
<p>Esse seriado era ou não era um profeta do nosso tempo?</p>
<p>A ficção da década de 70 está mais atual do que nunca. Precisa apenas de uma melhor contextualização, pois a poluição também entrou na globalização e o mundo não está conectado apenas pela Internet. Hoje a poluição ameaça não apenas Tóquio e as grandes metrópoles do planeta. Até mesmo a pacata e pequena cidade de Borá, &#8211; Estado de São Paulo, está em perigo, pois o efeito estufa está em todos os lugares.</p>
<p>A poluição que ameaçava Tóquio advinha do gigantesco crescimento econômico e industrial pós-guerra do Japão. Crescimento impulsionado, em partes, pela ciência e tecnologia. Esta mesma ciência e tecnologia que hoje nos presenteia, com cada vez mais novidades: celulares, computadores, brinquedos, fogões, fornos, carros (com som, alarme, vidro e trava elétrica, DVD&#8230;) entre outros. Novidades que enchem os olhos, esvaziam os bolsos e distanciam os seres humanos.</p>
<p>A ciência &#8211; que não é candidata a nenhum cargo nestas eleições, vai mais longe, nos prometendo um futuro cada vez melhor: clonagens, alimentos transgênicos, manipulação do código genético, computadores qüânticos e assim vai&#8230;.</p>
<p>Vivemos um momento de êxtase científico e tecnológico em que não conseguimos identificar novos perigos. Mas, talvez o leitor se pergunte: que outros perigos poderiam nos ameaçar?</p>
<p>Os monstros criados pelo Dr. Gori são uma metafóra à ameaça que a poluição representa para a humanidade, ameaça cada vez mais contundente e real. E por falar em monstros, certa vez, li que é preciso cuidar para que a partir da ciência e tecnologia não criemos um monstro, tal qual o de Frankenstein, que se volte contra o criador. E neste sentido te pergunto, amigo leitor será que já não geramos alguns monstros????</p>
<p>Tomemos como exemplo a questão da fertilização in vitro, que de um lado permitiu &#8211; pelo menos aos que podem pagar &#8211; a reversão da impossibilidade de procriação, e por outro lado fez-nos alarmar sobre as conseqüências éticas, sócio-culturais, biológicas e psicológicas: qual o destino dos embriões fecundados e não utilizados para concepção? Jogar no lixo? Utilizar em pesquisas genéticas? Comercializar? Doar para outros casais?</p>
<p>No seriado tínhamos um herói para nos proteger. Será que hoje não precisamos de um novo paladino para nos alertar e proteger dos perigos que nos espreitam nos anos vindouros?</p>
<p>Serão a ciência e a tecnologia nossas heroínas que a cada dia buscam novas formas de reverter a situação na qual nos encontramos, como por exemplo, utilizar nossos próprios resíduos como matéria-prima (reciclagem de resíduos sólidos, reuso da água, uso de biogás)? Ou serão as mensageiras da destruição?</p>
<p><strong>Aquilo que ameaça também pode proteger? Hein, o que você me diz?</strong></p>
<p><a class="a2a_dd a2a_target addtoany_share_save" href="http://www.addtoany.com/share_save#url=http%3A%2F%2Fwww.tecnosapiens.com.br%2F2008%2F10%2Fciencia-e-tecnologia-vilas-heroinas-ou-algo-mais%2F&amp;title=Ci%C3%AAncia%20e%20Tecnologia%3A%20vil%C3%A3s%2C%20hero%C3%ADnas%20ou%20algo%20mais%3F" id="wpa2a_14"><img src="http://www.tecnosapiens.com.br/home/wp-content/plugins/add-to-any/share_save_171_16.png" width="171" height="16" alt="Share"/></a></p>]]></content:encoded>
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		<title>Manual de ficção científica</title>
		<link>http://www.tecnosapiens.com.br/2008/09/no-mundo-da-ficcao-cientifica/</link>
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		<pubDate>Wed, 17 Sep 2008 19:01:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Renato Capella</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ficção científica]]></category>
		<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Homo sapiens]]></category>
		<category><![CDATA[Livros]]></category>

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		<description><![CDATA[Tem gente que costuma desprestigiar as histórias de ficção científica por achá-las muito cheias de extrapolações. Quem pensa assim não percebe que é justamente essa a idéia básica desse gênero literário que tem fascinado leitores há aproximadamente três séculos. Oficialmente, a primeira obra de ficção científica é o romance Frankenstein (1816), da inglesa Mary Shelley. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<img style='float: left; margin-right: 10px; border: none;' src='http://www.gravatar.com/avatar.php?gravatar_id=0d68a16d8e31088d69663f272a476dda&amp;default=http://www.tecnosapiens.com.br/images/defgravatar.gif' alt='No Gravatar' width=60 height=60/><p>Tem gente que costuma desprestigiar as histórias de ficção científica por achá-las muito cheias de extrapolações. Quem pensa assim não percebe que é justamente essa a idéia básica desse gênero literário que tem fascinado leitores há aproximadamente três séculos.</p>
<p>Oficialmente, a primeira obra de ficção científica é o romance <em>Frankenstein</em> (1816), da inglesa Mary Shelley. Contudo, extra-oficialmente, há quem afirme que o francês Voltaire, com seu <em>Micrômegas</em> (1752), foi quem alocou a pedra fundamental do gênero. Mas isso são detalhes de pouca relevância, pois sabe-se que na literatura não existe essa coisa de pedras fundamentais, novidades absolutas etc. O que existe é um processo natural de diálogo entre gêneros e estéticas que desembocam em obras com novas facetas, obras que, sob as análises de teóricos da literatura, adquirem rótulos para efeito de melhor organização em estudos.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="size-medium wp-image-483 aligncenter" title="O escritor de ficção científica Isaac Asimov" src="http://www.tecnosapiens.com.br/home/wp-content/uploads/2008/09/asimov-224x300.jpg" alt="" width="224" height="300" /><br />
O escritor de ficção científica Isaac Asimov</p>
<p><span id="more-482"></span>Voltemo-nos, entretanto, ao trabalho de um autor que dedicou toda sua vida à ficção científica: Isaac Asimov (1920-1992). Russo naturalizado norte-americano, Asimov editou aproximadamente quinhentos livros, entre obras de sua autoria e apresentações de textos de outrem. Além de elaborar narrativas próprias, o autor buscou estabelecer uma teoria crítica sobre a ficção científica. Fê-lo em artigos esparsos que publicava em introduções de livros ou correspondências com amigos e leitores, acabando por reunir tais artigos no volume <em>No mundo da ficção científica</em>, livro de referência sobre o gênero.</p>
<p><em>No mundo da ficção científica</em> foi publicado pela primeira vez no Brasil em 1984, pela editora Francisco Alves, com tradução de Thomas Newlands Neto. A compilação contém textos que abarcam as várias facetas dessa vereda narrativa através de linguagem bastante acessível, em prosa fluida, com o autor utilizando a primeira pessoa no desenvolvimento de cada tópico, escrevendo sem tensões lingüísticas. Trata-se de um verdadeiro manual de ficção científica que viaja por entre os meandros concernentes ao assunto, analisando seus maiores autores, os personagens mais marcantes, os temas mais recorrentes, questões de etimologia e por aí vai.</p>
<p>A partir da leitura de <em>No mundo da ficção científica</em>, passamos a entender o caminho percorrido por esse gênero e o porquê de ele exercer tamanho fascínio em milhões de pessoas.</p>
<p><a class="a2a_dd a2a_target addtoany_share_save" href="http://www.addtoany.com/share_save#url=http%3A%2F%2Fwww.tecnosapiens.com.br%2F2008%2F09%2Fno-mundo-da-ficcao-cientifica%2F&amp;title=Manual%20de%20fic%C3%A7%C3%A3o%20cient%C3%ADfica" id="wpa2a_16"><img src="http://www.tecnosapiens.com.br/home/wp-content/plugins/add-to-any/share_save_171_16.png" width="171" height="16" alt="Share"/></a></p>]]></content:encoded>
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		<title>Túnel do Tempo: Os primeiros calendários</title>
		<link>http://www.tecnosapiens.com.br/2008/09/tunel-do-tempo-os-primeiros-calendarios/</link>
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		<pubDate>Tue, 16 Sep 2008 13:58:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Especiais]]></category>
		<category><![CDATA[História]]></category>
		<category><![CDATA[Homo sapiens]]></category>
		<category><![CDATA[calendário]]></category>
		<category><![CDATA[maias]]></category>
		<category><![CDATA[sumérios]]></category>

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		<description><![CDATA[Olá, bom dia. Seja bem-vind@! Hoje inicio minha série sobre o tempo e a medição do tempo ao longo da aventura humana na Terra. Começarei falando de coisas velhas: os calendário das civilizações antigas. Espero que vocês gostem e comentem, para saber o que devo melhorar para as próximas edições. As técnicas de medida de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<img style='float: left; margin-right: 10px; border: none;' src='http://www.gravatar.com/avatar.php?gravatar_id=f4a74c4c68f512fce536ebedcfb9cf52&amp;default=http://www.tecnosapiens.com.br/images/defgravatar.gif' alt='No Gravatar' width=60 height=60/><p>Olá, bom dia. Seja bem-vind@!</p>
<p>Hoje inicio minha série sobre o tempo e a medição do tempo ao longo da aventura humana na Terra. Começarei falando de coisas velhas: os calendário das civilizações antigas. Espero que vocês gostem e comentem, para saber o que devo melhorar para as próximas edições.</p>
<p>As técnicas de medida de intervalo de tempo geralmente fazem uso de fenômenos repetitivos (naturais ou artificiais) como fundamento – existem outras maneiras, que detalharei em outros artigos. Antigamente, antes mesmo da invenção da escrita, a humanidade não detinha conhecimentos, técnicas ou tecnologias que permitissem a construção de artefatos que os auxiliassem na medição do intervalo de tempo. Então eles tinham que recorrer aos fenômenos naturais. Dentre estes fenômenos os mais utilizados foram os movimentos dos corpos celestes.<br />
<span id="more-453"></span><br />
Os corpos celestes (como o Sol, a Lua, os planetas e as estrelas) forneceram aos povos antigos uma referência para que fossem feitas medidas da passagem do tempo. As civilizações antigas utilizaram  os movimentos aparentes destes corpos celestes para determinar as estações do ano, os meses e os anos.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.tecnosapiens.com.br/home/wp-content/uploads/2008/09/stellarium-004.jpg"><img class="size-medium wp-image-469 aligncenter" title="Imagem do céu de São Paulo (16/09/2008). Obtida a partir do Stellarium (http://www.stellarium.org/)" src="http://www.tecnosapiens.com.br/home/wp-content/uploads/2008/09/stellarium-004-300x187.jpg" alt="" width="300" height="187" /></a></p>
<p>Para você ter idéia da antiguidade dessas técnicas de medição de tempo que envolvem a observação dos corpos celestes, há cerca de 20.000 anos, os caçadores faziam medição de tempo contando os dias entre as fases da Lua, por meio de marcações em gravetos e ossos. Essa forma de marcação é semelhante àquela que vemos em alguns filmes de prisões, em que os presos riscam a parede para contar os dias de reclusão.</p>
<p>Pouco se sabe sobre os detalhes da medição do tempo (na verdade o intervalo de tempo é a grandeza medida) que era feita nos tempos pré-históricos, mas as descobertas arqueológicas indicam que em todas as civilizações antigas algumas pessoas estavam preocupadas com a medição do tempo, seja por motivos religiosos, agrícolas ou de estudo dos fenômenos celestes (uma forma antiga de astronomia).</p>
<p>Essas observações celestes permitiram a elaboração de calendários. Destes calendários, os mais comuns são os lunares e os solares. Os calendários solares são aqueles que indicam a posição da Terra em seu movimento de rotação ao redor do Sol ou, de maneira equivalente, a posição aparente do Sol movendo-se no céu. Já os calendários lunares são baseados nos ciclos das fases da Lua no céu.</p>
<p>Nestas épocas antigas os calendários estavam intimamente relacionados com religiões e crenças e também às observações astronômicas. Evidências dessa associação podem ser encontradas em Stonehenge, que foi construído por volta de quatro mil anos antes de Cristo e que está cuidadosamente alinhado para marcar o momento do solstício de verão, que é o dia mais longo do ano, além de permitir o estudo de eclipses lunares e outros eventos celestiais.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.tecnosapiens.com.br/home/wp-content/uploads/2008/09/800px-summer_solstice_sunrise_over_stonehenge_2005.jpg"><img class="size-medium wp-image-458 aligncenter" title="Nascer do Sol (solstício) sobre Stonehenge. Fonte: http://en.wikipedia.org/wiki/Image:Summer_Solstice_Sunrise_over_Stonehenge_2005.jpg" src="http://www.tecnosapiens.com.br/home/wp-content/uploads/2008/09/800px-summer_solstice_sunrise_over_stonehenge_2005-300x209.jpg" alt="" width="300" height="209" /></a></p>
<p>Os Sumérios &#8211; uma civilização mesopotâmica, também elaboraram um calendário, que dividia o ano em 12 meses de 30 dias, sendo que os dias eram divididos em 12 períodos (que equivalem a duas horas), e dividiam cada um destes períodos em 30 partes (aproximadamente 4 minutos). Considerando que a civilização suméria floresceu entre 5.300 e 2.000 anos antes de Cristo, a precisão de seu calendário é impressionante. Impressiona, também, a quantidade de tecnologias associadas a esta civilização: a roda, a escrita cuneiforme, aritmética e geometria, sistemas de irrigação, barcos, bronze, couro, serras, formões, martelos, cintas, bocados, pregos, pinos, anéis,   machados, facas, lanças, setas, espadas, colagem, punhais, sacos, chicotes de fios, armaduras, carruagens de guerra, sandálias e arpões.</p>
<p>Além de toda esta tecnologia, os Sumérios foram o primeiro povo a morar em cidades e o seu sistema de numeração (de base 60) está na origem tanto dos “60 minutos em uma hora” quanto na fundamentação de alguns conhecimentos geométricos, tais como: a) um círculo possui 360 graus; b) um grau possui 60 arcos de um minuto; e c) cada arco de minuto possui 60 arcos de um segundo.</p>
<p>Os Egípcios também elaboraram um sofisticado calendário que, inicialmente, utilizava os ciclos das fases da Lua e que depois passou a utilizar o movimento da estrela Sirius, que passa próxima ao Sol a cada 365 dias, na mesma época em que a inundação anual do Nilo têm início. A partir destes conhecimentos, eles desenvolveram um calendário de 365 dias por volta de 3100 anos antes de Cristo. É importante destacar que os Egípcios alcançaram esta precisão em seu calendário em decorrência, principalmente, de sua localização geográfica (próxima à linha do Equador).</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.tecnosapiens.com.br/home/wp-content/uploads/2008/09/800px-locationegyptsvg.png"><img class="size-medium wp-image-459 aligncenter" title="Localização do Egito. Fonte: http://en.wikipedia.org/wiki/Image:LocationEgypt.svg" src="http://www.tecnosapiens.com.br/home/wp-content/uploads/2008/09/800px-locationegyptsvg-300x150.png" alt="" width="300" height="150" /></a></p>
<p>Maias e Babilônios, também elaboraram calendários: os Maias possuíam um calendário de 365 dias e os Babilônios um calendário de 354 dias. Os registros dos calendários Maias indicam que eles acreditavam que o mundo havia sido criado por volta de 3150 antes de Cristo. Além disso, os calendários Maias foram incorporados pelos Astecas à “Pedra do Sol”, também conhecida como calendário Asteca.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.tecnosapiens.com.br/home/wp-content/uploads/2008/09/800px-azteccalendarmuseoantropologia.jpg"><img class="size-medium wp-image-470 aligncenter" title="A Pedra do Sol. Fonte: http://en.wikipedia.org/wiki/Image:AztecCalendarMuseoAntropologia.JPG" src="http://www.tecnosapiens.com.br/home/wp-content/uploads/2008/09/800px-azteccalendarmuseoantropologia-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a></p>
<p>Com o passar do tempo foi necessário melhorar a medição do tempo e, além das observações celestes, o homem passou a buscar maneiras para medir um intervalo de tempo cada vez menor e com maior precisão. Foi assim que surgiram os relógios, que tanto nos controlam e oprimem atualmente.</p>
<p>Para saber mais sobre os primeiros tipos de relógios construídos, volte aqui na semana que vem. <img src='http://www.tecnosapiens.com.br/home/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';-)' class='wp-smiley' /> </p>
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		<title>Tempo, tempo, tempo mano velho&#8230;</title>
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		<pubDate>Sat, 13 Sep 2008 13:27:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo</dc:creator>
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		<category><![CDATA[História]]></category>
		<category><![CDATA[Homo sapiens]]></category>
		<category><![CDATA[calendário]]></category>
		<category><![CDATA[medição tempo]]></category>
		<category><![CDATA[tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[tempo]]></category>

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		<description><![CDATA[Ei, você!! Responda rápido: o que é o tempo? Pergunta difícil não é mesmo? É&#8230; mesmo tendo feito um curso de Física não consigo pensar em uma boa resposta para ela. Como disse Santo Agostinho, que além de santo foi um grande filósofo: Se ninguém me perguntar eu sei, porém, se quiser explicar a quem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<img style='float: left; margin-right: 10px; border: none;' src='http://www.gravatar.com/avatar.php?gravatar_id=f4a74c4c68f512fce536ebedcfb9cf52&amp;default=http://www.tecnosapiens.com.br/images/defgravatar.gif' alt='No Gravatar' width=60 height=60/><p>Ei, você!! Responda rápido: o que é o tempo?</p>
<p>Pergunta difícil não é mesmo? É&#8230; mesmo tendo feito um curso de Física não consigo pensar em uma boa resposta para ela. Como disse Santo Agostinho, que além de santo foi um grande filósofo:</p>
<blockquote><p>Se ninguém me perguntar eu sei, porém, se quiser explicar a quem me perguntar, já não sei.</p></blockquote>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.moma.org/images/collection/FullSizes/00073100.jpg"><img class="size-full wp-image-404 aligncenter" title="A persistência da Memória, por Salvador Dali. Fonte: MoMa - The Museum of Modern Art - http://www.moma.org/collection/browse_results.php?object_id=79018 | (http://www.moma.org/images/collection/FullSizes/00073100.jpg)" src="http://www.tecnosapiens.com.br/home/wp-content/uploads/2008/09/persistmemoriadali.jpg" alt="" width="400" height="288" /></a></p>
<p>Independente do que seja o tempo, é importante saber que neste mundo, há tempo para tudo:<span id="more-403"></span></p>
<blockquote><p>Debaixo do céu há momento para tudo, e tempo certo para cada coisa:</p>
<p>Tempo para nascer e tempo para morrer. Tempo para plantar e tempo para arrancar a planta. Tempo para matar e tempo para construir. Tempo para chorar e tempo para rir. Tempo para gemer e tempo para bailar. Tempo para atirar pedras e tempo para recolher pedras. Tempo para abraçar e tempo para se separar. Tempo para guardar e tempo para jogar fora. Tempo para rasgar e tempo para costurar. Tempo para calar e tempo para odiar. Tempo para a guerra e tempo para a paz. (Eclesiastes 3, v.1-8).</p></blockquote>
<p>Após este breve momento de reflexão, e sabendo que definir o que é o tempo não se constitui em uma tarefa simples, vou me concentrar em um aspecto mais prático: a medição do tempo.</p>
<p>Atualmente a medição do tempo (ou melhor dizendo, a medição de intervalos de tempo) pode ser feita  desde um muito curto a um muito longo. Podemos, por meio das mais diversas técnicas e fazendo uso de tecnologias sofisticadas, medir intervalos de tempo que vão desde 1 picossegundo (um trilionésimo de segundo) &#8211; o menor período que pode ser medido com exatidão, até o impensável intervalo de tempo que corresponde à idade provável do universo (desde o Big Bang): de 10 a 15 bilhões de anos.</p>
<p>Entretanto, como a humanidade mediu o tempo ao longo de sua história? Quais as técnicas, a ciência e as tecnologias utilizadas?</p>
<p>Com o objetivo de tentar responder a estas questões escreverei uma série especial de artigos. Ficou interessado? (espero que sim). Então, anote na sua agenda:</p>
<p><em><strong>Estréia: terça-feira, 16 de setembro de 2008.</strong></em></p>
<p><a class="a2a_dd a2a_target addtoany_share_save" href="http://www.addtoany.com/share_save#url=http%3A%2F%2Fwww.tecnosapiens.com.br%2F2008%2F09%2Ftempo-tempo-tempo-mano-velho%2F&amp;title=Tempo%2C%20tempo%2C%20tempo%20mano%20velho%26%238230%3B" id="wpa2a_20"><img src="http://www.tecnosapiens.com.br/home/wp-content/plugins/add-to-any/share_save_171_16.png" width="171" height="16" alt="Share"/></a></p>]]></content:encoded>
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