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	<title>TecnoSapiens</title>
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	<description>De pedras lascadas a mentes afiadas</description>
	<lastBuildDate>Thu, 08 Sep 2011 17:00:46 +0000</lastBuildDate>
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		<title>O lançamento de uma moeda seria mesmo um evento aleatório?</title>
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		<pubDate>Thu, 08 Sep 2011 14:58:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leandro Augusto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Física]]></category>
		<category><![CDATA[Lógica]]></category>
		<category><![CDATA[Matemática]]></category>
		<category><![CDATA[Probabilidade]]></category>
		<category><![CDATA[Equação de movimento]]></category>
		<category><![CDATA[Eventos Aleatórios]]></category>

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		<description><![CDATA[Abra um livro sobre a teoria das probabilidades e certamente o primeiro exemplo será sobre o lançamento de uma moeda, mas será que realmente trata-se de um evento aleatório? &#160; Segundo os livros, uma moeda honesta, tem ambos os lados (cara e coroa) com chances iguais de ocorrência, ou seja, jogo uma moeda e a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<img style='float: left; margin-right: 10px; border: none;' src='http://www.gravatar.com/avatar.php?gravatar_id=1289aa70c9db847f12ef6bd037a42d83&amp;default=http://www.tecnosapiens.com.br/images/defgravatar.gif' alt='No Gravatar' width=60 height=60/><p>Abra um livro sobre a teoria das probabilidades e certamente o primeiro exemplo será sobre o lançamento de uma moeda, mas será que realmente trata-se de um evento aleatório?</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Segundo os livros, uma moeda honesta, tem ambos os lados (cara e coroa) com chances iguais de ocorrência, ou seja, jogo uma moeda e a probabilidade (chance) de sair cara é 50%, correto? Na verdade não.</p>
<p><span id="more-2917"></span></p>
<p>Para quem já estudou um pouco de física, sabe que é possível utilizar as equações de movimento que descrevem o lançamento de um corpo sob a ação da aceleração da gravidade. Bom&#8230; pra quem não se lembra bem, segue a equação abaixo:</p>
<p><img src="http://l.wordpress.com/latex.php?latex=H%20%3D%20H_%7B0%7D%20%2BV_%7B0%7Dt%20%2B%20%5Cfrac%7Bgt%5E%7B2%7D%7D%7B2%7D&#038;bg=B8F1FF&#038;fg=000000&#038;s=0" title="H = H_{0} +V_{0}t + \frac{gt^{2}}{2}" style="vertical-align:-20%;" class="tex" alt="H = H_{0} +V_{0}t + \frac{gt^{2}}{2}" /></p>
<p>Onde <img src="http://l.wordpress.com/latex.php?latex=H&#038;bg=B8F1FF&#038;fg=000000&#038;s=0" title="H" style="vertical-align:-20%;" class="tex" alt="H" /> é a altura final, <img src="http://l.wordpress.com/latex.php?latex=H_%7B0%7D&#038;bg=B8F1FF&#038;fg=000000&#038;s=0" title="H_{0}" style="vertical-align:-20%;" class="tex" alt="H_{0}" /> é a altura inicial, <img src="http://l.wordpress.com/latex.php?latex=V_%7B0%7D&#038;bg=B8F1FF&#038;fg=000000&#038;s=0" title="V_{0}" style="vertical-align:-20%;" class="tex" alt="V_{0}" /> é a velocidade inicial, <img src="http://l.wordpress.com/latex.php?latex=g&#038;bg=B8F1FF&#038;fg=000000&#038;s=0" title="g" style="vertical-align:-20%;" class="tex" alt="g" /> é a aceleração da gravidade e <img src="http://l.wordpress.com/latex.php?latex=t&#038;bg=B8F1FF&#038;fg=000000&#038;s=0" title="t" style="vertical-align:-20%;" class="tex" alt="t" /> o tempo.</p>
<p>Muito bem&#8230; Sabemos que no lançamento de uma moeda, além de ser lançada até um certa altura, ela também sofre um giro (velocidade angular),  pois podemos obter cara ou coroa&#8230; E se treinassemos, afim de sempre obtermos o mesmo lado da moeda? Seria possível? A Resposta é sim.</p>
<p>Lançando a moeda sempre com a mesma velocidade inicial, a mesma altura inicial ,  o mesmo tempo de movimento e a mesma velocidade angular, sempre obteremos a mesma altura final e portando sempre o mesmo lado da moeda.</p>
<p>Isso mostra que o exemplo de probabilidade mais clássico de todos os tempos é furado? De certa forma sim, na verdade, pouca gente se preocupa em se treinar afim de obter o sempre o mesmo lado de uma moeda (pouco útil, eu sei), no entanto o que torna esse exemplo um evento aleatório são as condições iniciais do problema, provavelmente você lançará a moeda com altura e velocidades inicial e angular diferentes, isso nos tranquiliza, pois afinal de contas, seria meio frustrante saber que o famoso 50% de chance cair cara ou coroa fosse babozeira, mas enfim, isso nos fazer refletir um pouco sobre como aprendemos as coisas e como aceitamos muitos conceitos sem nos questionar sobre suas validades.</p>
<p><a class="a2a_dd a2a_target addtoany_share_save" href="http://www.addtoany.com/share_save#url=http%3A%2F%2Fwww.tecnosapiens.com.br%2F2011%2F09%2Fo-lancamento-de-uma-moeda-seria-mesmo-um-evento-aleatorio%2F&amp;title=O%20lan%C3%A7amento%20de%20uma%20moeda%20seria%20mesmo%20um%20evento%20aleat%C3%B3rio%3F" id="wpa2a_2"><img src="http://www.tecnosapiens.com.br/home/wp-content/plugins/add-to-any/share_save_171_16.png" width="171" height="16" alt="Share"/></a></p>]]></content:encoded>
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		<title>Equações</title>
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		<pubDate>Fri, 02 Sep 2011 03:00:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tati de Alencar</dc:creator>
				<category><![CDATA[História]]></category>
		<category><![CDATA[Matemática]]></category>
		<category><![CDATA[Bhaskara Akaria]]></category>
		<category><![CDATA[Equação]]></category>
		<category><![CDATA[Évarist Galois]]></category>
		<category><![CDATA[Fórmula de Bhaskara]]></category>
		<category><![CDATA[François Viète]]></category>
		<category><![CDATA[História da Matemática]]></category>
		<category><![CDATA[Niels Henril Abel]]></category>

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		<description><![CDATA[Hora de continuar nossa viagem pelo mundo da história da matemática. O artigo de hoje vai falar sobre equações, destacando os matemáticos Niels Henril Abel, Évarist Galois, Bhaskara Akaria e François Viète. O estudo das equações começa com os matemáticos tentando saber se uma equação de um dado tipo tinha ou não raiz por calculá-la. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<img style='float: left; margin-right: 10px; border: none;' src='http://www.gravatar.com/avatar.php?gravatar_id=734160ee712323b2bac6c77ed9426777&amp;default=http://www.tecnosapiens.com.br/images/defgravatar.gif' alt='No Gravatar' width=60 height=60/><p style="text-align: justify;">Hora de continuar nossa viagem pelo mundo da história da matemática. O artigo de hoje vai falar sobre equações, destacando os matemáticos Niels Henril Abel, Évarist Galois, Bhaskara Akaria e François Viète.</p>
<p style="text-align: justify;">O estudo das equações começa com os matemáticos tentando saber se uma equação de um dado tipo tinha ou não raiz por calculá-la. Porém, perceberam que algumas equações tinham várias raízes. Eis as questões levantadas: &#8220;Quantas raízes uma equação pode ter? Existirá um limite máximo? E um limite mínimo?&#8221;. A resposta a essas perguntas é o teorema fundamental da álgebra: &#8220;uma equação de grau n tem exatamente n raízes&#8221;. Levando a questão do cálculo efetivo das soluções (a solução por radicais), os matemáticos determinaram as fórmulas que proporcionavam as soluções para os quatro primeiros graus. Porém, tiveram de esperar três séculos até Henril Abel demonstrar que a equação geral de quinto grau não tinha solução por radicais. Depois Abel, assim como Évariste Galois, demonstraram que não apenas a equação de quinto grau, mas todas as de grau maior que cinco não tinham soluções por radicais. Em vez de considerar as raízes de uma equação cada qual em sua individualidade, Galois considerou-as em seu conjunto. Depois, estudou como esse conjunto se comportava quando era submetido a certas transformações, as substituições. Com esse trabalho, Galois abriu um novo campo para a matemática.</p>
<p style="text-align: justify;">A partir de Galois, a álgebra não têm mais a mesma cara. Os objetos que ele criou (estruturas) se tornaram os novos atores da matemática e os procedimentos que ele empregou geraram uma nova maneira de fazer matemática. Tais estruturas não são objetos tomados em suas singularidades, mas em seu conjunto e ligados por laços que estruturam esses conjuntos. Como exemplo, temos a estrutura de grupo inventada por Galois que  se tornou o objeto-rei da álgebra do século XX. Definir a estrutura de um conjunto é ser capaz de dizer em quê, dois elementos que não são idênticos, são diferentes. Essa nova maneira de “enxergar” constitui o que foi chamado de matemática moderna.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-2870"></span></p>
<div id="attachment_2885" class="wp-caption alignright" style="width: 108px"><a href="http://www.tecnosapiens.com.br/home/wp-content/uploads/2011/09/niel.jpg"><img class="size-full wp-image-2885  " style="border: 0pt none;" title="niel" src="http://www.tecnosapiens.com.br/home/wp-content/uploads/2011/09/niel.jpg" alt="" width="98" height="119" /></a><p class="wp-caption-text">Niels Henrik Abel</p></div>
<h2 style="text-align: justify;">Niels Henrik Abel</h2>
<p style="text-align: justify;">Matemático norueguês, foi aluno de Holmboe. Era um aluno de inteligência notável. Seu professor escreveu &#8220;se viver, vai se tornar o melhor matemático do mundo&#8221;. Henrik Abel foi o primeiro a encontrar a solução da equação de quinto grau. Porém seu trabalho só foi reconhecido após sua morte (aos 27 anos), vítima de uma doença. Apesar de não ter vivido muito tempo, foi um dos melhores matemáticos do mundo. Porém, só em Paris suas descobertas foram reconhecidas, quando ele às registrou no Institut de France.</p>
<h2 style="text-align: justify;">Évarist Galois</h2>
<p style="text-align: justify;">Apesar de sempre fazer o que não devia, de ter modos estranhos, péssimo comportamento, Galois era dominado por sua paixão pela matemática. Aos 18 anos, entregou no Institut de France um trabalho sobre as equações do primeiro grau que foi esquecido e extraviado. Seu segundo trabalho também foi esquecido e extraviado.</p>
<div id="attachment_2886" class="wp-caption alignright" style="width: 108px"><a href="http://www.tecnosapiens.com.br/home/wp-content/uploads/2011/09/200px-Galois.jpg"><img class="size-full wp-image-2886  " style="border: 0pt none;" title="200px-Galois" src="http://www.tecnosapiens.com.br/home/wp-content/uploads/2011/09/200px-Galois.jpg" alt="" width="98" height="119" /></a><p class="wp-caption-text">Évarist Galois</p></div>
<p style="text-align: justify;">Galois pela terceira vez entregou seu trabalho do instituto. A dissertação foi examinada por Denis Poisson, porém, Poisson não entendia nada do trabalho. Assim, Galois pagou caro por estar adiantado em relação a seu tempo. Sua tragédia foi ter produzido demonstrações que provavam suas asserções e não ter encontrado ninguém capaz de compreendê-las.</p>
<p style="text-align: justify;">Para completar sua vida azarada, apaixonou-se por uma única mulher que não correspondia à sua paixão. E, por motivos incompreensíveis, um de seus amigos republicanos, também apaixonado pela moça, desafiou-o para um duelo. Seu adversário, era um oficial habituado ao manejo das armas. Na noite que precedeu o duelo, Galois fez seu testamento matemático e no dia seguinte morreu.</p>
<h2 style="text-align: justify;">Bhaskara Akaria</h2>
<p>Famoso atualmente pela fórmula que leva o seu nome, Bhaskara Akaria nasceu em 1114. Tinha um gosto especial por cálculos com números grandes. Sendo que por tentativa, descobriu que o primeiro número que satisfaz a equação x² = 1 + 61y² é 1776319049 e o segundo 22615390.</p>
<div id="attachment_2887" class="wp-caption alignright" style="width: 108px"><a href="http://www.tecnosapiens.com.br/home/wp-content/uploads/2011/09/bViete.jpg"><img class="size-full wp-image-2887  " style="border: 0pt none;" title="bViete" src="http://www.tecnosapiens.com.br/home/wp-content/uploads/2011/09/bViete.jpg" alt="" width="98" height="119" /></a><p class="wp-caption-text">François Viète</p></div>
<h2 style="text-align: justify;">François Viète</h2>
<p style="text-align: justify;">François Viète é conhecido domo o Pai da Álgebra. Advogado francês, inteligente e de espírito vivo, era também apaixonado por Álgebra. A ele devem os passos mais decisivos para a introdução dos símbolos no mundo da matemática. Foi o primeiro a escrever as equações e a estudar suas propriedades através de expressões gerais. Foi graças a François Viète, que pela primeira vez na história da matemática, os objetos de estudo passaram a ser não problemas numéricos sobre os problemas do dia-a-dia, mas sim as próprias expressões algébricas. A partir desse momento, as equações passaram a ser interpretadas como as entendemos atualmente: equação, o idioma da álgebra.</p>
<p style="text-align: justify;">Próximo artigo: Pierre Fermat</p>
<p><a class="a2a_dd a2a_target addtoany_share_save" href="http://www.addtoany.com/share_save#url=http%3A%2F%2Fwww.tecnosapiens.com.br%2F2011%2F09%2Fequacoes%2F&amp;title=Equa%C3%A7%C3%B5es" id="wpa2a_4"><img src="http://www.tecnosapiens.com.br/home/wp-content/plugins/add-to-any/share_save_171_16.png" width="171" height="16" alt="Share"/></a></p>]]></content:encoded>
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		<title>Os três grandes problemas da matemática</title>
		<link>http://www.tecnosapiens.com.br/2011/08/os-tres-grandes-problemas-da-matematica/</link>
		<comments>http://www.tecnosapiens.com.br/2011/08/os-tres-grandes-problemas-da-matematica/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 02 Aug 2011 02:38:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tati de Alencar</dc:creator>
				<category><![CDATA[História]]></category>
		<category><![CDATA[Matemática]]></category>
		<category><![CDATA[duplicação do cubo]]></category>
		<category><![CDATA[História da Matemática]]></category>
		<category><![CDATA[quadratura do círculo]]></category>
		<category><![CDATA[régua e compasso]]></category>
		<category><![CDATA[três grandes problemas da matemática]]></category>
		<category><![CDATA[trissecção do ângulo]]></category>

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		<description><![CDATA[Antes de falarmos sobre os 3 grandes problemas da matemática, é importante conhecer o significado da expressão &#8220;régua e compasso&#8221;. Em sua obra Elementos, Euclides fala de &#8220;construir um segmento&#8221;, prolongar um segmento&#8221; e &#8220;construir uma circunferência&#8221;. Apesar de não mencionar a régua e o compasso, fica claro o uso desses instrumentos pelas regras estabelecidas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<img style='float: left; margin-right: 10px; border: none;' src='http://www.gravatar.com/avatar.php?gravatar_id=734160ee712323b2bac6c77ed9426777&amp;default=http://www.tecnosapiens.com.br/images/defgravatar.gif' alt='No Gravatar' width=60 height=60/><p style="text-align: justify;">Antes de falarmos sobre os 3 grandes problemas da matemática, é importante conhecer o significado da expressão &#8220;régua e compasso&#8221;.</p>
<p style="text-align: justify;">Em sua obra <em>Elementos</em>, Euclides fala de &#8220;construir um segmento&#8221;, prolongar um segmento&#8221; e &#8220;construir uma circunferência&#8221;. Apesar de não mencionar a régua e o compasso, fica claro o uso desses instrumentos pelas regras estabelecidas por ele:</p>
<ul style="text-align: justify;">
<li>A régua só pode ser usada para, dados dois pontos A e B, construir um segmento, tão longo quanto se queira, que contenha aqueles dois pontos;</li>
<li>O compasso só pode ser usado para, dados dois pontos A e B, construir a circunferência de centro A e que passa por B.</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;">Por isso, as construções com régua e compasso são chamadas de construções euclidianas. Elas são baseadas nos 3 primeiros postulados de Euclides:</p>
<ul style="text-align: justify;">
<li>desenhar uma linha reta de um ponto à outro ponto;</li>
<li>produzir uma linha reta finita continuamente em outra linha reta;</li>
<li>escrever um círculo dado qualquer centro e qualquer raio.</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;">Algumas construções com régua e compasso:</p>
<table border="0" align="center">
<tbody>
<tr>
<td><a class="image" href="http://www.tecnosapiens.com.br/wiki/Ficheiro:Perpendicular_bisector.gif"><img class="alignleft" src="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/4/45/Perpendicular_bisector.gif" alt="Perpendicular bisector.gif" width="100" height="166" /></a></td>
<td><a href="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/1/14/Bisection_construction.gif"><img class="alignleft" src="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/1/14/Bisection_construction.gif" alt="Ficheiro:Bisection construction.gif" width="100" height="100" /></a></td>
<td><a href="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/c/cf/HexagonConstructionAni.gif"><img src="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/c/cf/HexagonConstructionAni.gif" alt="Ficheiro:HexagonConstructionAni.gif" width="109" height="100" /></a></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p style="text-align: center;"><a href="http://pt.wikibooks.org/wiki/Matem%C3%A1tica_elementar/Geometria_plana/Constru%C3%A7%C3%B5es_geom%C3%A9tricas_usando_r%C3%A9gua_e_compasso#Introdu.C3.A7.C3.A3o" target="_blank">Fonte</a></p>
<p style="text-align: justify;">Os 3 grandes problemas da matemática, quadratura do círculo, duplicação do cubo e trissecção do ângulo, devem ser resolvidos usando-se apenas régua e compasso.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-2852"></span></p>
<h2 style="text-align: justify;">Quadratura do círculo</h2>
<p style="text-align: justify;">Por mais de dois mil anos, matemáticos de várias partes do mundo tentaram resolver o problema da quadratura do círculo. Quadrar o círculo significa construir, com o auxílio de régua e compasso (instrumento dos deuses), um quadrado que tenha exatamente a mesma área do círculo. Hoje em dia, quando se fala na impossibilidade de resolver este problema, trata-se da impossibilidade relativa de usar esses dois instrumentos (régua e compasso).</p>
<p style="text-align: justify;">Desde os tempos de Pitágoras, há tentativas de resolver o problema da quadratura do círculo. Arquimedes foi o primeiro a se dar conta de que a dificuldade estava em definir a área de uma superfície delimitada por uma curva. Usando o hoje conhecido &#8220;método da exaustão&#8221;, uma série de polígonos inscritos e polígonos circunscritos ao círculo, que o valor de pi estava entre 3,14084507 3,142857143.</p>
<p style="text-align: justify;">No Papiro Rhind (Ahmes) é dada uma solução para se construir um quadrado de área próxima a de um círculo. Para tanto, o lado do quadrado deveria ser 8/9 do diâmetro do círculo. Esta aproximação corresponde a tomar 3,1605 como valor para pi, logo, não é uma construção geométrica precisa.</p>
<p style="text-align: justify;">Contudo, por mais aproximações que se façam, não é possível quadrar exatamente o círculo (com régua e compasso). Em 1882, o matemático alemão Carl Louis Ferdinand von Lindemann provou que pi é um número transcendente, ou seja, não é raiz de qualquer equação algébrica com coeficientes inteiros. Assim, a transcendência de pi torna impossível de se resolver o problema da quadratura do círculo somente com uma régua e um compasso.</p>
<h2 style="text-align: justify;">Duplicação do cubo</h2>
<p style="text-align: justify;">No século V a.C., uma epidemia de peste dizimou uma quarta parte da população de Atenas. Conta-se que os atenienses teriam enviado uma delegação ao oráculo de Apolo, na cidade de Delfos, para perguntar como poderiam combater o mal. Os integrantes da delegação teriam recebido como resposta que, para a peste acabar, o altar de Apolo deveria ser duplicado. Para cumprir a ordem, os habitantes de Atenas dobraram os lados do altar, mas a peste tornou-se muito mais violenta. Por dobrarem as arestas do cubo, o altar teve o seu volume multiplicado por oito e não por dois.</p>
<p style="text-align: justify;">A duplicação do cubo consiste em construir, com régua e compasso, a aresta do cubo cujo volume é o dobro do cubo inicial. Alguns nomes se destacam na tentativa de solucionar o problema, entre eles Hipócrates de Chios e Arquitas de Tarento. Porém, todas as soluções eram teóricas.</p>
<p style="text-align: justify;">No século XIX, foi estabelecida a impossibilidade da construção usando apenas régua e compasso.</p>
<h2 style="text-align: justify;">Trissecção do ângulo</h2>
<p style="text-align: justify;">Esse problema consiste em dividir um ângulo em três partes iguais. Ou seja, a partir de um ângulo qualquer, construir um outro com o terço da sua amplitude. Diferente dos outros dois grandes problemas da matemática, não há referência de quando a trissecção do ângulo começou a ser estudada.</p>
<p style="text-align: justify;">Algumas soluções foram produzidas, mas nenhuma delas usando a regra básica (usar régua e compasso).</p>
<p style="text-align: justify;">Em 1837, Pierre Laurent Wantzel mostrou que é impossível resolver esse problema como ele foi proposto.</p>
<hr />
<p style="text-align: justify;">Fontes:</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://super.abril.com.br/superarquivo/1989/conteudo_111717.shtml">http://super.abril.com.br/superarquivo/1989/conteudo_111717.shtml</a></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.ime.usp.br/~leo/imatica/historia/quadr_circulo.html">http://www.ime.usp.br/~leo/imatica/historia/quadr_circulo.html</a></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.ime.usp.br/~leo/imatica/historia/duplica-cubo.html">http://www.ime.usp.br/~leo/imatica/historia/duplica-cubo.html</a></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.ime.usp.br/~leo/imatica/historia/trissec_angulo.html" target="_blank">http://www.ime.usp.br/~leo/imatica/historia/trissec_angulo.html</a></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.fc.up.pt/mp/jcsantos/problemasclassicos.html" target="_blank">http://www.fc.up.pt/mp/jcsantos/problemasclassicos.html</a></p>
<p><a class="a2a_dd a2a_target addtoany_share_save" href="http://www.addtoany.com/share_save#url=http%3A%2F%2Fwww.tecnosapiens.com.br%2F2011%2F08%2Fos-tres-grandes-problemas-da-matematica%2F&amp;title=Os%20tr%C3%AAs%20grandes%20problemas%20da%20matem%C3%A1tica" id="wpa2a_6"><img src="http://www.tecnosapiens.com.br/home/wp-content/plugins/add-to-any/share_save_171_16.png" width="171" height="16" alt="Share"/></a></p>]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Conto sobre um Analista de Sistemas</title>
		<link>http://www.tecnosapiens.com.br/2011/07/conto-sobre-um-analista-de-sistemas/</link>
		<comments>http://www.tecnosapiens.com.br/2011/07/conto-sobre-um-analista-de-sistemas/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 30 Jul 2011 16:09:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Raphael Carvalho</dc:creator>
				<category><![CDATA[Contos]]></category>

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		<description><![CDATA[Thiago é um destes jovens da nova geração (esta antecede a próxima, que já virá da maternidade com portas USB integradas) e busca fazer uso de tudo o que a internet tem para oferecer, até o último byte. Outro dia vi ele fulo da vida na lanchonete da dona Josefa, dizendo que roubaram uma de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<img style='float: left; margin-right: 10px; border: none;' src='http://www.gravatar.com/avatar.php?gravatar_id=0c473b1b4ba3d0bd5c2f3a2dcafad533&amp;default=http://www.tecnosapiens.com.br/images/defgravatar.gif' alt='No Gravatar' width=60 height=60/><p style="text-align: justify;">Thiago é um destes jovens da nova geração (esta antecede a próxima, que já virá da maternidade com portas USB integradas) e busca fazer uso de tudo o que a internet tem para oferecer, até o último byte.</p>
<p style="text-align: justify;">Outro dia vi ele fulo da vida na lanchonete da dona Josefa, dizendo que roubaram uma de suas ideias e batizaram de Google Plus, me mostrou até um rascunho em folha de caderno, uns diagramas em letras tremidas. Fiquei imaginando que curioso seria o Thiago indo a tribunal contra a Google alegando que roubaram seu círculo. Quando eu disse pra ele que a ideia não era assim tão única e genial, ele fez uma cara brava meio assim: &gt;.&lt; , e pelo tom de voz, eu sabia que se estivéssemos no MSN ele teria me bloqueado.</p>
<p style="text-align: justify;">Não entendia muito bem a dinâmica do meu amigo, o tempo todo estava online. Uma vez vi uma reportagem na TV sobre pessoas viciadas em informação, mas não sei até que ponto podemos chamar Tíbia ou RedTube de canais de informação.</p>
<p style="text-align: justify;">Certa vez ele entrou no Bate-Papo do UOL e começou a xavecar uma mulher mais velha, chegaram a trocar telefone. Tempos depois minha mãe veio me falar de um garoto bonito que conheceu na internet, mostrou a foto toda orgulhosa e eu não sabia onde enfiar a cara, era o maldito Thiago. Conversei com ele sobre a situação, e ele me disse que estava apaixonado pela minha mãe, lembro que precisei de muita paciência pra convencê-lo a manter todos os dentes da boca.</p>
<p style="text-align: justify;">Houve um episódio no entanto que eu nunca vou esquecer, está bem gravado em minha memória ROM. Por mais estranho que possa parecer, Thiago tinha 5 ex-namoradas. Certa vez um amigo me disse que todo produto tem seu mercado, e isso cabia bem à situação. Bem, eu estava voltando da faculdade e resolvi visitá-lo, fazia semanas que não nos víamos. Chegando ao apartamento dele, o encontrei em meio a livros de PHP e MySQL, estava visivelmente concentrado em um projeto e resolveu compartilhá-lo comigo. Como ele alegava ser o detentor da ideia do Google Plus, imaginei que ele estivesse desenvolvendo alguma nova e revolucionária rede social, mas qual minha surpresa quando ele me mostrou um diagrama entidade-relacionamento e era baseado em seus relacionamentos passados?</p>
<p style="text-align: justify;">- Mas Thiago, me diz, qual o objetivo desse projeto?<br />
- Veja bem, meu amigo, um belo dia eu tava em casa assistindo aquele filme absurdo, Mulher Nota 1000, já viu esse?<br />
- Vi sim, não é aquele em que dois nerds criam uma mulher no computador e dão vida a ela numa tempestade?<br />
- Esse mesmo! Pois bem, eu vi esse filme, achei ridícula a ideia dos caras! Óbvio que não é possível criar uma mulher no computador, alguém pra se ter um relacionamento, ou qualquer coisa que o valha. Mas, veja bem, o computador pode me indicar a parceira ideal!<br />
- Peraí Thiago, explica melhor esse periquito, não tô acompanhando. Você tá falando do Badoo?<br />
- Que Badoo o que, cara! Algo muito melhor que isso. Sabe, eu nunca entendi muito bem porque meus relacionamentos não deram certo, mas tenho em minha memória uma série de atributos e características de cada um deles, de cada uma das garotas. Vou alimentar uma base de dados com todos os atributos que eu não quero em uma parceira, daí vou selecionar minha próxima namorada por exclusão. Como farei isso? Utilizando avançadas técnicas de inteligência artificial e API’s das redes sociais mais famosas; vou fazer uma varredura na web eliminando todas as garotas, até que sobrará a parceira ideal. Se sobrar mais de uma, que seja dezenas ou centenas, vou atribuir um código para cada uma e sortear a escolhida.<br />
- Porra Thiago, que ideia genial!<br />
- Eu sei, gostou?<br />
- Adorei, só tenho uma observação a fazer, talvez você até queira reconsiderar seu algoritmo.<br />
- Opa, diga, é muito importante ter feedback. Qual a observação?<br />
- Você é um idiota.</p>
<p><a class="a2a_dd a2a_target addtoany_share_save" href="http://www.addtoany.com/share_save#url=http%3A%2F%2Fwww.tecnosapiens.com.br%2F2011%2F07%2Fconto-sobre-um-analista-de-sistemas%2F&amp;title=Conto%20sobre%20um%20Analista%20de%20Sistemas" id="wpa2a_8"><img src="http://www.tecnosapiens.com.br/home/wp-content/plugins/add-to-any/share_save_171_16.png" width="171" height="16" alt="Share"/></a></p>]]></content:encoded>
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		<title>Pitágoras e os pitagóricos</title>
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		<pubDate>Mon, 25 Jul 2011 22:29:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tati de Alencar</dc:creator>
				<category><![CDATA[História]]></category>
		<category><![CDATA[Matemática]]></category>
		<category><![CDATA[Arquitas de Tarento]]></category>
		<category><![CDATA[Escola pitagórica]]></category>
		<category><![CDATA[Filolaus]]></category>
		<category><![CDATA[Hipasus]]></category>
		<category><![CDATA[Hipócrates]]></category>
		<category><![CDATA[História da Matemática]]></category>
		<category><![CDATA[Média harmônica]]></category>
		<category><![CDATA[Pitágoras]]></category>
		<category><![CDATA[Pitagóricos]]></category>

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		<description><![CDATA[Continuando a desvendar as histórias por trás da matemática&#8230; Pitágoras viveu no século VI a.C., nasceu por volta do ano de 580 a.C. na ilha de Samos, no meio do mar Egeu, mas passou parte da vida no sul da Itália, morrendo em Crotona. Ele e seus alunos fizeram muitas descobertas em Matemática, Filosofia e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<img style='float: left; margin-right: 10px; border: none;' src='http://www.gravatar.com/avatar.php?gravatar_id=734160ee712323b2bac6c77ed9426777&amp;default=http://www.tecnosapiens.com.br/images/defgravatar.gif' alt='No Gravatar' width=60 height=60/><p style="text-align: justify;">Continuando a desvendar as histórias por trás da matemática&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">Pitágoras viveu no século VI a.C., nasceu por volta do ano de 580 a.C. na ilha de Samos, no meio do mar Egeu, mas passou parte da vida no sul da Itália, morrendo em Crotona. Ele e seus alunos fizeram muitas descobertas em Matemática, Filosofia e Astronomia. Sabiam que a Terra é redonda e se move ao redor do Sol. O nome matemática que significa “tudo que se aprende”, foi criado por Pitágoras e seus discípulos. “O número dirige o Universo”, diziam Pitágoras e seus seguidores, os pitagóricos.</p>
<p style="text-align: justify;">O famoso teorema <a href="http://www.codecogs.com/eqnedit.php?latex=c^2=a^2 @plus; b^2" target="_blank"><img title="c^2=a^2 + b^2" src="http://latex.codecogs.com/gif.latex?c^2=a^2 + b^2" alt="" /></a> foi demonstrado pela primeira vez por Pitágoras.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-2775"></span></p>
<div class="mceTemp" style="text-align: justify;">
<dl id="attachment_2787" class="wp-caption  alignright" style="width: 204px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://www.tecnosapiens.com.br/home/wp-content/uploads/2011/07/Captura_de_tela.png"><img class="size-full wp-image-2787" style="border: 0pt none;" title="Captura_de_tela" src="http://www.tecnosapiens.com.br/home/wp-content/uploads/2011/07/Captura_de_tela.png" alt="" width="194" height="186" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">O Pentagrama: símbolo da Escola Pitagórica</dd>
</dl>
</div>
<p style="text-align: justify;">A Escola Pitagórica se instalou em Crotona (bem embaixo na bota italiana). De Pitágoras, que foi aluno de Tales por alguns anos, a Arquitas de Tarento, ele próprio fiel amigo de Platão, a Escola Pitagórica durou perto de 150 anos e contou 218 pitagóricos. Nem todos matemáticos, entre eles: Hipócrates de Chios, Teodoro de Cirene, Filolaus, Arquitas de Tarento e Hipasus.</p>
<p style="text-align: justify;">Com os pitagóricos o universo da matemática se ampliou. Eles introduziram a música e a mecânica. Sua visão mística dos números não os impediu de fundar a aritmética como a ciência dos números. É a eles que devemos as primeiras demonstrações verdadeiras da História. Além da demonstração da irracionalidade da raiz de 2, demonstraram por exemplo que todos os triângulos têm em comum o fato de  a soma de seus ângulos internos ser igual a 180 graus.</p>
<p style="text-align: justify;">Na Escola Pitagórica existiam alguns tipos de pitagóricos:</p>
<ul style="text-align: justify;">
<li>exotéricos: os que ficavam fora do espaço em que Pitágoras fivaca, só tinham acesso a seu ensinamento pela audição. Ouviam-no, mas não o viam;</li>
<li>esotéricos: só eles podiam ouvir Pitágoras e vê-lo;</li>
<li>acusmáticos: a quem eram transmitidos os resultados, mas não as demonstrações para chegar a eles;</li>
<li>matemáticos: a quem se transmitia os resultados e as demonstrações.</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;">Akousmata, eram palavras que eram transmitidas apenas oralmente e de que não havia vestígios escritos.</p>
<h2 style="text-align: justify;">Hipasus</h2>
<p style="text-align: justify;">Hipasus (Hipaso de Metaponto), nasceu por volta de 500 a.C. na Magna Grécia e foi um filósofo grego. Diz-se que foi ele quem  primeiro divulgou a existência dos números irracionais. Tal ato o tornou odiado pelos outros pitagóricos que achavam que os números racionais podiam descrever toda a geometria do mundo. Como resultado, o expulsaram da comunidade e construíram um santuário para ele como se ele estivesse morto.</p>
<p style="text-align: justify;">A causa da sua morte ainda é um mistério até hoje. Uma das versões é que ele morreu no mar, em um naufrágio. Mas, há relatos de que o próprio Pitágoras tenha o condenado à morte.</p>
<p style="text-align: justify;">Ele também foi indicado como um experimentador no início de acústica e de ressonância. Alguns de seus trabalhos originais ainda sobrevivem. Hipasus é também o inventor da média harmônica.</p>
<p style="text-align: justify;">Existem três tipos de médias:</p>
<p style="text-align: justify;">Aritmética: “O excesso do primeiro número em relação ao segundo é idênico ao excesso do segundo em relação ao terceiro”</p>
<p style="text-align: justify;"><img title="a – b = b – c" src="http://latex.codecogs.com/gif.latex?a – b = b – c" alt="" /></p>
<p style="text-align: justify;">b é a média aritmética de a e c</p>
<p style="text-align: justify;"><img title="b = \frac{(a + c)}{2}" src="http://latex.codecogs.com/gif.latex?b = \frac{(a + c)}{2}" alt="" /></p>
<p style="text-align: justify;">Geométrica: “O primeiro está para o segundo assim como o segundo está para o terceiro&#8221;</p>
<p style="text-align: justify;"><img title="\frac{a}{b} = \frac{b}{c}" src="http://latex.codecogs.com/gif.latex?\frac{a}{b} = \frac{b}{c}" alt="" /></p>
<p style="text-align: justify;">b é a média geométrica de a e c</p>
<p style="text-align: justify;"><img title="b^2 = a \times c" src="http://latex.codecogs.com/gif.latex?b^2 = a \times c" alt="" /></p>
<p style="text-align: justify;">Harmônica; “O primeiro ultrapassa o segundo de uma fração de si próprio, enquanto o segundo ultrapassa o terceiro da mesma fração do terceiro”.</p>
<p style="text-align: justify;">Exemplo: números 6, 4 e 3.</p>
<p style="text-align: justify;">4 é a média harmônica de 6 e 3.</p>
<p style="text-align: justify;">6 ultrapassa 4 de 2 unidades (6 = 4 + 2) que é um terço de 6 (2 = 1/3 de 6).</p>
<p style="text-align: justify;">4 ultrapassa 3 de 1 unidade (4 = 3 + 1) que é um terço de 3 (1 = 1/3 de 3).</p>
<h2 style="text-align: justify;">Hipócrates</h2>
<p style="text-align: justify;">Foi um dos mais eminentes geômetras. Inventor do raciocínio por absurdo (uma das armas mais temíveis da lógica). Hipócrates estabeleceu a quadratura das lúnulas (luas crescentes). Velho, foi expulso da Escola Pitagórica por receber dinheiro para revelar a geometria.</p>
<h2 style="text-align: justify;">Arquitas de Tarento</h2>
<p style="text-align: justify;">Arquitas de Tarento é considerado o mais ilustre dos matemáticos pitagóricos. Inventor do número 1. Também foi o primeiro engenheiro, criando a arte mecânica. Não se contentando com desenhar máquinas no papiro, ele as construiu de verdade. Fabricou um pássaro mecânico, uma pomba de madeira que voava sozinha mas quando pousava, não podia levantar vôo mais. Arquitas também fazia política e ainda salvara Platão em certa ocasião.</p>
<h2 style="text-align: justify;">Filolaus</h2>
<p style="text-align: justify;">Na cidade de Crotona, onde ficava a Escola Pitagórica, havia um morador rico e poderoso chamado Cílon que queria ser admitido de qualquer jeito entre os pitagóricos. Várias vezes seu pedido foi rejeitado. Violento e autoritário, Cílon não suportou que lhe recusassem o que ele desejava. Assim, resolveu se vingar.<br />
Os membros da Escola se reuniam regularmente num casarão para deliberar sobre os assuntos da cidade. Cílon e seus partidários se aproximaram e puseram fogo nela. Todos os ocupantes morreram queimados, menos um.<br />
O sobrevivente foi Filolaus. Ele se interessava por astronomia e cosmografia. Foi o primeiro pensador que ousara expulsar a Terra do centro do Universo, ele imaginava isso dois mil anos antes de Copérnico e Galileu.</p>
<div class="mceTemp mceIEcenter" style="text-align: justify;">
<dl id="attachment_2789" class="wp-caption aligncenter" style="width: 466px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://www.tecnosapiens.com.br/home/wp-content/uploads/2011/07/pitagoricos.jpg"><img class="size-full wp-image-2789  " style="border: 0pt none;" title="4 T" src="http://www.tecnosapiens.com.br/home/wp-content/uploads/2011/07/pitagoricos.jpg" alt="" width="456" height="281" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Membros da Escola pitagórica celebrando o nascimento do sol (Fyodor Bronnikov)</dd>
</dl>
</div>
<p style="text-align: justify;">
<p><a class="a2a_dd a2a_target addtoany_share_save" href="http://www.addtoany.com/share_save#url=http%3A%2F%2Fwww.tecnosapiens.com.br%2F2011%2F07%2Fpitagoras-e-os-pitagoricos%2F&amp;title=Pit%C3%A1goras%20e%20os%20pitag%C3%B3ricos" id="wpa2a_10"><img src="http://www.tecnosapiens.com.br/home/wp-content/plugins/add-to-any/share_save_171_16.png" width="171" height="16" alt="Share"/></a></p>]]></content:encoded>
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		<title>Alexandria: A capital do conhecimento</title>
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		<pubDate>Mon, 18 Jul 2011 07:44:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tati de Alencar</dc:creator>
				<category><![CDATA[História]]></category>
		<category><![CDATA[Matemática]]></category>
		<category><![CDATA[Alexandria]]></category>
		<category><![CDATA[Apolônio]]></category>
		<category><![CDATA[Biblioteca de Alexandria]]></category>
		<category><![CDATA[Diofanto]]></category>
		<category><![CDATA[Eratóstenes]]></category>
		<category><![CDATA[Euclides]]></category>
		<category><![CDATA[Hipatia]]></category>
		<category><![CDATA[História da Matemática]]></category>
		<category><![CDATA[Menaecmus]]></category>
		<category><![CDATA[Museu de Alexandria]]></category>
		<category><![CDATA[Os Elementos]]></category>
		<category><![CDATA[Ptolomeu]]></category>

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		<description><![CDATA[A palavra museu significa &#8220;refúgio das musas&#8221;. Na mitologia grega, as musas eram as divindades inspiradoras das artes e das ciências, sendo assim, este nome foi atribuído pelo governante egípcio, Ptolomeu, ao mais importante centro de ensino e pesquisa criado em Alexandria. Mais de 500.000 manuscritos de caráter científico foram guardados na biblioteca do museu, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<img style='float: left; margin-right: 10px; border: none;' src='http://www.gravatar.com/avatar.php?gravatar_id=734160ee712323b2bac6c77ed9426777&amp;default=http://www.tecnosapiens.com.br/images/defgravatar.gif' alt='No Gravatar' width=60 height=60/><div id="attachment_2761" class="wp-caption alignright" style="width: 218px"><a href="http://www.tecnosapiens.com.br/home/wp-content/uploads/2011/07/alexandria.jpg" target="_blank"><img class="size-full wp-image-2761  " style="border: 0pt none;" title="alexandria" src="http://www.tecnosapiens.com.br/home/wp-content/uploads/2011/07/alexandria.jpg" alt="" width="208" height="130" /></a><p class="wp-caption-text">Alexandria (Clique na imagem para ver o mapa ampliado)</p></div>
<p style="text-align: justify;">A palavra museu significa &#8220;refúgio das musas&#8221;.</p>
<p style="text-align: justify;">Na mitologia grega, as musas eram as divindades inspiradoras das artes e das ciências, sendo assim, este nome foi atribuído pelo governante egípcio, Ptolomeu, ao mais importante centro de ensino e pesquisa criado em Alexandria.</p>
<p style="text-align: justify;">Mais de 500.000 manuscritos de caráter científico foram guardados na biblioteca do museu, fundado no início do século III a.C. Quase todos os grandes cientistas da época trabalhavam nessa instituição, entre eles Euclides. O museu funcionava como uma universidade moderna. Alexandria abrigou numerosos sábios, como Cláudio Ptolomeu, no século II e Diofanto no século III.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-2757"></span></p>
<h2 style="text-align: justify;">A maior biblioteca da antiguidade</h2>
<p style="text-align: justify;">A Biblioteca de Alexandria reunia obras de todo o mundo antigo. Todos os textos e documentos da época deveriam ter uma cópia ali. Calímaco, um de seus diretores, organizou um índice de todos os textos do acervo. Foram necessários mais de 100 papiros para catalogar tudo. Porém, nada sobrou da Biblioteca. Os papiros, os móveis, o prédio, tudo sumiu. Nenhum historiador pôde descobrir com certeza como. Alguns dizem que o fogo a destruiu em 48 a.C., durante uma revolta contra Júlio César, que estava em Alexandria. Outros afirmam que foi incendiada em 390 e há quem acredite que o califa Omar, em 641, mandou destruir o que restava dela.<br />
Em seu livro “A Bilblioteca Desaparecida”, de 1988, o estudioso italiano Luciano Canfora nega todas essas versões. Para ele, a Biblioteca foi desmontada no século III, por ordem do imperador Aureliano.</p>
<h2 style="text-align: justify;">Diofanto</h2>
<p style="text-align: justify;">Diofanto, grande matemático, viveu e trabalhou em Alexandria no século III a.C., apenas 6 livros de sua coleção Aritmética restaram.</p>
<p style="text-align: justify;">O que aqui pretende-se destacar, é seu epitáfio:</p>
<blockquote><p>Passante, neste túmulo repousa Diofanto.<br />
Grande prodígio! A ciência dará a você a medida da sua vida. Escuta. Deus lhe concedeu ser jovem durante a sexta parte de sua vida. Um doze avos mais, e cresceu-lhe uma barba negra. Depois, passado um sétimo, foi o dia do seu casamento. E desse casamento nasceu-lhe um filho no quinto ano. Ah, ai de ti, pobre filhinho: ele conheceu o frio da morte depois de ter vivido apenas a metade da idade de seu pai. Mas, depois de quatro anos, este, encontrando por sua vez consolo para sua afeição, atingiu com essa sabedoria o termo da sua vida. Quanto sua vida durou?</p></blockquote>
<p style="text-align: justify;">*Resposta no final do post.</p>
<h2 style="text-align: justify;">Euclides</h2>
<p style="text-align: justify;">Euclides era um dos que trabalhava na Biblioteca de Alexandria. Sua principal obra, Os Elementos, desde sua publicação em 300 a.C., teve uma repercussão tão grande que durante mais de vinte séculos os homens estudaram Geometria de acordo com os ensinamentos de Euclides. Na obra, Euclides realiza todas as construções utilizando apenas régua e compasso, além disso, a régua não tem qualquer marcação.<br />
Elementos é constituído de treze livros ou capítulos, sendo os seis primeiros sobre geometria, os três seguintes sobre os diferentes tipos de números, o livro X sobre segmentos incomensuráveis e os três últimos sobre geometria no espaço. Os livros II e V são dedicados ao estudo da Álgebra.I à IV – Geometria;</p>
<ul style="text-align: justify;">
<li>V – Livro das Proporções;</li>
<li>VI – Livro da Semelhança;</li>
<li>VII à IX – livros de Aritmética;</li>
<li>X – Livro dos Irracionais;</li>
<li>XI e XII – Geometria no espaço;</li>
<li>XIII – Coroamento da obra inteira.</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;">O autor numerou-os de I a XIII para afirmar que formam um todo e que esse todo se desenvolve seguindo uma ordem precisa. Ordem interna em cada volume e ordem entre os volumes.</p>
<h2 style="text-align: justify;">Hipatia &#8211; única matemática da Antiguidade</h2>
<p style="text-align: justify;">No fim do século IV, vivia em Alexandria uma família de matemáticos famosos, Téon, e seus filhos, Hipatia e Epifânio. É nas obras de Téon que se encontra o famoso método de cálculo das raízes quadradas. A filha dele, Hipatia, realizou trabalhos brilhantes a partir das descobertas de Apolônio, e trabalhou igualmente sobre Diofanto e Ptolomeu. Epifânio também trabalhou sobre a astronomia de Ptolomeu. Dizem que era menos talentoso que a irmã. Reatando com os grandes antigos, Hipatia era tão boa fiósofa quanto matemática, a ponto de ensinar as duas disciplinas. Centenas de ouvintes assistiam às suas aulas, subjugados por sua inteligência, seu saber e sua beleza. Tudo isso, atributos insuportáveis para os partidários da nova ordem moral que se abatia sobre Alexandria. Certo dia do ano de 415, o populacho, longamente trabalhado pelos homens do patriarca de Alexandria, precipitou-se sobre sua charrete, jogou-a no chão, tirou-lhe a roupa e arrastou-a para um santuário. Ela foi torturada com cascas de ostra afiadas como lâminas, antes de ser queimada viva.</p>
<h2 style="text-align: justify;">Cônicas</h2>
<p style="text-align: justify;">O encontro do cone de luz proveniente da cúpula de um abajur com o plano da parede, formam-se: circuferência, elipse, parábole e hipérbole.<br />
Menaecmus, matemático grego, descobriu o fenômeno em século IV a.C. Ele descobriu que essas figuras tão diferentes podiam ser criadas à partir de um mesmo acontecimento: o encontro de um cone com um plano, e que era possível passar de uma a outra sem transição, pela simples inclinação contínua do eixo do cone.<br />
Dois séculos depois de Menaecmus, Apolônio apoderou-se do tema para dele fazer um dos campos mais pontudos da geometria. Ele é o inventor dos nomes das cônicas:</p>
<ul style="text-align: justify;">
<li>Hipérbole &#8211; que vem de excesso, hiper: “algo mais”;</li>
<li>Elipse &#8211; que vem de falta: “algo menos”;</li>
<li>Parábola – para: o mesmo, “exatamente o necessário”.</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;">Incontestavelmente, o homem das cônicas é Apolônio, a quem foi dado o título de Grande Geômetra. Ele viveu em Alexandria na segunda metade do século III a.C. Provavelmente residente do museu de Alexandria, freqüentou a grande Biblioteca dirigida na época por Eratóstenes.</p>
<h2 style="text-align: justify;">Eratóstenes</h2>
<p style="text-align: justify;">No mesmo período em que viveu Arquimedes, outro matemático grego também se destacou: Eratóstenes (276-196 a.C.). Natural de Cirene, Eratóstenes viveu parte da juventude em Atenas. Foi um atleta bastante popular, destacando-se em várias modalidades esportivas. Apesar de seus múltiplos interesses, ele não conseguiu ser pioneiro em nenhuma das atividades que desenvolveu, nas Ciências ou nas Letras. Por esse motivo, os gregos o chamavam de Beta (<a href="http://www.codecogs.com/eqnedit.php?latex=\beta" target="_blank"><img title="\beta" src="http://latex.codecogs.com/gif.latex?\beta" alt="" /></a>), que é a segunda letra do alfabeto grego, deixando claro que o reconheciam como segundo em tudo, mas nunca o melhor em nada. Mas nenhum matemático ou astrônomo se igualou a ele nos cálculos para medir a circuferência da Terra utilizando apenas uma vareta.</p>
<p style="text-align: justify;">*Duração da vida chamemo-la de V:</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.codecogs.com/eqnedit.php?latex=V = \frac{V}{6}@plus;\frac{V}{12}@plus;\frac{V}{7}@plus;5@plus;\frac{V}{2}@plus;4=84" target="_blank"><img title="V = \frac{V}{6}+\frac{V}{12}+\frac{V}{7}+5+\frac{V}{2}+4=84" src="http://latex.codecogs.com/gif.latex?V = \frac{V}{6}+\frac{V}{12}+\frac{V}{7}+5+\frac{V}{2}+4=84" alt="" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Resposta: 84</p>
<p><a class="a2a_dd a2a_target addtoany_share_save" href="http://www.addtoany.com/share_save#url=http%3A%2F%2Fwww.tecnosapiens.com.br%2F2011%2F07%2Falexandria-a-capital-do-conhecimento%2F&amp;title=Alexandria%3A%20A%20capital%20do%20conhecimento" id="wpa2a_12"><img src="http://www.tecnosapiens.com.br/home/wp-content/plugins/add-to-any/share_save_171_16.png" width="171" height="16" alt="Share"/></a></p>]]></content:encoded>
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		<title>Como funciona o cinema 3D?</title>
		<link>http://www.tecnosapiens.com.br/2011/07/como-funciona-o-cinema-3d/</link>
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		<pubDate>Mon, 11 Jul 2011 01:49:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Raphael Carvalho</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entretenimento]]></category>
		<category><![CDATA[3d]]></category>
		<category><![CDATA[cinema]]></category>

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		<description><![CDATA[Você vai ao cinema com sua namorada e ela insiste: vamos assistir Avatar 3D! Isso aconteceu comigo, e foi a primeira vez que vi um filme com essa tecnologia; achei bacana. O filme, no entanto, é tão ruim quanto Bis sabor Limão. Depois disso eu terminei com ela, mas juro que não foi culpa do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<img style='float: left; margin-right: 10px; border: none;' src='http://www.gravatar.com/avatar.php?gravatar_id=0c473b1b4ba3d0bd5c2f3a2dcafad533&amp;default=http://www.tecnosapiens.com.br/images/defgravatar.gif' alt='No Gravatar' width=60 height=60/><p style="text-align: justify;">Você vai ao cinema com sua namorada e ela insiste: vamos assistir Avatar 3D! Isso aconteceu comigo, e foi a primeira vez que vi um filme com essa tecnologia; achei bacana. O filme, no entanto, é tão ruim quanto Bis sabor Limão. Depois disso eu terminei com ela, mas juro que não foi culpa do James Cameron.</p>
<p style="text-align: justify;">Eu vi o primeiro filme 3D tardiamente, eu sei, mas vocês sabem o quanto? Pois bem, a primeira experiência nesse campo foi em 1952, nos Estados Unidos. Na época foi uma tentativa de recuperar o público que começava a deixar as salas de cinema para ficar em casa apreciando um aparelho magnífico que estava se espalhando como se fosse a Peste Negra ou uma dessas doenças sexualmente transmissíveis: a TV. Não deu muito certo, o projeto não foi levado muito a sério e além disso os relatos de dores de cabeça e enjôos eram recorrentes, até o Capitão Nascimento pedia pra sair.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas como funciona o cinema 3D?<span id="more-2731"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Se você pensa que com Avatar houve alguma revolução na tecnologia 3D, pense outra vez. É a mesma coisa de antes. O conceito não é muito complexo: você filma uma mesma cena, com duas perspectivas ligeiramente diferentes e sobrepõe estas imagens. Com o auxílio dos óculos, cada um dos seus dois olhos (o Coronel Saul Tigh não curte cinema 3D) enxerga uma das perspectivas, e seu cérebro é enganado de forma a interpretar a imagem com profundidade. Tudo não passa de uma grande ilusão, mas engula o choro, a vida é assim mesmo. Se você for assistir Transformers querendo babar em cima da Megan Fox mas esquecer de colocar os óculos, verá algo mais ou menos assim:</p>
<p><a href="http://www.tecnosapiens.com.br/home/wp-content/uploads/2011/07/meganfox3d.png"><img class="aligncenter size-full wp-image-2733" title="meganfox3d" src="http://www.tecnosapiens.com.br/home/wp-content/uploads/2011/07/meganfox3d.png" alt="" width="319" height="320" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">O truque tem como origem a estereoscopia, e não serve apenas para fazer você pagar mais caro o ingresso do cinema e sair com dor de cabeça, meio desorientado. Essa técnica é utilizada por exemplo na confecção de cartas topográficas. O fulaninho voa por uma região, e com fotografias de dois pontos de observação diferentes, consegue ver a imagem maneira do terreno em 3D.</p>
<p style="text-align: justify;">Eu só não entendo todo esse hype em cima do 3D. Na verdade até entendo, você precisa pensar em formas de fazer as pessoas gastarem mais dinheiro, mesmo que seja para gastar milhões e observar uma ilusão que recria a&#8230;realidade. Sim, o mundo é em 3 dimensões, qual a grande mágica nisso? Se eu quiser ver algo 3D, saio pela rua olhando traseiros, ou eu estou errado?</p>
<p style="text-align: justify;">Filmes 3D talvez façam mais sentido para os filmes educativos, a exemplo da primeira produção soft porn direto de Hong Kong, &#8220;<a href="http://www.youtube.com/watch?v=6V5j8ZYnRyM" target="_blank">Sex and Zen: Extreme Ecstasy</a>&#8220;. Mas fiquem tranquilos, por enquanto o uso de óculos é apenas para o efeito 3D, não vai cair nada no seu olho.</p>
<p><a class="a2a_dd a2a_target addtoany_share_save" href="http://www.addtoany.com/share_save#url=http%3A%2F%2Fwww.tecnosapiens.com.br%2F2011%2F07%2Fcomo-funciona-o-cinema-3d%2F&amp;title=Como%20funciona%20o%20cinema%203D%3F" id="wpa2a_14"><img src="http://www.tecnosapiens.com.br/home/wp-content/plugins/add-to-any/share_save_171_16.png" width="171" height="16" alt="Share"/></a></p>]]></content:encoded>
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		<title>Números: egípcios, romanos e árabes</title>
		<link>http://www.tecnosapiens.com.br/2011/07/numeros-egipcios-romanos-arabes/</link>
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		<pubDate>Wed, 06 Jul 2011 01:13:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tati de Alencar</dc:creator>
				<category><![CDATA[História]]></category>
		<category><![CDATA[Matemática]]></category>
		<category><![CDATA[Al-Khuwarizmi]]></category>
		<category><![CDATA[algarismo indo-arábicos]]></category>
		<category><![CDATA[História da Matemática]]></category>
		<category><![CDATA[numerais hieroglíficos]]></category>
		<category><![CDATA[números egípcios]]></category>
		<category><![CDATA[números romanos]]></category>
		<category><![CDATA[Papiro Ahmes]]></category>
		<category><![CDATA[Papiro Rhind]]></category>

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		<description><![CDATA[A seguir, um pouco da história de como surgiram os números egípcios, romanos e árabes. Egípcios Há mais ou menos 3600 anos, o famoso faraó do Egito tinha um súdito chamado Aahmesu, cujo nome significa “Filho da Lua”. Papiro Ahmes (ou Rhind). Fonte: http://migre.me/5bCVs Aahmesu ocupava na sociedade egípcia uma posição muito mais humilde que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<img style='float: left; margin-right: 10px; border: none;' src='http://www.gravatar.com/avatar.php?gravatar_id=734160ee712323b2bac6c77ed9426777&amp;default=http://www.tecnosapiens.com.br/images/defgravatar.gif' alt='No Gravatar' width=60 height=60/><p style="text-align: justify;">A seguir, um pouco da história de como surgiram os números egípcios, romanos e árabes.</p>
<h2 style="text-align: justify;">Egípcios</h2>
<p style="text-align: justify;">Há mais ou menos 3600 anos, o famoso faraó do Egito tinha um súdito chamado Aahmesu, cujo nome significa “Filho da Lua”.</p>
<div class="mceTemp" style="text-align: justify;">
<dl id="attachment_2713" class="wp-caption alignleft" style="width: 208px;">
<dt class="wp-caption-dt"><img class="size-full wp-image-2713" style="border: 0pt none;" title="ahmes" src="http://www.tecnosapiens.com.br/home/wp-content/uploads/2011/07/ahmes.jpg" alt="" width="198" height="142" /></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Papiro Ahmes (ou Rhind). Fonte: http://migre.me/5bCVs</dd>
</dl>
</div>
<p style="text-align: justify;">Aahmesu ocupava na sociedade egípcia uma posição muito mais humilde que a do faraó: provavelmente era um escriba. Hoje, ele é mais conhecido do que muitos faraós e reis do Antigo Egito. Aahmesu, chamado de Ahmes, foi o primeiro escriba que a história registrou. Ahmes é o autor do papiro que leva o seu nome, o Papiro Ahmes.</p>
<p style="text-align: justify;">Este documento foi escrito por volta d e1650 a.C. e tem aproximadamente 5,5 m de comprimento e 32 cm de largura, sendo composto de catorze folhas de papiro. O magnífico <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Facsimile" target="_blank">fac-símile</a> do rolo descoberto no século XIX no templo mortuário de Ramsés II, em Tebas, foi comprado em 1858 por um antiquário escocês chamado Rhind. Por isso é conhecido também como Papiro Rhind.</p>
<p style="text-align: justify;">O Papiro Ahmes é um antigo manual de matemática, expõe dezenas de problemas de todo tipo. Contém 80 problemas, todos resolvidos. A maioria envolve assuntos do dia-a-dia, como o preço do pão, a armazenagem de grãos de trigo, a alimentação do gado. É o mais antigo tratado de matemática já encontrado até hoje.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-2699"></span></p>
<div class="mceTemp" style="text-align: justify;">
<dl id="attachment_2701" class="wp-caption  alignright" style="width: 230px;">
<dt class="wp-caption-dt"><img class="size-full wp-image-2701  " style="border: 0pt none;" title="egpcios" src="http://www.tecnosapiens.com.br/home/wp-content/uploads/2011/07/egpcios.png" alt="" width="220" height="193" /></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Numerais hieroglíficos dos egípcios. Fonte: http://migre.me/5bB3l</dd>
</dl>
</div>
<p style="text-align: justify;">Observando e estudando como eram efetuados os cálculos no Papiro Ahmes, não foi difícil aos cientistas compreender o sistema de numeração egípcio.</p>
<p style="text-align: justify;">O Sistema de numeração egípcio baseava-se em sete números-chave: 1, 10, 100, 1.000, 10.000, 100.000 e 1.000.000. E os egípcios usavam símbolos para representá-los.</p>
<p style="text-align: justify;">Um traço vertical: 1<br />
Um osso de calcanhar: 10<br />
Um laço: 100<br />
Uma flor de lótus: 1.000<br />
Um dedo dobrado: 10.000<br />
Um girino: 100.000<br />
Uma figura ajoelhada: 1.000.000</p>
<p style="text-align: justify;">Com a ajuda deste sistema de numeração, os egípcios conseguiam efetuar todos os cálculos que envolviam números inteiros. Descobriram também as frações, mas utilizava apenas frações unitárias, com numerador igual a 1. Para escrever as frações unitárias, colocavam um sinal oval alongado sobre o denominador.</p>
<p style="text-align: justify;">Por volta do século III a.C., começou a formação do sistema de numeração romano.</p>
<h2 style="text-align: justify;">Romanos:</h2>
<p style="text-align: justify;">Os romanos não inventaram símbolos novos para representar os números; usavam as próprias letras do alfabeto.</p>
<p style="text-align: justify;">I: 1<br />
V: 5<br />
X: 10<br />
L: 50<br />
C: 100<br />
D: 500<br />
M: 1.000<br />
MM: 2.000<br />
MMM: 3.000&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">Para escrever 4.000 ou números maiores que ele, os romanos usavam um traço horizontal sobre as letras que representavam esses números. Um traço multiplicava o número representado abaixo dele por 1.000. Dois traços sobre o M davam-lhe o valor de 1 milhão.</p>
<p style="text-align: justify;">O Sistema de numeração romano foi adotado por muitos povos, mas como podemos ver, era difícil efetuar cálculos com este sistema.</p>
<h2 style="text-align: justify;">Árabes:</h2>
<div class="mceTemp" style="text-align: justify;">
<dl id="attachment_2715" class="wp-caption alignright" style="width: 200px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://www.tecnosapiens.com.br/home/wp-content/uploads/2011/07/Al-Khwarizmi.jpeg"><img class="size-full wp-image-2715" title="Al-Khwarizmi" src="http://www.tecnosapiens.com.br/home/wp-content/uploads/2011/07/Al-Khwarizmi.jpeg" alt="" width="190" height="230" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Al-Khwarizmi. Fonte: http://migre.me/5bD8I</dd>
</dl>
</div>
<p style="text-align: justify;">Harum al-Raschid foi o <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Califa" target="_blank">califa</a> de Bagda do ano 786 até 809 a.C. Durante seu reinado, os povos árabes travaram uma série de guerras de conquista e como prêmios de guerra, livros de diversos centros científicos foram levados para Bagdá e traduzidos para a língua árabe.<br />
Em 809, o califa de Bagdá passou a ser al-Mamum, filho de Harum al-Raschid. Este, como era um apaixonado da ciência, procurou tornar Bagdá o maior centro científico do mundo, contratando os grandes sábios muçulmanos da época, entre eles o mais brilhante matemático árabe de todos os tempos: al-Khuwarizmi.<br />
Estudando os livros de matemática vindos da Índia e traduzidos para a língua árabe, al-Khuwarizmi surpreendeu-se com aqueles estranhos símbolos e da surpresa para a admiração, ele compreendeu o tesouro que os matemáticos hindus haviam descoberto.<br />
Al-Khuwarizmi decidiu contar ao mundo as boas novas e escreveu um livro chamado <em> </em>&#8220;Sobre a arte hindu de calcular&#8221; que foi preservado numa tradução latina <em>Algoritmi de numero Indorum</em>. Com este livro, matemáticos do mundo todo tomaram conhecimento do sistema de numeração hindu. Os símbolos 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 ficaram como a notação de al-Khuwarizmi, de onde se originou o termo latino algorismos. Daí o nome algarismo.<br />
São estes números criados pelos matemáticos da Índia e divulgados para outros povos por al-Khuwarizmi que constituem o nosso sistema de numeração decimal. Daí serem conhecidos como algarismos indo-arábicos.<br />
Mas, o livro mais famoso de al-Khuwarizmi chama-se Kitab Al Mukhtassar Fi Hissab Al Jabr Wal Mukabala<em> (</em>O livro sumário sobre cálculos por transposição e redução), livro sobre as operações al-jabr (restauração) e qabalah (redução ou equilíbrio).<br />
A palavra al-jabr que deu origem ao nome álgebra significa restauração, e refere-se à passagem de um termo para o outro lado da equação. Al-Khuwarizmi é considerado o &#8220;pai&#8221; da Álgebra.</p>
<p><a class="a2a_dd a2a_target addtoany_share_save" href="http://www.addtoany.com/share_save#url=http%3A%2F%2Fwww.tecnosapiens.com.br%2F2011%2F07%2Fnumeros-egipcios-romanos-arabes%2F&amp;title=N%C3%BAmeros%3A%20eg%C3%ADpcios%2C%20romanos%20e%20%C3%A1rabes" id="wpa2a_16"><img src="http://www.tecnosapiens.com.br/home/wp-content/plugins/add-to-any/share_save_171_16.png" width="171" height="16" alt="Share"/></a></p>]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Bolas quadradas, elas existem?</title>
		<link>http://www.tecnosapiens.com.br/2011/06/bolas-quadradas-elas-existem/</link>
		<comments>http://www.tecnosapiens.com.br/2011/06/bolas-quadradas-elas-existem/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 02 Jun 2011 21:24:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leandro Augusto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Lógica]]></category>
		<category><![CDATA[Matemática]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.tecnosapiens.com.br/?p=1970</guid>
		<description><![CDATA[Bom&#8230; antes que você ache tudo isso um absurdo e que bolas quadradas só existem nos episódios do Chaves, adianto que você está enganado. As bolas quadradas existem e estão por toda parte. Antes de mais nada, vamos definir algumas coisas que serão importantes para o entendimento do que são essas bolas. Em matemática, definimos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<img style='float: left; margin-right: 10px; border: none;' src='http://www.gravatar.com/avatar.php?gravatar_id=1289aa70c9db847f12ef6bd037a42d83&amp;default=http://www.tecnosapiens.com.br/images/defgravatar.gif' alt='No Gravatar' width=60 height=60/><p>Bom&#8230; antes que você ache tudo isso um absurdo e que bolas quadradas só existem nos episódios do Chaves, adianto que você está enganado. As bolas quadradas existem e estão por toda parte.</p>
<p>Antes de mais nada, vamos definir algumas coisas que serão importantes para o entendimento do que são essas bolas.<span id="more-1970"></span></p>
<p>Em matemática, definimos a distância <strong><img src="http://l.wordpress.com/latex.php?latex=d%28a%2Cb%29&#038;bg=B8F1FF&#038;fg=000000&#038;s=0" title="d(a,b)" style="vertical-align:-20%;" class="tex" alt="d(a,b)" /> </strong>, de dois pontos <img src="http://l.wordpress.com/latex.php?latex=a&#038;bg=B8F1FF&#038;fg=000000&#038;s=0" title="a" style="vertical-align:-20%;" class="tex" alt="a" /> e <img src="http://l.wordpress.com/latex.php?latex=b&#038;bg=B8F1FF&#038;fg=000000&#038;s=0" title="b" style="vertical-align:-20%;" class="tex" alt="b" />, tal que satisfaça as condições abaixo:</p>
<ul>
<li><img src="http://l.wordpress.com/latex.php?latex=d%28a%2Cb%29&#038;bg=B8F1FF&#038;fg=000000&#038;s=0" title="d(a,b)" style="vertical-align:-20%;" class="tex" alt="d(a,b)" /> &gt; 0</li>
<li><img src="http://l.wordpress.com/latex.php?latex=d%28a%2Cb%29&#038;bg=B8F1FF&#038;fg=000000&#038;s=0" title="d(a,b)" style="vertical-align:-20%;" class="tex" alt="d(a,b)" /> = 0 , se e somente se <img src="http://l.wordpress.com/latex.php?latex=x&#038;bg=B8F1FF&#038;fg=000000&#038;s=0" title="x" style="vertical-align:-20%;" class="tex" alt="x" /> = <img src="http://l.wordpress.com/latex.php?latex=y&#038;bg=B8F1FF&#038;fg=000000&#038;s=0" title="y" style="vertical-align:-20%;" class="tex" alt="y" /></li>
<li><img src="http://l.wordpress.com/latex.php?latex=d%28a%2Cb%29&#038;bg=B8F1FF&#038;fg=000000&#038;s=0" title="d(a,b)" style="vertical-align:-20%;" class="tex" alt="d(a,b)" /> = <img src="http://l.wordpress.com/latex.php?latex=d%28y%2Cx%29&#038;bg=B8F1FF&#038;fg=000000&#038;s=0" title="d(y,x)" style="vertical-align:-20%;" class="tex" alt="d(y,x)" /></li>
<li><img src="http://l.wordpress.com/latex.php?latex=d%28a%2Cc%29%20%5Cleq%20d%28a%2Cb%29&#038;bg=B8F1FF&#038;fg=000000&#038;s=0" title="d(a,c) \leq d(a,b)" style="vertical-align:-20%;" class="tex" alt="d(a,c) \leq d(a,b)" /> + <img src="http://l.wordpress.com/latex.php?latex=d%28b%2Cc%29&#038;bg=B8F1FF&#038;fg=000000&#038;s=0" title="d(b,c)" style="vertical-align:-20%;" class="tex" alt="d(b,c)" /></li>
</ul>
<p>Então definimos uma <strong>bola de centro b e raio r</strong>, como sendo o</p>
<p>conjunto dos pontos  <img src="http://l.wordpress.com/latex.php?latex=B%28b%2Cr%29&#038;bg=B8F1FF&#038;fg=000000&#038;s=0" title="B(b,r)" style="vertical-align:-20%;" class="tex" alt="B(b,r)" />=<img src="http://l.wordpress.com/latex.php?latex=d%28a%2Cb%29&#038;bg=B8F1FF&#038;fg=000000&#038;s=0" title="d(a,b)" style="vertical-align:-20%;" class="tex" alt="d(a,b)" />&lt;<img src="http://l.wordpress.com/latex.php?latex=r&#038;bg=B8F1FF&#038;fg=000000&#038;s=0" title="r" style="vertical-align:-20%;" class="tex" alt="r" />.</p>
<p>Desta forma, vejamos alguns exemplos para que as ideias fiquem mais claras:</p>
<p>Sejam <img src="http://l.wordpress.com/latex.php?latex=a&#038;bg=B8F1FF&#038;fg=000000&#038;s=0" title="a" style="vertical-align:-20%;" class="tex" alt="a" />=<img src="http://l.wordpress.com/latex.php?latex=%28x%2Cy%2Cz%29&#038;bg=B8F1FF&#038;fg=000000&#038;s=0" title="(x,y,z)" style="vertical-align:-20%;" class="tex" alt="(x,y,z)" /> e <img src="http://l.wordpress.com/latex.php?latex=b&#038;bg=B8F1FF&#038;fg=000000&#038;s=0" title="b" style="vertical-align:-20%;" class="tex" alt="b" />=<img src="http://l.wordpress.com/latex.php?latex=%28x_0%2C%20y_0%2C%20z_0%29&#038;bg=B8F1FF&#038;fg=000000&#038;s=0" title="(x_0, y_0, z_0)" style="vertical-align:-20%;" class="tex" alt="(x_0, y_0, z_0)" /></p>
<ul>
<li>Defina <img src="http://l.wordpress.com/latex.php?latex=d%28a%2Cb%29&#038;bg=B8F1FF&#038;fg=000000&#038;s=0" title="d(a,b)" style="vertical-align:-20%;" class="tex" alt="d(a,b)" />=<img src="http://l.wordpress.com/latex.php?latex=%5Csqrt%7B%28x-x_0%29%5E2%20%2B%28y-y_0%29%5E2%2B%20%28z-z_0%29%5E2%7D&#038;bg=B8F1FF&#038;fg=000000&#038;s=0" title="\sqrt{(x-x_0)^2 +(y-y_0)^2+ (z-z_0)^2}" style="vertical-align:-20%;" class="tex" alt="\sqrt{(x-x_0)^2 +(y-y_0)^2+ (z-z_0)^2}" /></li>
</ul>
<p>Então neste caso, teremos a bola de centro em 0 e raio 1, sendo</p>
<p><img src="http://l.wordpress.com/latex.php?latex=d%28a%2C0%29&#038;bg=B8F1FF&#038;fg=000000&#038;s=0" title="d(a,0)" style="vertical-align:-20%;" class="tex" alt="d(a,0)" />=<img src="http://l.wordpress.com/latex.php?latex=%5Csqrt%7B%28x-0%29%5E2%20%2B%28y-0%29%5E2%2B%20%28z-0%29%5E2%7D&#038;bg=B8F1FF&#038;fg=000000&#038;s=0" title="\sqrt{(x-0)^2 +(y-0)^2+ (z-0)^2}" style="vertical-align:-20%;" class="tex" alt="\sqrt{(x-0)^2 +(y-0)^2+ (z-0)^2}" /> = <img src="http://l.wordpress.com/latex.php?latex=%5Csqrt%7Bx%5E2%20%2By%5E2%2B%20z%5E2%7D&#038;bg=B8F1FF&#038;fg=000000&#038;s=0" title="\sqrt{x^2 +y^2+ z^2}" style="vertical-align:-20%;" class="tex" alt="\sqrt{x^2 +y^2+ z^2}" />&lt;1</p>
<p>Elevando ao quadrado,</p>
<p><img src="http://l.wordpress.com/latex.php?latex=x%5E2%20%2By%5E2%2B%20z%5E2&#038;bg=B8F1FF&#038;fg=000000&#038;s=0" title="x^2 +y^2+ z^2" style="vertical-align:-20%;" class="tex" alt="x^2 +y^2+ z^2" />&lt;1, que é a equação da esfera de centro 0 e raio 1.</p>
<p>Vejamos o desenho,</p>
<p><a href="http://www.tecnosapiens.com.br/home/wp-content/uploads/2009/10/sphere.gif"><img class="aligncenter size-thumbnail wp-image-1979" title="sphere" src="http://www.tecnosapiens.com.br/home/wp-content/uploads/2009/10/sphere-150x150.gif" alt="sphere" width="150" height="150" /></a></p>
<p>E essa é a bola que todos estamos acostumandos a ver, mas existe uma outra maneira de definir a distância, vejamos:</p>
<ul>
<li>Defina <img src="http://l.wordpress.com/latex.php?latex=d%28a%2Cb%29&#038;bg=B8F1FF&#038;fg=000000&#038;s=0" title="d(a,b)" style="vertical-align:-20%;" class="tex" alt="d(a,b)" />= <img src="http://l.wordpress.com/latex.php?latex=%5Cmid%20x-x_0%20%5Cmid%20%2B%20%5Cmid%20y-y_0%20%5Cmid%2B%5Cmid%20z-z_0%20%5Cmid&#038;bg=B8F1FF&#038;fg=000000&#038;s=0" title="\mid x-x_0 \mid + \mid y-y_0 \mid+\mid z-z_0 \mid" style="vertical-align:-20%;" class="tex" alt="\mid x-x_0 \mid + \mid y-y_0 \mid+\mid z-z_0 \mid" /></li>
</ul>
<p>Então neste caso, teremos a bola de centro em 0 e raio 1, sendo</p>
<p><img src="http://l.wordpress.com/latex.php?latex=d%28a%2C0%29&#038;bg=B8F1FF&#038;fg=000000&#038;s=0" title="d(a,0)" style="vertical-align:-20%;" class="tex" alt="d(a,0)" />= <img src="http://l.wordpress.com/latex.php?latex=%5Cmid%20x-0%20%5Cmid%20%2B%20%5Cmid%20y-0%20%5Cmid%2B%5Cmid%20z-0%20%5Cmid&#038;bg=B8F1FF&#038;fg=000000&#038;s=0" title="\mid x-0 \mid + \mid y-0 \mid+\mid z-0 \mid" style="vertical-align:-20%;" class="tex" alt="\mid x-0 \mid + \mid y-0 \mid+\mid z-0 \mid" /></p>
<p>Então,</p>
<p><img src="http://l.wordpress.com/latex.php?latex=%5Cmid%20x%20%5Cmid%20%2B%20%5Cmid%20y%20%5Cmid%2B%5Cmid%20z%20%5Cmid&#038;bg=B8F1FF&#038;fg=000000&#038;s=0" title="\mid x \mid + \mid y \mid+\mid z \mid" style="vertical-align:-20%;" class="tex" alt="\mid x \mid + \mid y \mid+\mid z \mid" />&lt;1</p>
<p>Que é uma equação modular de planos que passam pela origem. Como podemos ver abaixo:</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="http://www.tecnosapiens.com.br/home/wp-content/uploads/2011/06/bola1.jpg"><img class="aligncenter size-thumbnail wp-image-2689" title="Bola Quadrada" src="http://www.tecnosapiens.com.br/home/wp-content/uploads/2011/06/bola1-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a></p>
<p>Como vimos, as bolas quadradas existem, e ainda podemos definir outras métricas para formar outras bolas. Para quem se interessa mais pelo assunto seria interessante estudar mais sobre os espaços métricos e suas propriedades.</p>
<p><a class="a2a_dd a2a_target addtoany_share_save" href="http://www.addtoany.com/share_save#url=http%3A%2F%2Fwww.tecnosapiens.com.br%2F2011%2F06%2Fbolas-quadradas-elas-existem%2F&amp;title=Bolas%20quadradas%2C%20elas%20existem%3F" id="wpa2a_18"><img src="http://www.tecnosapiens.com.br/home/wp-content/plugins/add-to-any/share_save_171_16.png" width="171" height="16" alt="Share"/></a></p>]]></content:encoded>
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		<title>Dá para trabalhar no iPad?</title>
		<link>http://www.tecnosapiens.com.br/2011/05/da-para-trabalhar-no-ipad/</link>
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		<pubDate>Wed, 25 May 2011 17:08:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Produtividade pessoal]]></category>
		<category><![CDATA[iOS]]></category>
		<category><![CDATA[iPad]]></category>
		<category><![CDATA[produtividade]]></category>
		<category><![CDATA[tablet]]></category>

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		<description><![CDATA[Com a chegada oficial (brevíssima, dado o parco estoque) do iPad 2 nas lojas, muitos perguntam se devem comprar um. Alguns ainda não tem certeza sobre o que fazer com ele. Afinal, um tablet substitui um laptop ou desktop? Em quais tarefas ele se sobressai? Meu primeiro contato com tablets foi a partir do Nokia [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<img style='float: left; margin-right: 10px; border: none;' src='http://www.gravatar.com/avatar.php?gravatar_id=8fea0c25ce5875775cbceee02e0c9792&amp;default=http://www.tecnosapiens.com.br/images/defgravatar.gif' alt='No Gravatar' width=60 height=60/><div class="wp-caption alignnone" style="width: 370px"><a href="http://www.tecnosapiens.com.br/home/wp-content/uploads/2011/05/20110527-144643.jpg"><img class="size-full " title="Apps para minha produtividade." src="http://www.tecnosapiens.com.br/home/wp-content/uploads/2011/05/20110527-144643.jpg" alt="" width="360" height="480" /></a><p class="wp-caption-text">Apps para minha produtividade.</p></div>
<p>Com a chegada oficial (brevíssima, dado o parco estoque) do iPad 2 nas lojas, muitos perguntam se devem comprar um. Alguns ainda não tem certeza sobre o que fazer com ele. Afinal, um tablet substitui um laptop ou desktop? Em quais tarefas ele se sobressai?<span id="more-2584"></span></p>
<p>Meu primeiro contato com tablets foi a partir do <a title="O que é o N800?" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Nokia_N800" target="_blank">Nokia N800</a>. Bem diferente do iPad, lembrando mais um smartphone pré-iPhone, tinha uma proposta diferente dos atuais tablets. O N800 é um bom gadget para acessar sites e consultas rápidas, mas acabou não funcionando a contento para o que eu queria: fazer anotações a mão na tela e ler artigos. O principal problema era a tela. Pequena demais, reflexiva demais, lisa demais.</p>
<div id="attachment_2655" class="wp-caption aligncenter" style="width: 424px"><a href="http://www.tecnosapiens.com.br/home/wp-content/uploads/2011/05/nokia_n800.jpg"><img class="size-large wp-image-2655  " title="The Old One" src="http://www.tecnosapiens.com.br/home/wp-content/uploads/2011/05/nokia_n800-1024x768.jpg" alt="" width="414" height="310" /></a><p class="wp-caption-text">Telas de toque resistivas e stylus de ponta de plástico não combinam para escrever.</p></div>
<p>Esse problema é resolvido no iPad. Tela suficientemente grande, do tamanho de um caderno de capa dura, como aqueles que você usava no primário, mas um tanto mais pesado. Bateria que dura cerca de 10 horas conectado a Wi-Fi, ou seja, dura um expediente inteiro. Nada de chegar na sala de aula ou biblioteca e ficar procurando por uma tomada. E uma <a title="Mais de 65 mil apps" href="http://www.apple.com/ipad/from-the-app-store/" target="_blank">excelente biblioteca de aplicativos</a>.</p>
<p>Enquanto o consumo de conteúdo (ler documentos, navegar na web, assistir vídeos, jogar) no tablet da Apple é indiscutivelmente confortável e eficiente (a tela apesar de não ser de <em><a title="O que é e-ink?" href="http://en.wikipedia.org/wiki/E-ink" target="_blank">e-ink</a></em> é excelente para ler, exceto se exposta a luz solar), o mesmo não é válido para todas as tarefas de produção. Há limitações devido ao modo como gerenciamento de arquivos e a multitarefa são implementados no iOS e quais as funcionalidades são permitidas nos aplicativos, também chamados de apps. (Por favor, leia como éps, não apepês, afinal é contração de <em>applications</em>.)</p>
<div id="attachment_2656" class="wp-caption aligncenter" style="width: 424px"><a href="http://www.tecnosapiens.com.br/home/wp-content/uploads/2011/05/new_n_old_tablets.jpg"><img class="size-large wp-image-2656  " title="new_n_old_tablets" src="http://www.tecnosapiens.com.br/home/wp-content/uploads/2011/05/new_n_old_tablets-1024x768.jpg" alt="The New and the Old" width="414" height="310" /></a><p class="wp-caption-text">iPad, N800, stylus com ponta de borracha eletrocondutiva e teclado bluetooth. Acessórios adquiridos pela graça do Deal Extreme.</p></div>
<p>Ao contrário do que estamos acostumados nos PCs e smartphones, no iOS não há gerenciador de arquivos nativo; eles são manipulados apenas no ambiente dos aplicativos. Apesar disso, há a possibilidade de abrir o arquivo em outro app, mas no entanto isso normalmente gera uma cópia do arquivo no segundo aplicativo, criando assim multiplicidade dos mesmos. A melhor abordagem nesse caso é definir qual a tarefa será feita num arquivo, escolher em qual aplicativo ele será manipulado e só mudar quando terminada a tarefa. Portanto, leva-se um tempo até se acostumar com essa outra forma de manipular arquivos. O lado positivo disso é que torna o seu fluxo de trabalho mais coerente e aumenta o foco na tarefa, algo ótimo para alguém tão dispersivo quanto eu.</p>
<p>Redigir aquele relatório com figuras e gráficos, criar uma planilha complexa (mas não muito) ou escrever aquele código podem ser feitos no iPad com a ajuda dos apps certos, mas não será uma tarefa tão produtiva quanto num PC. Algumas tarefas não são possíveis de serem realizadas sem <em><a title="O que é jailbreak?" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Jailbreak_(iPhone_OS)" target="_blank">jailbreak</a></em>, como compilar código-fonte localmente. De fato, a Apple impõe que os aplicativos disponíveis na sua <em>App Store</em> não podem compilar nenhuma linguagem, impedindo assim que eu use-o, por exemplo, o LaTeX para criar PDFs no iPad.</p>
<p>Outras tarefas são mais eficientes ou mais cômodas, como escrever anotações ou fazer apontamentos que necessitem de desenhos a mão-livre. Com o app certo, sua caligrafia será até mais legível (minha vingança contra as aulas de caligrafia no primário, afinal!). Aliás, escrever a mão-livre, usando uma mão para segurá-lo, tal qual a prancheta (que é a tradução de tablet, por sinal), é muito mais eficiente do que segurar um netbook na mão enquanto digita com a outra. E lidar com arquivos digitais é MUITO mais fácil de organizar e consultar do que aquela miríade de papéis jogados numa pasta que você chama de &#8220;Anotações da Tese de Doutorado&#8221;.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 490px"><a href="http://www.tecnosapiens.com.br/home/wp-content/uploads/2011/05/20110527-1553321.jpg"><img class="size-full   " title="Se alguém achar algum erro nas contas, me avise!" src="http://www.tecnosapiens.com.br/home/wp-content/uploads/2011/05/20110527-1553321.jpg" alt="" width="480" height="640" /></a><p class="wp-caption-text">Paper no more!</p></div>
<p>Outro uso interessante pode ser em sala de aula ou apresentações. Usando um adaptador pode ser conectado a um projetor, para apresentar slides, ou servir como lousa digital. No iPad 2 há a função nativa de duplicar a imagem da tela numa TV/projetor usando o adaptador HDMI. No iPad 1 isso <a title="Habilitando mirror no iPad 1" href="http://macmagazine.com.br/2011/04/04/hack-habilita-espelhamento-de-tela-em-ipads-de-primeira-geracao/" target="_blank">também é possível</a>, mas é necessário <em>jailbreak</em>. Mesmo sem o adaptador, o uso do iPad como bloco de anotações para auxiliar numa apresentação ou mesmo para consultar os slides sem dar as costas para a platéia.</p>
<p>Meu veredicto é que um tablet, como o iPad, não é ideal para ser usado para aquelas tarefas em que um PC executa bem, mas justamente naquelas em que o conforto e eficiência neste último não são satisfatórios. Além disso é preciso se acostumar com a diferença no fluxo de trabalho, gerenciando os arquivos dentro dos apps, o que pode trazer benefícios, como o maior foco no trabalho e menor dispersão nas fontes de procastinação.  Leve em conta também a maior duração da bateria, faz muita diferença quando não há tomadas disponíveis ou são escassas.</p>
<p>No próximo artigo trarei uma lista dos aplicativos e acessórios úteis (e baratos!) que tenho usado para melhor aproveitar o iPad.</p>
<p>Em tempo, o Rodrigo Toledo já falou um pouco sobre o uso do iPad como ferramenta de trabalho, suas limitações e vantagens  <a title="Como anda o seu iPad?" href="http://www.rodrigostoledo.com/2011/04/como-anda-o-seu-ipad/" target="_blank">aqui</a>. O Carlos Cardoso do <a href="http://meiobit.com" target="_blank">meiobit.com</a> começou uma série de artigos em que pretende relatar a<a title="iPad como ferramenta de produção" href="http://meiobit.com/85543/ipad-ferramenta-producao/" target="_blank"> experiência de trabalhar apenas no iPad</a>. Recomendo a leitura de ambos artigos.</p>
<p><a class="a2a_dd a2a_target addtoany_share_save" href="http://www.addtoany.com/share_save#url=http%3A%2F%2Fwww.tecnosapiens.com.br%2F2011%2F05%2Fda-para-trabalhar-no-ipad%2F&amp;title=D%C3%A1%20para%20trabalhar%20no%20iPad%3F" id="wpa2a_20"><img src="http://www.tecnosapiens.com.br/home/wp-content/plugins/add-to-any/share_save_171_16.png" width="171" height="16" alt="Share"/></a></p>]]></content:encoded>
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