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	<title>TecnoSapiens &#187; Tecnologias do amanhã</title>
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	<description>De pedras lascadas a mentes afiadas</description>
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		<title>Xbox 360: Project Natal</title>
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		<pubDate>Wed, 24 Mar 2010 00:06:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Raphael Carvalho</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Eu não sou das antigas, meu primeiro console foi um Super Nintendo, onde eu detonava no Super Mario World e tinha disputas muito agressivas com meu irmão no International Superstar Soccer (inclusive minha mãe na época comprou uma edição especial da Copa do Mundo, em que vinha um joystick dourado, bem Silas Simplesmente). De lá [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<img style='float: left; margin-right: 10px; border: none;' src='http://www.gravatar.com/avatar.php?gravatar_id=0c473b1b4ba3d0bd5c2f3a2dcafad533&amp;default=http://www.tecnosapiens.com.br/images/defgravatar.gif' alt='No Gravatar' width=60 height=60/><p>Eu não sou das antigas, meu primeiro console foi um Super Nintendo, onde eu detonava no Super Mario World e tinha disputas muito agressivas com meu irmão no International Superstar Soccer (inclusive minha mãe na época comprou uma edição especial da Copa do Mundo, em que vinha um joystick dourado, bem <a href="http://www.youtube.com/watch?v=ytPzjTJ-cdg">Silas Simplesmente</a>).</p>
<p>De lá pra cá, com a aquisição de um PC com uma boa placa de vídeo e memória RAM suficiente, passei a jogar apenas games emulados de Super Nintendo, Gameboy, Nintendo 64, ou lançamentos no Windows para PC (sim, eu tive a febre do Counter Strike e sobrevivi).</p>
<p>Foi quando um amigo me ofereceu por uma bagatela seu Xbox 360, pois pretendia adquirir um Playstation 3 Slim. <span id="more-2243"></span>Aproveitando a boa oportunidade, adquiri o danado, pluguei na minha TV e percebi que definitivamente prefiro jogos no console, pelo conforto e jogabilidade (só pelo fato de não ter que ficar fazendo manutenção no Windows pra tentar manter o desempenho dos jogos, já valeu muito).</p>
<p>O Xbox, um dos consoles de alta definição no mercado, concorrendo com o Playstation 3, surge com um diferencial que faz os olhos de qualquer aficcionado por jogos brilharem: o Project Natal. Aí você se pergunta: o que diabos é isso?</p>
<p>O Project Natal vem sendo desenvolvido pela Microsoft, e o seguinte anúncio na E3 2009 deixou muitas pessoas boquiabertas (inclusive eu):</p>
<p style="text-align: center;"><span class="youtube">
<iframe title="YouTube video player" class="youtube-player" type="text/html" width="425" height="355" src="http://www.youtube.com/embed/p2qlHoxPioM?color1=d6d6d6&amp;color2=f0f0f0&amp;border=0&amp;fs=1&amp;hl=en&amp;loop=&amp;showinfo=0&amp;iv_load_policy=3&amp;showsearch=0&amp;rel=1" frameborder="0" allowfullscreen></iframe>
</span><p><a href="http://www.youtube.com/watch?v=p2qlHoxPioM"><img src="http://img.youtube.com/vi/p2qlHoxPioM/default.jpg" width="130" height="97" border=0></a></p><p><a href="http://www.youtube.com/watch?v=p2qlHoxPioM">www.youtube.com/watch?v=p2qlHoxPioM</a></p></p>
<p>Basicamente, você não precisará de joystick para jogar. Melhor que isso, você, usando todo seu corpo, poderá interagir com o game, seu ambiente e personagens. E o conceito de interação nesse caso é supervalorizado. Assista o vídeo abaixo, em que é apresentada uma demonstração de interação com um personagem. Um dispositivo faz um scan completo e consegue reproduzir você mesmo ou objetos do mundo real, no mundo virtual. E você que estava achando Matrix e Caprica coisas absurdas, muito distantes da realidade, eis um dos sinais de que possivelmente levará um tapa na cara (num sentido não-violento, espero).</p>
<p style="text-align: center;"><span class="youtube">
<iframe title="YouTube video player" class="youtube-player" type="text/html" width="425" height="355" src="http://www.youtube.com/embed/CPIbGnBQcJY?color1=d6d6d6&amp;color2=f0f0f0&amp;border=0&amp;fs=1&amp;hl=en&amp;loop=&amp;showinfo=0&amp;iv_load_policy=3&amp;showsearch=0&amp;rel=1" frameborder="0" allowfullscreen></iframe>
</span><p><a href="http://www.youtube.com/watch?v=CPIbGnBQcJY"><img src="http://img.youtube.com/vi/CPIbGnBQcJY/default.jpg" width="130" height="97" border=0></a></p><p><a href="http://www.youtube.com/watch?v=CPIbGnBQcJY">www.youtube.com/watch?v=CPIbGnBQcJY</a></p></p>
<p>Bom, falemos um pouco então da tecnologia por trás de tudo isso. O <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Project_Natal">Project Natal</a> consiste num sensor de profundidade (um projetor de raios infra-vermelhos aliado a um <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Active_pixel_sensor">CMOS Sensor</a>, o que permite a utilização do dispositivo independente da iluminação do ambiente), uma câmera RGB, um avançado microfone e um processador personalizado. O conjunto da obra captura uma imagem 3D do corpo do jogador e sua voz. Com o apoio de softwares, o dispositivo permite o reconhecimento de gestos e emoções, assim como o reconhecimento de comandos por voz.</p>
<p><a href="http://www.tecnosapiens.com.br/home/wp-content/uploads/2010/03/Project_Natal_Camera.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-2263" title="Project_Natal_Camera" src="http://www.tecnosapiens.com.br/home/wp-content/uploads/2010/03/Project_Natal_Camera-300x161.jpg" alt="" width="300" height="161" /></a></p>
<p>Algumas fontes dizem que o dispositivo foi batizado com esse nome em homenagem a um membro da equipe de desenvolvimento que é brasileiro, nascido em Natal. Mas assim como no meio artístico, existe muito burburinho e fofoca nessa área. Eles preferem sempre chamar de especulação, mesmo quando não é.</p>
<p>Se você quiser ter um desses em casa, basta economizar bastante dinheiro, e aguardar os próximos meses, quando a Microsoft promete lançar o produto. Aqui no Brasil, talvez tenhamos que esperar mais, e talvez os mais afobados considerem a venda de algum órgão no mercado negro para angariar fundos. Por fim, fica a dica: não percam a cabeça!</p>
<p><a class="a2a_dd a2a_target addtoany_share_save" href="http://www.addtoany.com/share_save#url=http%3A%2F%2Fwww.tecnosapiens.com.br%2F2010%2F03%2Fxbox-360-project-natal%2F&amp;title=Xbox%20360%3A%20Project%20Natal" id="wpa2a_2"><img src="http://www.tecnosapiens.com.br/home/wp-content/plugins/add-to-any/share_save_171_16.png" width="171" height="16" alt="Share"/></a></p>]]></content:encoded>
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		<title>Tecnologia do futuro: Spintrônica</title>
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		<pubDate>Mon, 22 Mar 2010 16:01:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Weslley</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ciência]]></category>
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		<description><![CDATA[Nascida no fim dos anos 80, a spintrônica é considerada o novo paradigma da eletrônica baseada no spin, um grau de liberdade intrínseco do elétron. O termo vem da contração da frase spin transport electronics, onde o portador de informação é o spin do elétron, e não mais sua carga. Esta característica oferece diversas possibilidades [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<img style='float: left; margin-right: 10px; border: none;' src='http://www.gravatar.com/avatar.php?gravatar_id=4b903347bb118f717470fb592a2bdf0d&amp;default=http://www.tecnosapiens.com.br/images/defgravatar.gif' alt='No Gravatar' width=60 height=60/><p>Nascida no fim dos anos 80, a spintrônica é considerada o novo paradigma da eletrônica baseada no <em>spin</em>, um grau de liberdade intrínseco do elétron. O termo vem da contração da frase <em>spin transport electronics</em>, onde o portador de informação é o <em>spin</em> do elétron, e não mais sua carga. Esta característica oferece diversas possibilidades para a nova geração de dispositivos combinando a microeletrônica já existente com efeitos dependentes de spin. Adicionando o <em>spin</em> à eletrônica convencional, a performance e capacidade dos produtos deve aumentar substancialmente, incrementando os dispositivos com a não-volatilidade de informação, velocidade de processamento de dados, menor consumo de energia e aumento na densidade de integração de circuitos.</p>
<p><span id="more-2194"></span></p>
<p>Entretanto, ainda existem barreiras nesta área que impedem a implementação real dos dispositivos, por exemplo a otimização do tempo de vida do <em>spin</em>, a detecção de coerência de <em>spin</em> em escalas nanométricas, o transporte de portadores polarizados por longas distâncias e heterointerfaces, e a manipulação dos <em>spins</em> eletrônicos e nucleares em períodos curtos. A combinação de eletrônica, fotônica e magnetismo permitirá o surgimento de novos dispositivos multifuncionais baseados em <em>spin</em>, como <em>spin</em>-FET (<em>fi</em><em>eld effect transistor</em>), <em>spin</em>-LED (<em>light-emiting diode</em>), <em>spin</em>-RTD (<em>resonance tunneling diode</em>), chaveadores ópticos operando em freqüências de terahertz, moduladores, decodificadores e qubits para computação e comunicação quântica.</p>
<p>O sucesso desses dispositivos depende de um claro entendimento das interações fundamentais em materiais no estado sólido. Quando for possível realizar o controle do <em>spin</em> em estruturas semicondutoras e ferromagnéticas, finalmente será possível então compreender o potencial da spintrônica.</p>
<p>Os dispositivos spintrônicos metálicos surgiram no final dos anos 80 com a descoberta da magnetorresistência gigante (GMR). Dispositivos spintrônicos metálicos, como cabeçotes de leitura de discos rígidos e memória magnética de acesso aleatório (MRAM), são algumas das tecnologias mais bem sucedidas da última década. Nesta geração de dispositivos não havia uma preocupação significativa com o transporte coerente de portadores polarizados, apenas com o controle da polarização local de portadores.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 492px"><img title="GMR" src="http://www.pcguide.com/ref/hdd/op/heads/z_ibm_gmr.jpg" alt="Cabeçote de leitura de disco usando GMR" width="482" height="361" /><p class="wp-caption-text">Cabeçote de leitura de disco usando GMR</p></div>
<p>A física de dispositivos semicondutores spintrônicos percorreu um caminho similar aos dispositivos metálicos e teve um avanço significativo nos últimos anos. A busca por fenômenos dependentes de <em>spin</em> à temperatura ambiente tem sido um dos grandes alvos de pesquisa na última década, indicando que dispositivos operando nessa faixa de temperatura podem ser implementados em um futuro próximo.</p>
<p>A spintrônica de semicondutores possui diversas características interessantes para um dispositivo. Um dispositivo spintrônico coerente pode, a princípio, exercer várias operações independentes simultaneamente após atingirem equilíbrio térmico. O uso do <em>spin</em> pode aumentar substancialmente a velocidade de processamento de informação, pois o limitante do chaveamento de bits não será mais a capacitância do dispositivo e sim a frequência de precessão do <em>spin</em> eletrônico, variando de GHz a THz. Não-volatilidade de dados armazenados usando <em>spin</em>, assim como o longo tempo de polarização permitem um grande avanço no armazenamento de dados e no acoplamento optoeletrônico. Além dos fatores diretamente envolvidos com os possíveis dispositivos, os semicondutores também podem ser um caminho para a implementação da computação quântica, através do isolamento de <em>spins</em>. E todos esses dispositivos serão implementados de forma a possuírem tamanho reduzido, multifuncionalidade e baixo consumo de energia.</p>
<p>Entretanto, perspectivas implicam em desafios. A otimização do transporte de <em>spin</em>, mantendo a polarização e a coerência, assim como a injeção de <em>spin</em> em regiões não-magnéticas e a detecção dos mesmos são passos importantes para a viabilidade de dispositivos.</p>
<p>A busca por materiais que combinem propriedades ferromagnéticas e semicondutoras tem sido um grande objeto de estudo nos últimos anos. Os semicondutores ferromagnéticos (FS) possuem grande potencial para se tornarem fonte de portadores de <em>spin</em> polarizados e também são facilmente integráveis a dispositivos semicondutores. Um FS ideal possuiria temperaturas de Curie acima da temperatura ambiente e também permitiria tanto a dopagem tipo-p como a tipo-n. Entretanto, as temperaturas de Curie desses materiais estão bastante abaixo da temperatura ambiente, e não apresentam grandes perspectivas de aumento.</p>
<p>Os semicondutores magnéticos diluídos (DMS &#8211; <em>diluted magnetic semicondutors</em>) são ligas onde alguns íons são aleatoriamente substituídos por metais de transição, como Mn, Co e outros, de forma a gerar um semicondutor com regiões contendo momento magnético local. Estes materiais podem ser usados na criação, injeção e transporte de portadores polarizados. Alguns DMS’s baseados em semicondutores III-V apresentaram ferromagnetismo em temperaturas da ordem de 110 K, e existem previsões teóricas acima da temperatura ambiente para diversas classes desses materiais. Outra promissora classe de materiais aplicáveis à spintrônica são os óxidos ferromagnéticos, cuja previsão é que sejam meio-metálicos. Tais materiais apresentam alta polarização, e alguns estudos mostram que é possível obter ferromagnetismo acima da temperatura ambiente para os mesmos.</p>
<p><a class="a2a_dd a2a_target addtoany_share_save" href="http://www.addtoany.com/share_save#url=http%3A%2F%2Fwww.tecnosapiens.com.br%2F2010%2F03%2Ftecnologia-do-futuro-spintronica%2F&amp;title=Tecnologia%20do%20futuro%3A%20Spintr%C3%B4nica" id="wpa2a_4"><img src="http://www.tecnosapiens.com.br/home/wp-content/plugins/add-to-any/share_save_171_16.png" width="171" height="16" alt="Share"/></a></p>]]></content:encoded>
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		<title>Intel Core i7 Mobile Extreme</title>
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		<pubDate>Tue, 27 Oct 2009 23:00:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Weslley</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Olá pessoas! Volto aqui para escrever para vocês sobre o mais novo e intrigante lançamento da Intel: o Intel Core® i7 M Extreme, um processador feito para notebooks, porém otimizados para jogos! O modelo disponível até o momento, o 920XM, possui 4 núcleos, cada um com clock &#8220;standard&#8221; de 2.00 GHz. Entretanto, com a tecnologia [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<img style='float: left; margin-right: 10px; border: none;' src='http://www.gravatar.com/avatar.php?gravatar_id=4b903347bb118f717470fb592a2bdf0d&amp;default=http://www.tecnosapiens.com.br/images/defgravatar.gif' alt='No Gravatar' width=60 height=60/><p>Olá pessoas!</p>
<p>Volto aqui para escrever para vocês sobre o mais novo e intrigante lançamento da Intel: o <strong>Intel Core® i7 M Extreme</strong>, um processador feito para notebooks, porém otimizados para jogos!</p>
<p>O modelo disponível até o momento, o 920XM, possui 4 núcleos, cada um com <em>clock</em> &#8220;standard&#8221; de 2.00 GHz. Entretanto, com a tecnologia <em>Turbo Boost</em>, o clock pode atingir picos de 3.20 GHz de acordo com a demanda do processamento naquele ponto da execução.</p>
<p><span id="more-2034"></span></p>
<p>Além disso, o processador conta com 8MB de cache, tecnologia <em>Hyper-Threading</em> e barramento DDR3 de frequência de 1333/1066 Mhz com <em>dual channel</em>, o que duplica o <em>bandwidth</em> (chegando a 21 GB/s).</p>
<p>Crescido com a tecnologia 45 nm, e com cerca de 774 milhões de transistores, o 920XM tem consumo máximo de 55W de potência (10 a mais que o i7 Mobile convencional) e custa cerca de US$ 1050,00 (cerca de R$ 1800,00).</p>
<p>Com isso a Intel dá indícios de que trabalha intensamente na produção de processadores de dispositivos móveis e torná-los sua linha principal, tanto para Netbooks (com o Intel Atom) como para Notebooks, atendendo todas as demandas, inclusive a dos <em>gamers</em>!</p>
<p>Mais informações sobre o processador, pode ser obtida diretamente no site da <a href="http://www.intel.com/portugues/products/processor/corei7EE/mobile/index.htm" target="_blank">Intel</a>.</p>
<p><em>That&#8217;s all folks!</em></p>
<p><a class="a2a_dd a2a_target addtoany_share_save" href="http://www.addtoany.com/share_save#url=http%3A%2F%2Fwww.tecnosapiens.com.br%2F2009%2F10%2Fintel-core-i7-mobile-extreme%2F&amp;title=Intel%20Core%20i7%20Mobile%20Extreme" id="wpa2a_6"><img src="http://www.tecnosapiens.com.br/home/wp-content/plugins/add-to-any/share_save_171_16.png" width="171" height="16" alt="Share"/></a></p>]]></content:encoded>
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		<title>Computação Heterogênea</title>
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		<pubDate>Fri, 31 Jul 2009 19:30:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Weslley</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Antes de qualquer outra palavra, gostaria de postar aqui um pedido de desculpas aos leitores, devido a diminuição considerável de novas postagens. Entretanto, os membros do time TS estão coincidentemente passando por períodos de mudanças e muito trabalho. Tentaremos, à medida do possível, voltar ao ritmo normal.  Bom, agora, com a cara de um cachorro [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<img style='float: left; margin-right: 10px; border: none;' src='http://www.gravatar.com/avatar.php?gravatar_id=4b903347bb118f717470fb592a2bdf0d&amp;default=http://www.tecnosapiens.com.br/images/defgravatar.gif' alt='No Gravatar' width=60 height=60/><p>Antes de qualquer outra palavra, gostaria de postar aqui um pedido de desculpas aos leitores, devido a diminuição considerável de novas postagens. Entretanto, os membros do time TS estão coincidentemente passando por períodos de mudanças e muito trabalho. Tentaremos, à medida do possível, voltar ao ritmo normal.  Bom, agora, com a cara de um cachorro que quebrou o vaso da dona, eu volto a falar-lhes sobre as novas &#8220;aventuras&#8221; da computação de alto desempenho, COMPUTAÇÃO HETEROGÊNEA!</p>
<p>A computação de alto desempenho contemporânea vem tomando rumos não imaginados há alguns anos atrás. Enquanto os computadores mais rápidos do mundo alternavam entre arquiteturas complexas e um número grande de processadores comuns, novas máquinas bastante potentes vem juntando diversas arquiteturas e componentes para ganhar desempenho com baixo custo.</p>
<p><span id="more-1679"></span></p>
<p>O <a href="http://www.top500.org/system/9707" target="_blank">RoadRunner</a>, o supercomputador mais rápido atualmente, é composto por processadores PowerXCell 8i 3.2 Ghz, os quais integram os velhos conhecidos PowerPC com alguns processadores auxiliares dentro de um mesmo núcleo, e por processadores Opteron DC 1.8 GHz. Os processadores AMD são responsáveis pelo controle dos dados, e os Cell fazem a parte pesada dos cálculos, resultando assim em cerca de 1,1 PFlops de desempenho.</p>
<p>Já o <a href="http://www.top500.org/system/9883" target="_blank">TSUBAME</a> apresenta algo ainda mais inovador: mesclar processadores &#8220;comuns&#8221; AMD Opteron 2.4/2.6 GHz, Intel Xeon E5440 2.833 GHz com arquiteturas mais complexas, como o <a href="http://forum.pcvsconsole.com/viewthread.php?tid=12946" target="_blank">ClearSpeed CSX600</a>, processadores dedicados a operações matemáticas, além do uso de placas de vídeo nVidia GT200, auxiliando nos cálculos massivos com o CUDA.</p>
<p>Com a tecnologia de integração, fica mais fácil a integração de sistemas já existente para obter mais performance. Assim, se esta vertente da HPC (<em>High Performance Computing</em>) firmar-se como tendência mundial, veremos um número muito grande de sistemas contendo diversas tecnologias antes usadas separadamente, o que parece ser bom, pois o custo de tecnologias <em>Off-the-shelf</em> são menores que os produtos de ponta. Assim, teremos máquinas potentes em computadores pessoais, e não somente em grandes pólos.</p>
<p>See ya!</p>
<p><a class="a2a_dd a2a_target addtoany_share_save" href="http://www.addtoany.com/share_save#url=http%3A%2F%2Fwww.tecnosapiens.com.br%2F2009%2F07%2Fcomputacao-heterogenea%2F&amp;title=Computa%C3%A7%C3%A3o%20Heterog%C3%AAnea" id="wpa2a_8"><img src="http://www.tecnosapiens.com.br/home/wp-content/plugins/add-to-any/share_save_171_16.png" width="171" height="16" alt="Share"/></a></p>]]></content:encoded>
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		<title>Rapidinha: Compilando um programa C++ com CUDA</title>
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		<pubDate>Wed, 27 May 2009 01:44:46 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[GPU]]></category>

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		<description><![CDATA[Em meus primeiros passos no aprendizado de programação em CUDA, tive um problema muito básico, mas que foi difícil encontrar a solução do mesmo: como compilar um programa escrito em C++ for CUDA ??? Vejamos um exemplo de código, o arquivo teste.cu //********************************************************************************************** cudaArray* cu_array; texture&#60;float, 2&#62; tex; // Allocate array cudaMallocArray(&#38;cu_array, cudaCreateChannelDesc&#60;float&#62;(), width, height); [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<img style='float: left; margin-right: 10px; border: none;' src='http://www.gravatar.com/avatar.php?gravatar_id=4b903347bb118f717470fb592a2bdf0d&amp;default=http://www.tecnosapiens.com.br/images/defgravatar.gif' alt='No Gravatar' width=60 height=60/><p>Em meus primeiros passos no aprendizado de programação em <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/CUDA" target="_blank">CUDA</a>, tive um problema muito básico, mas que foi difícil encontrar a solução do mesmo: como compilar um programa escrito em <em><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/C%2B%2B" target="_blank"><em>C++</em></a></em> for CUDA ???</p>
<p><span id="more-1637"></span>Vejamos um exemplo de código, o arquivo <strong>teste.cu</strong></p>
<p>//**********************************************************************************************</p>
<p>cudaArray* cu_array;<br />
texture&lt;float, 2&gt; tex;</p>
<p>// Allocate array<br />
cudaMallocArray(&amp;cu_array, cudaCreateChannelDesc&lt;float&gt;(), width, height);</p>
<p>// Copy image data to array<br />
cudaMemcpy(cu_array, image, width*height, cudaMemcpyHostToDevice);</p>
<p>// Bind the array to the texture<br />
cudaBindTexture(tex, cu_array);</p>
<p>// Run kernel<br />
dim3 blockDim(16, 16, 1);<br />
dim3 gridDim(width / blockDim.x, height / blockDim.y, 1);<br />
kernel&lt;&lt;&lt; gridDim, blockDim, 0 &gt;&gt;&gt;(d_odata, width, height);<br />
cudaUnbindTexture(tex);</p>
<p>__global__ void kernel(float* odata, int height, int width)<br />
{<br />
unsigned int x = blockIdx.x*blockDim.x + threadIdx.x;<br />
unsigned int y = blockIdx.y*blockDim.y + threadIdx.y;<br />
float c = texfetch(tex, x, y);<br />
odata[y*width+x] = c;<br />
}<br />
//**********************************************************************************************</p>
<p>Para compilar este programa, primeiramente é necessário ter o compilador <em>nvcc</em> instalado, por meio das bibliotecas fornecidas pela <a href="http://www.nvidia.com/cuda" target="_blank">NVidia</a>.</p>
<p>Temos então a seguinte sequência de comandos:</p>
<p><strong>nvcc -cuda teste.cu</strong></p>
<p>Este comando irá gerar um código <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/C%2B%2B" target="_blank"><em>C++</em></a> a partir do arquivo <strong>teste.cu</strong>, guardando-o no arquivo <strong>teste.cu.cpp</strong>. Após isso, faz-se:</p>
<p><strong>nvcc teste.cu.cpp -o teste.exe</strong></p>
<p>E assim, teremos o executável tão desejado!</p>
<p>Espero que ajude!</p>
<p><em>See ya!</em></p>
<p><a class="a2a_dd a2a_target addtoany_share_save" href="http://www.addtoany.com/share_save#url=http%3A%2F%2Fwww.tecnosapiens.com.br%2F2009%2F05%2Frapidinha-compilando-um-programa-c-com-cuda%2F&amp;title=Rapidinha%3A%20Compilando%20um%20programa%20C%2B%2B%20com%20CUDA" id="wpa2a_10"><img src="http://www.tecnosapiens.com.br/home/wp-content/plugins/add-to-any/share_save_171_16.png" width="171" height="16" alt="Share"/></a></p>]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Dispositivo Eletrônico de Único Elétron</title>
		<link>http://www.tecnosapiens.com.br/2009/03/dispositivo-eletronico-de-unico-eletron/</link>
		<comments>http://www.tecnosapiens.com.br/2009/03/dispositivo-eletronico-de-unico-eletron/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 20 Mar 2009 10:07:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudinei</dc:creator>
				<category><![CDATA[Física]]></category>
		<category><![CDATA[Tecnologia de ponta]]></category>
		<category><![CDATA[Tecnologias do amanhã]]></category>
		<category><![CDATA[dispositivos eletrônicos]]></category>
		<category><![CDATA[elétron]]></category>
		<category><![CDATA[microeletrônica]]></category>
		<category><![CDATA[transistor]]></category>

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		<description><![CDATA[Não há dúvidas que nos últimos anos houve uma grande revolução na área da microeletrônica, essa revolução se deu na tentativa de se obter dispositivos cada vez mais eficientes. Um bom exemplo são os microprocessadores, quanto mais rápido for um processador; melhor! Não é mesmo? Uma forma ultilizada para aumenar a velocidade de operação dos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<img style='float: left; margin-right: 10px; border: none;' src='http://www.gravatar.com/avatar.php?gravatar_id=4df351c0f287e656665bf61bddf04d42&amp;default=http://www.tecnosapiens.com.br/images/defgravatar.gif' alt='No Gravatar' width=60 height=60/><p>Não há dúvidas que nos últimos anos houve uma grande revolução na área da microeletrônica, essa revolução se deu na tentativa de se obter dispositivos cada vez mais eficientes. Um bom exemplo são os microprocessadores, quanto mais rápido for um processador; melhor! Não é mesmo? Uma forma ultilizada para aumenar a velocidade de operação dos circuitos integrados e, consequentemente, dos microprocessadores é a redução no tamanho do dispositivo eletrônico (em geral os transistores). Mas pensemos um pouco, até que ponto é possível diminuir o tamanho de um dispositivo? Será que é possível manipular &#8220;coisas&#8221; infinitamente pequenas? A resposta à essas perguntas é: SIM , atualmente os cientistas conseguem tal façanha! Para se ter uma ideia, o estado da arte está tão sofisticado que se pode manipular apenas um elétron, e ainda mais, pode-se usar essa manipulação para produzir dispositivos que operam com apenas um único elétron.</p>
<p><span id="more-1145"></span></p>
<p>A arte de manipular um único elétron foi demonstrada por Millikan  no início do século passado (<a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Experi%C3%AAncia_da_gota_de_%C3%B3leo">veja o experimento</a>), mas só foi implementada de fato a partir da década de 80, em circuitos de estado sólido. A grande demora entre a descoberta e a implementação, foi devido às técnicas de crescimento não serem suficientemente desenvolvidas. No decurso das últimas décadas surgiram técnicas de nanofabricação sofisticadas o bastante, tornando possível um novo campo na eletrônica, a eletrônica de único elétron (Link para o <a title="Transistor de um único elétron." href="http://physicsworld.com/cws/article/print/1420">transistor de apenas um elétron</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Caro leitor, devido a complexidade envolvida na implementação de um dispositivo dessa natureza, não é possível dar uma explicação nos mínimos detalhes, porém tentarei dar uma ideia geral dos fenômenos envolvidos. Então vamos ao que interessa. A região onde se dá o controle de um único elétron é tradicionalmente chamada de ilha, na figura logo abaixo são mostrados os conceitos básicos que envolvem o fenômeno.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="size-full wp-image-1359 aligncenter" title="eletronisland2" src="http://www.tecnosapiens.com.br/home/wp-content/uploads/2009/03/eletronisland2.jpg" alt="eletronisland2" width="449" height="196" /></p>
<p>De acordo com a figura acima, o pequeno condutor (ilha) se encontra eletricamente neutro, dessa forma a ilha não gera nenhum campo elétrico apreciável além de suas fronteiras, e, como visto na parte (a) da mesma figura, através de uma força externa <img src="http://l.wordpress.com/latex.php?latex=%5Cvec%7BF%7D&#038;bg=B8F1FF&#038;fg=000000&#038;s=0" title="\vec{F}" style="vertical-align:-20%;" class="tex" alt="\vec{F}" />, pode-se adicionar um elétron em seu interior<sup>1</sup>. Depois da injeção do elétron na ilha, ela fica carregada com uma carga <img src="http://l.wordpress.com/latex.php?latex=-e&#038;bg=B8F1FF&#038;fg=000000&#038;s=0" title="-e" style="vertical-align:-20%;" class="tex" alt="-e" /> e seu campo elétrico resultante é repulsivo para outros elétrons. Isso diminui a probabilidade de outro elétron entrar na ilha, seja pela ação da força ou pelo tunelamento.</p>
<p>Uma vez que compreendemos como acontece o fenômeno que mantém apenas um elétron dentro de uma ilha, podemos pensar em um dispositivo. Imagine dois eletrôdos condutores separados por um isolante, e entre esses condutores uma ilha, veja a figura abaixo.</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-1361" title="islanddispositivo" src="http://www.tecnosapiens.com.br/home/wp-content/uploads/2009/03/islanddispositivo.jpg" alt="islanddispositivo" width="472" height="248" /></p>
<p>Como a distância entre os condutores e a ilha é muito pequena (obs. a figura não está em escala), haverá possibilidade dos elétrons que estão no condutor saltarem para a ilha (isso é conhecido como tunelamento), agora veja: se há algum elétron em excesso na ilha, a probabilidade de tunelamento diminui, por causa da repulsão colombiana, mas se a ilha estiver neutra a probabilidade de tunelamento aumenta. Esse efeito e chamado &#8220;Bloqueio de Coulomb&#8221; e esta é uma forma que se consegue o controle de um único elétron em um dispositivo.</p>
<p>A ideia básica de um dispositivo de único elétron parece ser simples, porém existe uma dificuldade muito grande na implementação de dispositivos dessa natureza quando o objetivo é obter um padrão de fabricação. Atualmente essa é uma barreira a ser vencida pela ciência, uma das esperanças dos pesquisadores para implementação de tal dispositivo, são os dispositivos orgânicos. Quem sabe nossos computadores terão processadores de materiais orgânicos nos próximos anos. Eu acredito na potencialidade dos materiais orgânicos na microeletrônica. E você, caro leitor, o que espera da microeletrônica para os próximos anos?</p>
<ol>
<hr />
<li><em>Na prática, na maioria dos dispositivos, essa injeção de portador se dá através do<a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Efeito_t%C3%BAnel"> tunelamento de uma barreira de potencial</a> criada por uma fina camada isolante</em></li>
</ol>
<p><strong>P.S Em breve irei abordar o tema de materiais orgânicos na microeletrônica!</strong></p>
<p><a class="a2a_dd a2a_target addtoany_share_save" href="http://www.addtoany.com/share_save#url=http%3A%2F%2Fwww.tecnosapiens.com.br%2F2009%2F03%2Fdispositivo-eletronico-de-unico-eletron%2F&amp;title=Dispositivo%20Eletr%C3%B4nico%20de%20%C3%9Anico%20El%C3%A9tron" id="wpa2a_12"><img src="http://www.tecnosapiens.com.br/home/wp-content/plugins/add-to-any/share_save_171_16.png" width="171" height="16" alt="Share"/></a></p>]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>O que é Física Computacional ?</title>
		<link>http://www.tecnosapiens.com.br/2009/02/o-que-e-fisica-computacional/</link>
		<comments>http://www.tecnosapiens.com.br/2009/02/o-que-e-fisica-computacional/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 07 Feb 2009 00:35:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Weslley</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[Física]]></category>
		<category><![CDATA[Informática]]></category>
		<category><![CDATA[Tecnologia de ponta]]></category>
		<category><![CDATA[Tecnologias do amanhã]]></category>
		<category><![CDATA[física computacional]]></category>

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		<description><![CDATA[Este ano haverá a formatura da primeira turma do curso de Física Computacional da USP, um dos primeiros a serem implementados no país e o primeiro da região sudeste. Mas fica no ar a pergunta: o que é Física Computacional? Desde o meio do século passado (após a segunda guerra mundial), a física vem caminhando [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<img style='float: left; margin-right: 10px; border: none;' src='http://www.gravatar.com/avatar.php?gravatar_id=4b903347bb118f717470fb592a2bdf0d&amp;default=http://www.tecnosapiens.com.br/images/defgravatar.gif' alt='No Gravatar' width=60 height=60/><p><!--[endif]--></p>
<p class="MsoNormal">Este ano haverá a formatura da primeira turma do curso de Física Computacional da USP, um dos primeiros a serem implementados no país e o primeiro da região sudeste. Mas fica no ar a pergunta: o que é Física Computacional?</p>
<p class="MsoNormal"><span id="more-1186"></span> Desde o meio do século passado (após a segunda guerra mundial), a física vem caminhando num caminho estreito junto com a computação, por meio das simulações computacionais. Principalmente com as novas descobertas da Mecânica Quântica e a necessidade de mais conhecimento sobre a Física Moderna, os computadores foram e são usados incansavelmente em cálculos e modelos, contribuindo com o avanço da tecnologia. A computação não está presente apenas em cálculos e modelagem de fenômenos. O processamento de dados/resultados gerados pelos mesmos, e também por experimentos, estão completamente associados à computação. Dessa forma é extremamente importante que um físico saiba computação.</p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal">A partir desta necessidade, surgiu a idéia de criar cursos de Física Computacional, onde o estudante tem acesso a todo conteúdo da física, associado ao conhecimento em diversas áreas de computação, como programação, redes de computadores, processamento de imagens, arquiteturas de computadores, computação de alto-desempenho, entre outras. Esta formação permite que um físico tenha várias ferramentas para aplicar em seu trabalho, facilitando sua vida e também abrindo novas oportunidades.</p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal">Hoje em dia é muito comum a presença de físicos em congressos, comissões e outros eventos envolvendo computação <em>high-tech</em>. Institutos de física hoje em dia possuem grande poder computacional, repletos de clusters, grids e outras máquinas potentes. Tal difusão ainda permite o grande avanço em conjunto de softwares científicos, principalmente softwares <em>open-source</em>, onde a comunidade científica incrementa o programa de acordo com a necessidade de novas funcionalidades.</p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal">Esta associação de conhecimentos permite ao físico sair do mundo acadêmico e entrar no mercado de trabalho mais facilmente, principalmente com o grande crescimento de centros de P&amp;D (Pesquisa e Desenvolvimento), consultorias e outros centros de pesquisa particulares. Sua grande versatilidade e conhecimento são alvos interessantes na disputa por um emprego. Além disso, aumenta a cada dia o número de novas empresas surgindo a partir de idéias de um ou mais físicos, gerando novas tecnologias e oportunidades.</p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal">Dessa forma, a Física Computacional é uma ciência bastante promissora, e possivelmente outras associações de ciências com a computação têm um grande futuro, como a Química Computacional e a Biologia Computacional. Fiquemos na torcida para que realmente dê certo, assim teremos mais ferramentas e meios para evoluir nossa tecnologia e cultura.</p>
<p><a class="a2a_dd a2a_target addtoany_share_save" href="http://www.addtoany.com/share_save#url=http%3A%2F%2Fwww.tecnosapiens.com.br%2F2009%2F02%2Fo-que-e-fisica-computacional%2F&amp;title=O%20que%20%C3%A9%20F%C3%ADsica%20Computacional%20%3F" id="wpa2a_14"><img src="http://www.tecnosapiens.com.br/home/wp-content/plugins/add-to-any/share_save_171_16.png" width="171" height="16" alt="Share"/></a></p>]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Quantum Dots: o futuro dos displays ?</title>
		<link>http://www.tecnosapiens.com.br/2009/01/quantum-dots-o-futuro-dos-displays/</link>
		<comments>http://www.tecnosapiens.com.br/2009/01/quantum-dots-o-futuro-dos-displays/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 27 Jan 2009 18:00:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Weslley</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Tecnologia de ponta]]></category>
		<category><![CDATA[Tecnologias do amanhã]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.tecnosapiens.com.br/?p=1117</guid>
		<description><![CDATA[Olá, caros leitores. Após um grande período &#8220;fora do ar&#8221;, eu volto a publicar um artigo, agora como membro do TecnoSapiens. Espero que gostem! Há alguns anos (mais precisamente em 2006, ano de copa do mundo) vimos uma verdadeira guerra entre televisores de plasma e LCD, gigantescos, para as adolescentes verem em detalhe o Kaká, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<img style='float: left; margin-right: 10px; border: none;' src='http://www.gravatar.com/avatar.php?gravatar_id=4b903347bb118f717470fb592a2bdf0d&amp;default=http://www.tecnosapiens.com.br/images/defgravatar.gif' alt='No Gravatar' width=60 height=60/><p>Olá, caros leitores. Após um grande período &#8220;fora do ar&#8221;, eu volto a publicar um artigo, agora como membro do TecnoSapiens. Espero que gostem!</p>
<p>Há alguns anos (mais precisamente em 2006, ano de copa do mundo) vimos uma verdadeira guerra entre televisores de plasma e LCD, gigantescos, para as adolescentes verem em detalhe o Kaká, ou então nós, vibrantes torcedores brasileiros observamos com grande minúcia a arrumada de meia do Roberto Carlos. Bom, mas o foco neste artigo é outro.</p>
<p>Os displays de LCD já haviam ganho o mercado da informática, e acabaram ganhando também o mundo dos televisores, com incansáveis discussões de durabilidade, tempo de resposta, cores, ângulos de visão e etc. Mas e então ? Os LCD&#8217;s irão dominar o mundo ? Ou quase isso, pois a Google iria comprá-los antes. Que seriam os sucessores dos displays de LCD ?</p>
<p><span id="more-1117"></span>Uma das mais promissoras tecnologias na opto-eletrônica do futuro são os Quantum Dots. Também conhecidos como átomos artificiais, os QDots são estruturas quasi-zero dimensionais, ou seja, elétrons são confinados em direções por <a href="http://www.tecnosapiens.com.br/2008/09/historia-semicondutor-a-partir-de-1900/" target="_blank">materiais semicondutores</a> de diferentes propriedades, formando assim uma ilha onde os elétrons ficam &#8220;presos&#8221;. Este confinamento, associado às propriedades dos semicondutores, permitem que os Quantum Dots possuam uma certa ajustabilidade de suas propriedades óticas e eletrônicas, sendo então alvo de uma ampla gama de aplicações (da <a href="http://physicsworld.com/cws/article/print/18275" target="_blank">computação quântica</a> até o <a href="http://nano.cancer.gov/news_center/2007/feb/nanotech_news_2007-02-26b.asp" target="_blank">estudo de tumores</a>).</p>
<p>Dominando tais características de um QD, foi possível construir <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/LED" target="_blank">LED&#8217;s</a> de quantum dots, os quais possuem tamanhos minúsculos e emitem comprimentos de onda bem definidos. Dessa forma, existe um interesse muito grande no uso dos QD-LED&#8217;s para a construção de displays.</p>
<p>Com seu tamanho reduzido, cada QD-LED seria praticamente responsável por um pixel, o que permitiria altíssimas resoluções. Além disso, displays de Quantum Dots seriam extremamente eficientes, já que é possível escolher a faixa de emissão dos mesmos, permitindo então que um display emitisse apenas radiação (luz) visível, o que não ocorre com os displays de LCD e plasma.</p>
<p>Por mais promissora que tal tecnologia pareça, ainda existe um longo caminho até que você seja capaz de colocar uma tela dessas na parede trabalhada de sua casa. A produção em larga escala de QD-LED&#8217;s e a integração dos mesmos em circuitos ainda não atingiu o nível industrial. Mesmo assim, fiquem atentos, pois hoje em dia um longo caminho não significa um tempo longo. Quem sabe até a próxima copa do mundo não apareça alguma surpresa por aí?</p>
<p><a class="a2a_dd a2a_target addtoany_share_save" href="http://www.addtoany.com/share_save#url=http%3A%2F%2Fwww.tecnosapiens.com.br%2F2009%2F01%2Fquantum-dots-o-futuro-dos-displays%2F&amp;title=Quantum%20Dots%3A%20o%20futuro%20dos%20displays%20%3F" id="wpa2a_16"><img src="http://www.tecnosapiens.com.br/home/wp-content/plugins/add-to-any/share_save_171_16.png" width="171" height="16" alt="Share"/></a></p>]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>O que é o teletransporte quântico???</title>
		<link>http://www.tecnosapiens.com.br/2008/09/o-que-e-o-teletransporte-quantico/</link>
		<comments>http://www.tecnosapiens.com.br/2008/09/o-que-e-o-teletransporte-quantico/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 11 Sep 2008 15:37:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudinei</dc:creator>
				<category><![CDATA[Tecnologias do amanhã]]></category>
		<category><![CDATA[qüântica]]></category>
		<category><![CDATA[teletransporte]]></category>

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		<description><![CDATA[Como nosso objetivo aqui no TecnoSapiens é discutir ciência e tecnologia sob todos os aspectos, em breve vamos abordar temas muito importantes e atuais, tais como comunicação quântica, criptografia quântica e computação quântica. E como pontapé inicial, convidei um de nossos leitores que trabalha com Teletransporte Quântico para nos contar o que é e como [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<img style='float: left; margin-right: 10px; border: none;' src='http://www.gravatar.com/avatar.php?gravatar_id=4df351c0f287e656665bf61bddf04d42&amp;default=http://www.tecnosapiens.com.br/images/defgravatar.gif' alt='No Gravatar' width=60 height=60/><p>Como nosso objetivo aqui no TecnoSapiens é discutir ciência e tecnologia sob todos os aspectos, em breve vamos abordar temas muito importantes e atuais, tais como comunicação quântica, criptografia quântica e computação quântica. E como pontapé inicial, convidei um de nossos leitores que trabalha com Teletransporte Quântico para nos contar o que é e como é implementado este espantoso experimento físico que é uma das bases para os processos de comunicação quântica. Então, caros Leitores, apresento a vocês <strong>Wesley Bueno Cardoso</strong><span id="more-361"></span> aluno de Doutorado no <span id=":o3" dir="ltr"><strong> </strong></span><a href="http://www.if.ufg.br/">Instituto de Física</a> da Universidade Federal de Goiás. Ele trabalha com Teletransporte desde a graduação e possui vários trabalhos publicados em revistas internacionais e entre eles destaco dois sobre o assunto abordado aqui:“<a href="http://dx.doi.org/10.1103/physreva.76.034101"><em>Accuracy of a teleported trapped field state inside a single bimodal cavity</em></a>”, “<a href="http://dx.doi.org/10.1103/physreva.72.045802"><em>Teleportation of entangled states without Bell-state measurement</em></a>”. Para maiores informações sobre o autor acesse seu currículo  <a href="http://lattes.cnpq.br/6845416823133684">http://lattes.cnpq.br/6845416823133684</a>.</p>
<p>Segue o artigo!</p>
<p style="text-align: center;"><strong><em>Por Wesley Bueno Cardoso</em></strong></p>
<p style="text-align: left;">Você já ouviu falar em teletransporte? Já assistiu Jornada nas Estrelas?</p>
<p>Muito do que ocorre na ficção científica acaba se tornando realidade. Armas sofisticadas, computadores portáteis com o qual você fala e vê a pessoa com quem fala, etc. O mesmo não pode ser aplicado ao teletransporte de matéria (ato de apagar um objeto em um local e reconstruí-lo em outro local distante).</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.tecnosapiens.com.br/home/wp-content/uploads/2008/09/teleportation.jpg"><img class="size-medium wp-image-373 aligncenter" title="Teletransporte da série Star Wars" src="http://www.tecnosapiens.com.br/home/wp-content/uploads/2008/09/teleportation-300x289.jpg" alt="" width="300" height="289" /></a></p>
<p>Porém, em 1994 um grupo de Físicos que trabalham para a IBM (sigla de International Business Machines Corporation) propuseram um esquema para realizar teletransporte de estados quânticos*. Essa proposta consiste em codificar uma informação em um elétron, por exemplo, e através de um efeito puramente quântico, chamado “emaranhamento**” (que ocorrem entre duas ou mais partículas muito pequenas, tais como em elétrons), a informação codificada é transmitida para outro elétron distante mesmo sem haver interação entre esses elétrons. Isso não ocorre, por exemplo, como a transmissão de informação via onda de rádio. Simplesmente não há fluxo de informação na direção da partícula ao qual se irá teletransportar o estado.</p>
<p>Essa proposta foi realizada experimentalmente pela primeira vez em 1997 usando fótons (partículas de luz). Desde então muitos outros experimentos confirmando o teletransporte foram feitos usando diferentes tipos de partículas.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="size-medium wp-image-380 aligncenter" title="Teletransporte Quântico" src="http://www.tecnosapiens.com.br/home/wp-content/uploads/2008/09/quantum-teleportation-300x225.jpg" alt="Aparato experimental usando em teletransporte quântico." width="300" height="225" /></p>
<p style="text-align: center;"><em>Aparato experimental usando em teletransporte quântico por um <a href="http://www.technovelgy.com/ct/Science-Fiction-News.asp?NewsNum=171">grupo de pesquisadores Australianos.</a></em></p>
<p>Espera-se que esses esquemas possam ser utilizados para a construção de sistemas de comunicação mais seguros e para a construção de computadores quânticos.</p>
<p>Em resumo o termo “teletransporte quântico” é usado para o teletransporte de informação e não de matéria. Para se construir uma máquina que fizesse o teletransporte de matéria, sem nenhuma modificação, seria necessário que essa máquina reconstruísse a informação contida em cada partícula do objeto ao qual se quer teletransportar. Isso segundo a teoria quântica atual não seria possível, pois ao medir um o estado de uma partícula quântica ela seria perturbada (imagine que essa medida fosse feita através de luz; quando a luz incidir em um elétron ela o desloca, mudando seu “estado”).</p>
<hr />* Um estado quântico está relacionado com alguma informação contida em partículas quânticas. Podemos imaginar a seguinte relação: um estado clássico de um sistema binário consiste nos estados 0 ou 1 (passa corrente elétrica ou não em um circuito); Para um estado quântico binário podemos ter o sistema no estado 0, 1 ou em  qualquer superposição de 0 e 1 (por exemplo 30% do estado estar em 0 e 70% de estar em 1, 50% de estar em 0 e 50% em 1, etc). Está é uma interpretação simplificada de um estado quântico.<br />
** Um estado emaranhado não tem um similar no mundo clássico. Porém, para tentar entender podemos imaginar uma moeda que seja partida ao meio, de forma que a “cara” fique com uma pessoa e “coroa” com outra. Se essas pessoas não abrirem a mão não saberão qual é a sua metade. Isso seria uma representação grosseira do estado emaranhado, válido somente para estados quânticos.</p>
<p>Quer saber mais sobre o assunto?</p>
<p><a href="http://ciencia.hsw.uol.com.br/teletransporte2.htm">http://ciencia.hsw.uol.com.br/teletransporte2.htm</a><br />
<a href="http://www.research.ibm.com/quantuminfo/teleportation/">http://www.research.ibm.com/quantuminfo/teleportation/<br />
D. Bouwmeester, J.-W. Pan, K. Mattle, M. Eibl, H. Weinfurter, A. Zeilinger, Experimental Quantum Teleportation, Nature 390, 6660, 575-579 (1997)</a>.<br />
<a href="http://dx.doi.org/10.1007/s10773-007-9524-x">W. B. Cardoso, Teleportation of GHZ-States in QED-Cavities without the Explicit Bell-State Measurement, Int. J. Theor. Phys. 47, p.977 (2008).</a></p>
<p><a class="a2a_dd a2a_target addtoany_share_save" href="http://www.addtoany.com/share_save#url=http%3A%2F%2Fwww.tecnosapiens.com.br%2F2008%2F09%2Fo-que-e-o-teletransporte-quantico%2F&amp;title=O%20que%20%C3%A9%20o%20teletransporte%20qu%C3%A2ntico%3F%3F%3F" id="wpa2a_18"><img src="http://www.tecnosapiens.com.br/home/wp-content/plugins/add-to-any/share_save_171_16.png" width="171" height="16" alt="Share"/></a></p>]]></content:encoded>
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